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Entrevista
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Maio de 2007
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Dr. Augustus
Nicodemus G. Lopes
Liberalismo e
fundamentalismo teológico
Por Elvis Brassaroto Aleixo
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Teólogo brasileiro respeitado e reconhecido por sua
sólida contribuição acadêmica, Augustus Nicodemus é
professor visitante de Novo Testamento no Centro
Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper (CPAJ), da
Universidade Mackenzie. Doutorou-se em Hermenêutica e
Estudos Bíblicos (Ph.D., NT) no Westminster Theological
Seminary (1993). É Chanceler da Universidade
Presbiteriana Mackenzie e pastor auxiliar da Igreja
Presbiteriana de Santo Amaro (S). E, também, autor de
vários livros, entre eles: Calvino, o teólogo do
Espírito Santo (1996), O que você precisa saber sobre
batalha espiritual (1997), Calvino e a responsabilidade
social da Igreja (1997), A Bíblia e a sua família
(2001), O culto espiritual (2001) e A Bíblia e seus
intérpretes (2004), além de diversos artigos acadêmicos.
Na entrevista que segue, ele nos fala um pouco sobre
assuntos que têm provocado polêmica entre os teólogos
evangélicos: o liberalismo e o fundamentalismo
teológico.
Defesa da Fé – O liberalismo teológico não surgiu do
nada. Quais foram os acontecimentos históricos que
preparam o caminho para o seu surgimento?
Profº Nicodemus – O liberalismo é, de muitas maneiras,
um fruto do Iluminismo, movimento surgido no início do
século 18 que tinha em seu âmago uma revolta contra o
poder da religião institucionalizada e contra a religião
em geral. As pressuposições filosóficas do movimento
eram, em primeiro lugar, o Racionalismo de Descartes,
Spinoza e Leibniz, e o Empirismo de Locke, Berkeley e
Hume. Os efeitos combinados dessas duas filosofias —
que, mesmo sendo teoricamente contrárias entre si,
concordavam que Deus tem de ficar de fora do
conhecimento humano — produziu profundo impacto na
teologia cristã. Como resultado da invasão do
Racionalismo na teologia, chegou-se à conclusão de que o
“sobrenatural não invade a história”. A história passou
a ser vista como simplesmente uma relação natural de
causas e efeitos. O conceito de que Deus se revela ao
homem e de que intervém e atua na história humana foram
logo excluídos.
A fé cristã histórica sempre acreditou que os milagres
bíblicos realmente ocorreram como narrados. Milagres
como o nascimento virginal de Cristo, os milagres que o
próprio Cristo realizou, sua ressurreição física dentre
os mortos, os milagres do Antigo e Novo Testamentos, de
maneira geral, são todos considerados fatos.
O teólogo liberal, por sua vez, e os neo-ortodoxos fazem
distinção entre historie (história, fatos brutos) e
heilsgeschichte (história santa, ou história salvífica),
criando dois mundos distintos e não conectados: o mundo
da história bruta, real, factível e o mundo da fé, da
história da salvação. Temas como criação, Adão, queda,
milagres, ressurreição, entre outros, pertencem à
história salvífica e não à história real e bruta. Para
os liberais e os neo-ortodoxos, não interessa o que
realmente aconteceu no túmulo de Jesus no primeiro dia
da semana, mas, sim, a declaração dos discípulos de
Jesus que diz que Jesus ressuscitou. Assim, o que eles
querem afirmar com isso é bastante diferente daquilo que
a fé cristã histórica acredita. Na verdade, eles
consideram que os relatos bíblicos dos milagres são
invenções piedosas do povo judeu e dos primeiros
cristãos, mitos e lendas oriundos de uma época
pré-científica, quando ainda não havia explicação
racional e lógica para o sobrenatural.
Defesa da Fé – O alemão J. Solomon Semler distinguiu a
“Palavra de Deus” da “Escritura”, e esse é um dos
princípios que norteiam o liberalismo teológico. O
senhor poderia nos esclarecer um pouco mais sobre essa
distinção?
Profº Nicodemus – Por detrás desta declaração de Semler
está a crença de que a Escritura contém erros e
contradições, lado a lado com aquelas palavras que
provêm de Deus. Desta declaração, percebe-se também os
pressupostos racionalistas do Iluminismo quanto à
impossibilidade do sobrenatural na história. Partindo
desses pressupostos teológicos, os críticos iluministas
se engajaram na busca da Palavra de Deus que,
supostamente, estava dentro da Escritura, misturada com
erros e contradições. Essa busca se tornou o objetivo do
método histórico-crítico, que é fazer a separação entre
essas duas coisas, por meio da exegese “científica”, e
descobrir a Palavra de Deus dentro do cânon da Bíblia. O
subjetivismo inerente aos critérios utilizados para
reconhecer a Palavra de Deus dentro do cânon fez que os
resultados fossem completamente díspares. Até hoje, não
existe um consenso do que seria a Palavra de Deus,
dentro do cânon, reconhecida e aceita pelos próprios
críticos.
