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Resistência da Fé
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Dez igrejas
são queimadas na Nigéria
Na segunda quinzena de setembro, um grupo de jovens
muçulmanos feriu seis cristãos, deixando um gravemente
ferido, e ateou fogo em dez igrejas de Dutse, capital do
Estado de Jigawa, norte da Nigéria.
Os ataques dos dias 19 e 20 de setembro foram incitados
com alegações de que uma cristã teria blasfemado contra
o profeta muçulmano, Maomé. Islâmicos furiosos exigiram
que a mulher, identificada apenas como uma costureira
chamada Jummai, fosse morta por apedrejamento por causa
de seus comentários.
“Os muçulmanos acreditavam que a cristã não seria
apedrejada e, por isso, decidiram extravasar sua raiva
atacando os cristãos e suas igrejas”, afirmou Malam Isa
Hussani à agência de notícias Compass.
Os rumores se espalharam rapidamente e, após alguns
conflitos na noite da discussão, uma onda de violência
explodiu na manhã seguinte contra as igrejas, as casas e
o comércio de cristãos locais.
No dia 20 de setembro, às 10 horas, centenas de
muçulmanos se reuniram na mesquita central de Dutse com
outro grupo que congregava na residência de um líder
muçulmano. Líderes cristãos afirmaram que a multidão foi
abordada pelo emir (título de líder do Islã) de Dutse,
pelo Ministro da Defesa, Nuhu Muhammadu Sanusi, e pelo
governador do Estado de Jigawa, Ibrahim Saminu Turaki.
De acordo com o site sul-coreano Ohmy News, os três
representantes e o comissário de polícia do Estado,
Abubakar Sardauna, tentaram “manter a manifestação sob
controle”. Mas a tentativa fracassou quando a polícia
atirou gás lacrimogêneo contra a multidão, enraivecendo
os manifestantes e levando-os à violência. Abubakar não
quis comentar esse incidente com a Compass.
O reverendo Joseph Hayab, secretário da Associação
Cristã da Nigéria (CAN, sigla em inglês), confirmou que
dez igrejas foram queimadas durante o ataque, embora um
representante da polícia tenha afirmado à agência de
notícias Reuters que foi queimado um total de onze
igrejas.
Afirmações do papa alimentam discussão
Malam foi um dos muçulmanos de Dutse que protestou
contra a mulher. Ele afirmou que a discussão entre a
costureira Jummai e um muçulmano não identificado
aconteceu no dia 19 de setembro. A discussão teve início
com as declarações controversas atribuídas ao Papa Bento
XVI sobre o islamismo.
Entretanto, pessoas que testemunharam a discussão
afirmam que Jummai estava reagindo a uma observação
blasfema contra Jesus Cristo, proferida pelo muçulmano.
Segundo fontes da Congregação Anglicana, que perdeu a
Catedral Anglicana de São Pedro no ataque, a residência
do bispo anglicano também foi parcialmente destruída,
forçando o bispo Yusufu Lumu e sua família a procurarem
abrigo em uma delegacia local.
Além disso, foram destruídas uma congregação da
Assembléia de Deus, uma congregação da Fé Viva e três
congregações da Igreja Evangélica do Oeste Africano.
Pelo menos, vinte casas cristãs foram saqueadas e
destruídas durante a onda de violência, além de quarenta
lojas que pertencem a comerciantes cristãos. Mais de mil
cristãos deslocados durante o ataque fugiram para
quartéis de polícia e escolas.
No dia 22 de setembro, o governo federal enviou tanques
blindados, caminhões do Exército e polícia antichoque
para Dutse, a fim de patrulhar a cidade durante a oração
muçulmana das sextas-feiras.
A polícia informou que seis cristãos feridos nos ataques
receberam tratamento no hospital de Dutse. Uma vítima
está gravemente ferida e os médicos locais afirmam que
não há aparelhos adequados para tratar dos ferimentos da
vítima.
Antes de ser resgatado pela polícia, outro cristão
identificado apenas como Friday, um funcionário de
segurança do governo, teve o rosto cortado por um facão.
Cristã acusada está sob custódia
Autoridades policiais em Dutse detiveram Jummai para
interrogá-la sobre o incidente. Não existe confirmação
se o muçulmano que discutiu com ela também foi detido,
embora um representante da polícia, Nwakalor Ejike,
tenha confirmado que mais de vinte pessoas foram presas
devido ao incidente.
Nwakalor, relações-públicas da polícia, atribuiu os
motins a “um pequeno mal-entendido”, que, segundo ele, a
polícia trabalhava para conter.
Estima-se que cerca de 80% da população de Dutse seja
muçulmana. Em um surto anterior de violência na cidade,
há cerca de dois anos, militantes muçulmanos armados
atacaram cristãos durante um evento de pregação ao ar
livre.
Oremos por Dutse! (Jigawa – Nigéria).
Fonte:
Portas Abertas
(11) 5181-3330
atendimento@portasabertas.org.br
www.portasabertas.org.br
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