Defesa da Fé


Ensinando a Palavra de Deus como mestres relevantes


Por Solano Portela

Presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil e mestre em pelo Biblical Theological Seminary


Entre os servos de Deus, há aqueles que se dedicam ao ensino, seja em escola dominical, em instituto bíblico ou em seminário. Alguns tantos, embora não lecionem ou ministrem a um grupo ou classe de alunos, aplicam seus conhecimentos ou dando pleno apoio às atividades de ensino religioso ou atuando como autores, produzindo textos para a edificação e instrução da Igreja. E esse devotamento, com freqüência, faz que nos preocupemos em tornar a nossa tarefa relevante. Ou seja, queremos ver o resultado dos nossos esforços na vida daqueles que assistem às nossas aulas. Isso porque não desejamos ser apenas “mais um professor” que passou pela vida dos nossos alunos, mas, sim, mestres relevantes.

Esta preocupação e desejo (desde que não procedam de um sentimento de auto-exaltação, mas de um coração que glorifica a Deus em todas as suas ações) são legítimos e pertinentes. A conscientização básica é que devemos procurar ser relevantes aos olhos de Deus. Todavia, os padrões de sucesso de Deus são diferentes dos padrões do homem. Por isso, perante o Senhor, relevância, destaque e eficácia representam, no caso do ensino, uma apresentação fiel das suas verdades. E essa apresentação deve ser pautada na melhor técnica de comunicação, a fim de que se mantenham claros os objetivos do chamado, entre os quais, destaca-se a transformação de vidas pelo poder de Deus e por sua Palavra.

Tão importante quanto aprendermos as técnicas de utilização do material de ensino e os passos necessários à preparação pessoal é olharmos internamente para a nossa vida e, sob a orientação da Palavra, perguntarmos: o que nos torna relevantes?

Com alegria, constatamos que somos orientados neste sentido. Podemos aprender muito com as palavras inspiradas de um mestre relevante. Como exemplo, temos Paulo, que procurava instruir outro mestre, e Timóteo, que era preparado para assumir uma posição, também de relevância, na Igreja de Cristo. Assim, nesta oportunidade, gostaríamos de examinar, com oração, humildade e submissão à orientação de Deus, cinco pontos que formam a personalidade, a visão e a vida pessoal do mestre relevante.


1) O mestre relevante conhece sua missão


Em 2Timóteo 4.2, lemos: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”.

Paulo inicia esse texto da segunda carta a Timóteo, no versículo primeiro, com um dramático apelo. A intensidade que Paulo coloca no desafio a Timóteo é tanta que chega a invocar Deus e Cristo Jesus como testemunhas.

Realmente, a vida de Timóteo não era fácil! Não parecia haver muita possibilidade de ele fugir às suas responsabilidades. Em 1Timóteo 5.21, Paulo já o havia “encostado no canto da parede”, desafiando-o a guardar os conselhos recebidos sob o testemunho de “Deus, Cristo Jesus e dos anjos eleitos”. Agora, quando está prestes a conscientizar Timóteo dos seus objetivos, a mesma forma de apelo é utilizada, mostrando a importância das palavras que se seguiriam.

Se Timóteo almejasse ser um mestre relevante, teria de saber muito bem qual era sua missão. Vejamos:


Prega a Palavra...

A proclamação da Palavra de Deus, das verdades recebidas e registradas por servos escolhidos e inspirados pelo Espírito Santo, encabeça a lista de recomendações. Pregar, aqui, significa proclamar como um arauto, ou seja: sem digressões, considerações filosóficas inúteis e argumentações irrelevantes. Proclamar a Palavra em sua simplicidade, com toda a fidelidade possível, sem distorções. Esta é a parte essencial do nosso objetivo e missão.

Logicamente, se a instrução é para que a Palavra seja proclamada, existe uma pressuposição de que aquele que irá proclamá-la conheça a Palavra, o autor da Palavra e os fatos transmitidos pela Palavra. É impossível concebermos um mestre de assuntos cristãos se ele não for um crente nas verdades de Deus, um salvo pelo poder de Cristo. Da mesma forma, é impossível sermos mestres relevantes se a nossa vida está perdida. Nessa linha, é básico que saibamos os fatos da Palavra que temos de pregar. Na tentativa de serem relevantes aos dias atuais, muitos mestres têm-se perdido, transmitindo apenas opiniões pessoais e trazendo para a sala de aula uma enormidade de assuntos contemporâneos sem se preocuparem com as prescrições e determinações da Palavra de Deus, com frequência, por desconhecê-las.