Defesa da Fé – Quais são as implicações mais
prejudiciais dessa diferença para o cristianismo?
Profº Nicodemus – O problema que os evangélicos e
conservadores sempre tiveram com essa diferenciação e
com o método histórico-crítico que surgiu dela é que
ambos pressupõem, desde o início, o direito que o
crítico tem de emitir juízos sobre as afirmações
bíblicas como sendo ou não verdadeiras. Para os críticos
liberais, interpretar a Bíblia historicamente
significava, quase que por definição, reconhecer que a
Bíblia contém contradições. Para eles, qualquer
abordagem hermenêutica deixa de ser histórica se não
aceitar essas contradições. Em resumo, concordar que a
Bíblia não era totalmente confiável se tornou um dos
princípios operacionais do liberalismo e de seu “método
histórico-crítico”. Tal desconfiança se percebe, por
exemplo, nas declarações de Ernest Käsemann, um dos
críticos recentes mais proeminentes. Seu desejo é
“distanciar-se da superstição incompreensível de que no
cânon [bíblico] somente a fé genuína se manifesta”. Para
ele, “a Escritura, à qual as pessoas se rendem de
maneira não-crítica, não leva somente à multiplicidade
de confissões, mas também a uma confusão indistinguível
entre fé e superstição”. Essas declarações de Käsemann
representam bem o pensamento liberal sobre a Bíblia.
Defesa da Fé – Em face disso tudo, quem é Jesus para os
teólogos liberais? É Deus salvador?
Profº Nicodemus – Segundo Bultmann, um dos maiores
liberais de épocas recentes, a única coisa histórica no
credo apostólico é a declaração “Cristo padeceu sob
Pôncio Pilatos”. As demais declarações são todas
invenções da fé criativa da Igreja primitiva. O Jesus
histórico foi uma pessoa normal, filho de Maria e,
talvez, de José, que ganhou status de Salvador, Messias
e Deus por meio da fé dos discípulos e, particularmente,
de Paulo. Na realidade, segundo os liberais, Jesus teria
sido um profeta, um contador de histórias, um lutador
contra as desigualdades, um homem sábio, entre outras
versões. Todas elas concordam, porém, que Jesus não era
divino, não ressuscitou dos mortos e nunca se proclamou
Filho de Deus e Messias.
Defesa da Fé – Há, também, a questão do mito fundante
que afirma que Adão não existiu. Mito esse que, às
vezes, tenta conciliar evolucionismo com criacionismo.
Como o liberalismo lida com o livro de Gênesis?
Profº Nicodemus – Os liberais acreditam que a Igreja
Cristã se perdeu completamente na interpretação da
Bíblia através dos séculos e que somente com o advento
do Iluminismo, do racionalismo e das filosofias
resultantes é que se começou a analisar criticamente a
Bíblia e a teologia cristã, expurgando-as dos alegados
mitos, fábulas, lendas, acréscimos, como, por exemplo,
os mitos da criação e do dilúvio e de personagens
inventados como Adão e Moisés, etc. Por considerar os
relatos da criação, da formação de Adão e sua queda como
mitos, os liberais tratam o livro de Gênesis como uma
produção da fé de Israel escrita com o propósito de
legitimar a posse e a permanência de Israel na terra.
Acreditam que Gênesis foi redigido em sua forma final no
período do exílio babilônico, por um editor que
colecionou e colou juntos relatos díspares sobre a
criação, a história do dilúvio, etc. Por não
considerarem histórico o relato da criação, os liberais
são, por via de regra, evolucionistas. Alguns acreditam
que Deus criou o mundo mediante o processo da evolução.
Mas, no geral, descartam completamente a idéia de uma
criação do mundo e do homem ex nihilo, do nada, pela
palavra do seu poder.
Defesa da Fé – Em sua avaliação, o liberalismo pode ser
apontado como um dos fatores responsáveis pela adesão às
causas pró-homossexualidade que adentraram em muitas
igrejas dos EUA e que já começaram a grassar no Brasil?
Profº Nicodemus – Sim, mas sem generalizar. Uma vez que
a Bíblia é vista como reflexo da fé e da crença do povo
de Israel e dos primeiros cristãos, e não como Palavra
infalível de Deus, os valores e os conceitos que ela
traz são vistos como culturalmente condicionados e
irrelevantes aos tempos modernos, em que os valores são
outros. Dessa forma, o que a Bíblia diz, por exemplo,
sobre a prática homossexual, é interpretado pelos
liberais como fruto da cultura da época, que não sabia
que a homossexualidade é uma opção sexual, e também que
as pessoas nascem geneticamente determinadas à
homossexualidade. Em igrejas onde a ética da Bíblia é
vista como ultrapassada, fica aberta a porta para a
conformação da ética da Igreja à ética do mundo.
