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Por mim se decreta (Esdras 7.11-13)


Adventistas do Sétimo Dia. Afirmam que a contagem das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8.14 teve início com o decreto de Artaxerxes (em 457 a.C.) para a reconstrução de Jerusalém (Dn 9.25). E, ao transformarem essas 2.300 tardes e manhãs em dias proféticos — cada um deles correspondendo a um ano — chegaram a 1844, ano em que, segundo estipularam, Jesus deveria voltar, mais precisamente em 22 de outubro. Como isso não aconteceu, mudaram o santuário da terra para o céu e passaram a ensinar a doutrina do juízo investigativo, que também é conhecida como “a obra da redenção incompleta”.

Disseram a respeito: “Durante dezoito séculos este ministério continuou no primeiro compartimento do santuário. O sangue de Cristo, oferecido em favor dos crentes arrependidos, assegurava-lhes perdão e aceitação perante o Pai; contudo, ainda permaneciam seus pecados nos livros de registro. Como no serviço típico havia uma expiação ao fim do ano, semelhantemente, antes que se complete a obra de Cristo para redenção do homem, há também uma expiação para tirar o pecado do santuário [...] pela sua morte iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao céu, depois de ressurgir”.

Resposta apologética: O juízo investigativo ensinado pelos adventistas não tem apoio na história e muito menos na Bíblia, por três razões: 1) O ano 457 a.C. é uma data errônea, pois o decreto para a reconstrução de Jerusalém foi datado em 445 a.C., conforme Neemias 2.1-6. O rei Artaxerxes autorizou Neemias a ir a Jerusalém para reconstruir a cidade no 20º ano do seu reinado, que começou em 465 a.C. Quanto a esse fato histórico, os adventistas escrevem o seguinte: “Neemias reconstrói Jerusalém. Visitou-o seu irmão de Jerusalém, e lhe disse como os muros estavam derribados e as portas queimadas. Em resultado dessa visita, Neemias pediu que fosse encarregado da obra de reconstruir a cidade”. 2) Jesus entrou no lugar santíssimo do santuário celestial na condição de Sumo Sacerdote logo após sua ascensão e não em 22 de outubro de 1844 (Cf. Hb 6.19,20 com Êx 26.33; Lv 16.2; 1Sm 4.4; 2Rs 19.15; At 7.55,56; Hb 9.11,12; 8.1; 9.23,24; 10.12,19,20; Ap 3.21). 3) A obra redentora de Cristo foi concluída na cruz (Jo 19.30) e, ao subir ao céu, quarenta dias depois de sua ressurreição, declarou, mais uma vez, que havia terminado a obra que veio realizar (Hb 1.3; 9.11,12, 23,24; 10.10-12,19,20).


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