A pregação da Palavra está intimamente ligada ao conceito de ensino, com todas as suas técnicas, métodos e formas de aferição. A ligação foi feita pelo próprio Jesus, quando, em Mateus 28.19,20, ao proferir a “Grande Comissão”, nos manda fazer discípulos por meio da pregação e do ensino. O mestre relevante, conseqüentemente, sabe que sua missão é pregar e ensinar a Palavra, com toda compreensão dos fatos e verdades espirituais implícitas nessa proclamação.


Insta...

O mestre relevante sabe que a sua missão traz em si o sentido de urgência. Aquilo que está ensinando são assuntos de vida ou morte! Daí, a complementação de Paulo a Timóteo: “Insta”, mostrando que a proclamação da Palavra é muito mais que uma simples declaração de fatos. Timóteo precisava ser rápido nessa iniciativa.

Timóteo não podia desanimar nem arranjar desculpas para se desviar de sua missão, pois Paulo continua instruindo que a proclamação deveria ser feita em todas as situações. A missão deveria estar tão presente na vida de Timóteo que se situaria acima de suas próprias conveniências, ou seja, nas ocasiões oportunas ou não (“em tempo e fora de tempo”), quando as circunstâncias fossem favoráveis ou não.

O ensinamento não é para sermos inconvenientes em nossa mensagem, não é para estarmos ensinando, quando deveríamos estar fazendo outro trabalho também de nossa responsabilidade, antes, é para termos persistência e coragem de nos manter em nossa missão, mesmo quando for mais cômodo “pularmos fora dela”.


Corrige...

A missão do mestre relevante resulta em mudança de vida, trazendo-a para os caminhos prescritos por Deus. O mestre relevante tem a consciência de que sua missão não estará completa se ele não mapear, com precisão e correção, estes caminhos, corrigindo os desvios de curso na vida de seus alunos. Assim, Timóteo foi instruído a manter firme as mãos no leme da vida de seus discípulos.


Repreende...

O mestre relevante possui autoridade. Sendo bíblica a sua instrução, a autoridade vem da própria fidelidade na transmissão das verdades de Deus. Muitas vezes, é preciso repreender a linha errada de pensamento ou comportamento, principalmente quando o aluno não dá atenção à correção. Esta aplicação da autoridade não significa falta de amor, mas o exercício deste. Timóteo precisava repreender. Existirão muitas ocasiões em que seremos chamados a repreender e falharemos se não o fizermos. Para tal, seria necessário, também, que tivéssemos uma clara visão do certo e do errado acerca dos padrões de Deus, procurando a orientação que o Espírito Santo nos concede na compreensão das Escrituras.


Exorta...

Exortar traz em si a idéia de aconselhamento, de gentil persuasão. Implícita, nesta parte da missão, está a experiência pessoal do aconselhador, como podemos inferir também do que Paulo escreveu em 2Coríntios 1.4. Presente na tarefa de exortar está também o nosso envolvimento pessoal. Quantas vezes tomamos uma atitude distanciada, fria e asséptica em relação aos nossos alunos? Tal atitude pode ser a mais cômoda, mas será a menos eficaz, no que diz respeito ao aconselhamento.

Timóteo teria de submergir nas situações individuais de cada um de seus discípulos, absorver os seus problemas, sentir as suas dificuldades e, destilando tudo isso no caldeirão do seu próprio conhecimento e experiência, ministrar a palavra certa de encorajamento e persuasão necessária a cada ocasião.

É significativo o alerta que encontramos na instrução de Paulo: a exortação e todo o processo de instrução que a precede não poderiam ser realizados apressada e impacientemente sem cuidado e muito menos sem a correta base doutrinaria. Por isso, Timóteo é avisado de que todo ensinamento teria de ser ministrado “com toda longanimidade e doutrina”.

Para sermos mestres relevantes, precisamos, como Timóteo, ter a conscientização de que essa é a nossa árdua e difícil missão. Em paralelo, teremos a certeza das bênçãos de Deus sobre o nosso trabalho.


2) O mestre relevante sabe o contexto em que vive e no qual desenvolverá o seu trabalho


Muitos têm errado por desenvolver suas práticas e técnicas de educação construídas sobre uma noção tão idealista quanto irreal do que seja a natureza humana. Consideram irrelevante o fator pecado, as astutas ciladas de Satanás e os desvios impenetráveis e obscuros do homem sem Deus. Conseqüentemente, falham em ser mestres relevantes.

Paulo possuía intensa preocupação em mostrar a Timóteo o contexto no qual viveria e teria de desenvolver a sua missão. Ele não poderia abrigar qualquer pensamento de que não sofreria as terríveis oposições das forças do mal. Em 1Timóteo 4.1, ele escreve: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”. Em 2Timóteo 3.1, ele volta ao tema: “Sabe, porém, isto: Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis”. A Palavra de Deus identifica, como “os últimos tempos”, a era em que vivemos. Devemos estar alerta a todo tipo de ataque e à sorrateira infiltração, nas igrejas, daqueles que mantêm ensinamentos e estilos de vida incompatíveis com a fé cristã. Este reconhecimento do contexto em que vivemos fará que demos maior valor à nossa missão e nos preparará para as adversidades, como mestres relevantes.