Defesa da Fé – Em que sentido podemos dizer que a
teologia liberal promoveu o (macro) ecumenismo? O
liberalismo chega a ponto de validar sistemas de crenças
díspares do cristianismo?
Profº Nicodemus – Para o liberalismo clássico, inspirado
por F. Schleiermacher, religião era simplesmente “o
sentimento e o gosto pelo infinito” e consistia,
primariamente, em emoções. A experiência humana marcava
os limites do que se podia especular acerca da
realidade. O essencial do sentimento religioso é o senso
de dependência de Deus, que produz consciência ou
intuição da sua realidade. Fé e ação eram coisas
secundárias. O sentimento religioso é algo universal,
isto é, cada ser humano é capaz de experimentá-lo. É
esse sentimento que dá validade às experiências
religiosas e que torna o ecumenismo possível. Uma vez
que se entende que religião é basicamente o gosto pelo
infinito, e que encontramos esse gosto em todas as
religiões, temos aí a base para dizer que todas as
religiões são iguais e querem a mesma coisa, diferindo
apenas na maneira como pretendem alcançar esse alvo. O
macroecumenismo é filho do liberalismo teológico.
Defesa da Fé – Considerando o ciclo da criação e
recepção teológica (Europa, América do Norte e América
do Sul), o senhor julga que o liberalismo pode ter
decretado a decadência da Igreja evangélica na Europa?
Profº Nicodemus – Creio que esse seja um dos fatores,
mas outros poderiam também ser apontados, como, por
exemplo, a secularização da vida e da sociedade
européia, o materialismo e o abandono dos princípios do
cristianismo em todas as áreas da vida. Até mesmo
igrejas que não são liberais têm dificuldade em se
manter na Europa de hoje. Todavia, o liberalismo
teológico é responsável pelo esvaziamento das igrejas
históricas e tradicionais, mas não necessariamente pela
secularização do continente como um todo.
Defesa da Fé – Já é possível mencionar alguns de seus
efeitos mais notáveis na América Latina e, mais
especificamente, no Brasil?
Profº Nicodemus – Sim, sem dúvida. Mas o liberalismo
teológico que chegou em nosso país já chegou com formas
e propostas diferentes, associado, por exemplo, com a
teologia da libertação. Os cursos de teologia oferecidos
em universidades seculares ou em universidades
teológicas sem nenhum compromisso com a infalibilidade
das Escrituras são a porta de entrada do liberalismo em
nosso país. O que se percebe claramente é a busca, por
parte dos evangélicos, da respeitabilidade acadêmica
oferecida pela academia secular. Isso tem feito que o
“evangelicalismo” submeta suas instituições teológicas
de formação pastoral aos padrões educacionais do Estado
e das universidades. Esses padrões, ao contrário do que
se pensa, não são cientificamente neutros. São
comprometidos metodológica, filosófica e pedagogicamente
com a visão humanística e secularizada do mundo. Os
cursos de teologia e ciências da religião oferecidos
pelas universidades são, geralmente, dominados pelo
liberalismo teológico e pelo método histórico-crítico.
Com a busca acentuada por um diploma de teologia
reconhecido, os evangélicos correm o risco de sacrificar
seu compromisso com as Escrituras em troca de qualidade
científica prometida e oportunidade de emprego.
Defesa da Fé – Muito dessa discussão permeou as
denominações de confissão histórica. Seria correto
afirmar que as denominações pentecostais ficaram isentas
de problemas com o liberalismo?
Profº Nicodemus – Absolutamente não. Hoje, um dos
maiores defensores do teísmo aberto em nosso país –
ideologia que nega a soberania de Deus e a sua
onisciência – é pentecostal. Por não terem investido, no
passado, em uma boa educação teológica de seus pastores
e obreiros, muitas igrejas pentecostais, hoje, têm um
tremendo passivo teológico. Várias delas têm sucumbido
ao liberalismo teológico quando enviam seus obreiros
para serem preparados em cursos de teologia e ciências
da religião comprometidos com o método
histórico-crítico. Esses obreiros voltam para as igrejas
com a cabeça completamente virada e, às vezes, não crêem
em mais nada. Julgo que o liberalismo foi nocivo e
atingiu tanto os tradicionais como os pentecostais.
Defesa da Fé – Falando, agora, sobre o fundamentalismo,
em que termos essa corrente contribuiu para promover a
apologética, na medida em que se opôs ao liberalismo?