Em 2Timóteo 4, Paulo, mais uma vez, volta ao tema, desta vez com uma descrição gráfica do que acontecerá aos discípulos nestes “últimos tempos”, descrevendo também aqueles que influenciariam maleficamente esses discípulos.

No versículo 3, vemos quais são as características dessas pessoas: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (grifo do autor). As características são, portanto:

a.) O abandono da doutrina. Não prezarão as verdades aprendidas, mas se deixarão levar por ventos de doutrina, pela inconstância. Como mestres relevantes, temos de manter e defender a “fé uma vez dada aos santos”.

b.) A procura de novos mestres. Tendo demonstrado o desprezo pela doutrina verdadeira, procuram quem os ensine, procuram outras novidades. Como mestres relevantes, temos de aprender a reconhecer aqueles que servem de influência negativa na vida de nossos alunos, temos de substituir os falsos ensinamentos pela verdade que redime.

c.) A atitude de autogratificação. Não procuram satisfazer as necessidades espirituais, nem almejam a correção de Deus, mas os caminhos segundo os seus próprios desejos. Procuram ouvir só o que querem. Como mestres relevantes, temos de estar alertas contra esta doença que vem assolando nossas igrejas: o querer passa a ser normativo sobre o que deve ser feito ou aprendido, na esfera comportamental pessoal, nos lares, na liturgia, nas classes de escola dominical. Quantas salas de aula são desvirtuadas por falta de uma compreensão de que o que “os alunos querem” não é necessariamente o que eles precisam ouvir?

d.) A inquietação constante. Vividamente descrita por Paulo como sendo a sensação que acomete uma pessoa quando está com “coceira no ouvido”, ou seja, irrequieta, sem a possibilidade de “matar a vontade de coçar”; sempre insatisfeita e gerando insatisfação nos companheiros. Como mestres relevantes, devemos identificar e separar esses “irrequietos” daqueles que são questionadores sinceros, ávidos pela instrução verdadeira.

e.) O desvio explícito da verdade. Diferente do “abandono da doutrina”, Paulo mostra que tudo o que precede leva ao desvio explícito, pois “se recusarão a dar ouvidos à verdade”, ou seja, estarão se aprofundando, cada vez mais, no erro.

f.) A rendição às fábulas. Serão presas fáceis de toda sorte de histórias inverossímeis, de fetiches pseudocrístãos, de lorotas sobre um suposto livro inspirado dos mórmons, de “doutrina” da reencarnação, de espiritualização dos males físicos (Seicho-no-Ie), de prosperidade como objetivo-mestre na vida cristã, de culto aos ídolos. Entre outros. O mestre relevante deve estar ciente de que, se não houver cuidado, estas idéias se desenvolverão dentro da própria igreja.

O mestre relevante, então, consciente de que vive os “últimos tempos”, estará sempre procurando ver a que tipo de influência está sendo submetido e que tipo de influência os seus alunos estão recebendo dos falsos mestres.


3) O mestre relevante sabe a importância da fidelidade em sua missão


Paulo, tendo demonstrado as características daqueles que eram infiéis à verdade, procura traçar o contraste com o que esperava de Timóteo: “Tu, porém, sê sóbrio em todas as cousas...”.


Tu, porém...

No campo totalmente oposto, o mestre relevante demonstrará, nas características do seu trabalho e da sua missão, exatamente o contrário de tudo aquilo que caracteriza os falsos mestres e seus pobres discípulos. Ele será fiel, pois não abandonará a doutrina. Prezará os seus antigos mestres. Terá a consciência de que a satisfação das suas necessidades espirituais não coincide com os desejos carnais. Terá serenidade e dedicação ao aprendizado da Palavra. Não se desviará da verdade e não dará ouvidos às fantásticas novidades dos “últimos tempos”.

O mestre relevante será fiel aos padrões do evangelho, conforme Paulo já havia instruído Timóteo, em 2Timóteo 1.13: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus”.


Sê sóbrio...

O mestre relevante sabe que a fidelidade que leva a suportar aflições e ao cumprimento total da missão é uma expressão de sobriedade, em contraste à embriaguez do erro. Ele reconhece que este apelo à sobriedade é uma grande chamada esquecida nos nossos dias, quando existe uma procura intensa por mais emoção. Ele verifica que, em Efésios 5.18, Paulo contrasta as evidências que acompanham a embriaguez (mente embotada, demonstração eufórica de sentimentos não controlados, perda do julgamento) com a sobriedade que caracteriza a vida cheia do Espírito Santo. Ele nota, ainda, que o que Deus quer de nós é o nosso culto racional (a utilização aguçada do nosso intelecto para seu serviço) e a “transformação” da nossa vida “pela renovação do nosso entendimento” (Rm 12.1,2). Contrasta esta chamada com a sobriedade.