Profº Nicodemus – O fundamentalismo histórico nasceu em
defesa da fé cristã, ameaçada, na época, pelo
liberalismo teológico. Portanto, o fudamentalismo foi um
movimento apologético de defesa da fé, porque entendia
que a tarefa da Igreja cristã era defender a fé que uma
vez por todas foi entregue aos santos. Nesse aspecto, é
positiva a disposição de se lutar em favor da fé
bíblica, identificando inimigos potenciais do
cristianismo, como o liberalismo teológico, o humanismo,
o evolucionismo e o “evangelicalismo”, que tem,
gradualmente, abandonado a doutrina da infalibilidade da
Escritura e adotado o ecumenismo e o evolucionismo
teísta.
Defesa da Fé – Em sua análise, é impossível encontrar
algum legado positivo do liberalismo à Iigreja
evangélica?
Profº Nicodemus – Citaria que muitos estudiosos liberais
contribuíram bastante para o avanço do nosso
conhecimento acerca do mundo do Antigo e do Novo
Testamento e para a nossa consciência da importância da
cosmovisão oriental na formação do mundo dos autores da
Bíblia. Liberais como Bultmann contribuíram para o
estudo das religiões do período neotestamentário, quando
do surgimento do cristianismo, embora suas conclusões
sejam inaceitáveis para estudiosos comprometidos com a
infalibilidade da Bíblia. Essas contribuições, todavia,
ajudam a Igreja evangélica apenas indiretamente.
Em termos de contribuição direta para a Igreja
evangélica, a resposta é negativa. O liberalismo nunca
plantou igrejas, nunca aumentou número de membros e
muito menos a receita financeira das igrejas. Só
conseguiu reproduzir outros liberais, os quais, por sua
vez, precisavam, também, sobreviver. O liberalismo
teológico sempre teve de achar um hospedeiro que pudesse
sugar até que o mesmo morresse, drenado. O liberalismo
sobreviveu muitos anos à custa do esforço missionário,
do zelo expansionista e do sacrifício financeiro dos
cristãos bíblicos, que fundaram igrejas, criaram
organizações, ajuntaram fundos missionários e abriram
escolas teológicas, e todas elas, depois, foram ocupadas
pelos liberais. O liberalismo plenamente desenvolvido
não fundou novas denominações, não abriu novas igrejas,
não inaugurou novos campos missionários e não abriu
novas escolas. Não conheço nenhum curso de teologia hoje
nos Estados Unidos e na Europa que seja liberal e que
funcione numa universidade que tenha sido criada por
liberais. Harvard, Union, Princeton, Yale, Amsterdã,
Oxford... todas foram criadas por conservadores das mais
diferentes linhas. O caráter parasitário do liberalismo
teológico se deveu ao fato de que os liberais não
acreditavam em evangelismo e missões. Os liberais
sugaram a herança organizacional eclesiástico-financeira
de Calvino, Lutero, Wesley e dos puritanos.
Defesa da Fé – E o que dizer do fundamentalismo? O
senhor mencionaria algo nesse movimento que consideraria
prejudicial?
Profº Nicodemus – Sim, cito negativamente o
fundamentalismo como movimento separatista do erro
teológico como único meio de preservar a verdade cristã.
Sob esse aspecto, o fundamentalismo crê que não pode
haver associação com igrejas, denominações e indivíduos
que neguem os pontos fundamentais do cristianismo. O
separatismo nem sempre é o caminho para batalharmos pela
fé histórica. O fundamentalismo nem sempre consegue
conviver com diferentes opiniões, mesmo em questões que
não afetam os pontos fundamentais da fé, e acaba
tratando com desconfiança irmãos conservadores que
concordam com os pontos fundamentais, mas divergem em
outras questões. Penso que setores do fundamentalismo
desenvolveram uma síndrome de conspiração mundial para o
surgimento do reino do anticristo por meio do ocultismo,
da tecnologia, da mídia, dos eventos mundiais, das
superpotências, além de uma mentalidade de censura e
apego a itens periféricos como se fossem o cerne do
evangelho e critério de ortodoxia (por exemplo, só é
bíblico e conservador quem usa versões da Bíblia
baseadas no Texto Majoritário; quem não assiste desenhos
da Disney e não vê Harry Potter).
Defesa da Fé – Deixe uma mensagem aos leitores de Defesa
da Fé que nos acompanharam nesta entrevista.
Profº Nicodemus – Minha mensagem é de apego às
Escrituras como a infalível e inerrante Palavra de Deus.
Para mim, esse é o ponto central em toda essa discussão
sobre “fundamentalistas versus liberais”. Podemos errar
em vários pontos, mas se temos uma atitude de respeito,
amor e apego à Palavra de Deus, iremos nos submeter à
correção que vem dela e corrigiremos os rumos. Uma vez
que sua autoridade é questionada e sua autoridade
minada, perderemos os referenciais e nos afastaremos
mais e mais do cristianismo verdadeiro.
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