4) O mestre relevante sabe que o sucesso da missão depende do seu caráter


Em 2Timóteo 2.2, Paulo já havia explicado a Timóteo a respeito da cadeia de transmissão das verdades de Deus. Diz o texto: “E o que de minha parte ouviste, através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”. Timóteo deve ter logo percebido a importância do caráter cristão, dos integrantes dessa cadeia.

Paulo fala dos homens idôneos, íntegros, não divisíveis, sem subterfúgios, sem mentiras, sem adultérios, sem segundas intenções. Desse elo de ligação depende toda a cadeia. As verdades não serão transmitidas em autoridade e poder se este ponto básico não for atendido.

O mestre relevante cuidará do seu caráter, de sua integridade perante Deus e de sua reputação perante os homens. Timóteo sabia que Paulo, aqui, apenas reafirmava algo que ele vinha “martelando” desde a primeira carta, e que registra em vários outros lugares nesta segunda carta:

• Devemos ter cuidado de nossas vidas e da doutrina (1Tm 4.16);

• Homens fiéis, idôneos [...] ensinem (2Tm 2.2);

• Os que não têm do que se envergonhar [...] manejem bem a palavra da verdade (2Tm 2.15);

• Os que proferem o nome de Cristo [...] apartem-se da iniqüidade (2Tm 2.19).

Não pode existir mestre relevante sem caráter cristão. Não pode haver caráter cristão sem verdadeira regeneração. Temos de dar a verdadeira importância à santidade de vida para a relevância do nosso ministério. Não adianta sermos zelosos pela doutrina, pela liturgia, se não tivermos cuidado de nossas vidas. Não adianta ensinarmos sem idoneidade. Não adianta manejarmos a Palavra da verdade se tivermos algo do que nos envergonhar. Não adianta proferirmos o nome de Cristo se permanecermos em iniqüidade.

O mestre relevante compreende a advertência encontrada no Salmo 69.6 : “Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó Senhor Deus dos Exércitos”. Ele verifica as inúmeras vidas que olham para ele e que esperam dele um exemplo de idoneidade. Ele reconhece, com temor e tremor, a enorme responsabilidade que paira sobre seus ombros e suplica a Deus, diariamente, para que Deus o ajude a não cair em pecado, de tal forma que a sua missão não venha a ser comprometida e o testemunho do evangelho prejudicado por sua causa.


5) O mestre relevante confia nas promessas imutáveis do Mestre supremo


Deus, que é fiel em todas situações, está acima da nossa fragilidade. O mestre relevante terá sempre presente em sua mente as palavras de Paulo a Timóteo: “Fiel é a Palavra: se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negarmos, ele por sua vez nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2Tm 2.11-13).

O mestre relevante sabe que Deus o colocou em uma posição-chave e importante. Entretanto, ele reconhece que a validade das verdades ensinadas subsiste acima de tudo e produz resultados eternos em função da fidelidade de Deus. Ele sabe que as coisas acontecem, não por sua perspicácia, inteligência ou facilidade de comunicação. Longe de usar isso como uma desculpa para falhar, ele tem neste fato o seu conforto de vida. Sabendo que é pecador, sabe também onde se dirigir quando peca. E sabe que o arrependimento sincero recebe de Deus o perdão genuíno.

Paulo não dá essa esperança aos que negam a Deus, pois os que negam não são os recebedores dessas promessas, antes, se dirige aos que, reconhecendo Deus e tendo sido alcançados pela salvação da graça, caem em infidelidade por seus pecados. Quando isso ocorre, Deus quer o nosso retorno, a nossa recuperação. Então, Ele permanece imutável em sua fidelidade e em suas promessas.

A conscientização de sua fragilidade não diminuirá o trabalho e a autoridade do mestre. Pelo contrário, fará que dependa cada vez mais de Deus. Fará que não se ensoberbeça. Fará que esteja sempre vigilante, para que não caia perante as ciladas de Satanás. Saberá que o poder de Deus se aperfeiçoará em suas fraquezas.

O que nos torna mestres relevantes? O pleno conhecimento da missão recebida de Deus e a percepção dos perigos que rondam a vida de todos os seus servos aliada à dedicação, à firmeza de caráter e à conscientização de que todo o poder na nossa vida provém de Deus, que nos ama e é fiel.

Que o Senhor possa levantar muitos mestres relevantes para o engrandecimento do seu reino e instrução do seu povo!

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