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Aluno, primeiro estágio de um missionário no campo

Por Jairo de Oliveira

O processo de ajustes, quando um novo missionário chega no campo, pode ser cheio de tensão. Missionários trabalhando em determinada cultura na África tiveram de conversar abertamente com a liderança da comunidade e rejeitar a demonstração local de hospitalidade. Para evidenciar que os recém-chegados eram bem-vindos na aldeia, as mães costumavam enviar as filhas solteiras para dormir com os visitantes.

Ao desembarcar em um novo ambiente cultural, um comportamento sugerido é assumir a posição de aprendiz, a fim de assimilar como a vida funciona. Do contrário, o estrangeiro pode complicar dramaticamente sua tarefa e produzir um contexto de grande confusão.

O professor e ex-missionário Duane Elmer ilustra o cenário que pode ser criado quando tentamos transformar determinado contexto transcultural sem ter tido previamente a experiência de conhecê-lo: “Uma agência do governo americano construiu latrinas (banheiros ao ar livre) para melhorar a higiene numa imensa comunidade pobre da Ásia. Quando o projeto estava completo, os estrangeiros estavam orgulhosos da contribuição que haviam oferecido para a saúde do povo local. Contudo, em pouco tempo, descobriu-se que ninguém da comunidade local estava utilizando as latrinas. Aliás, estavam usando, mas como depósito. O que teria acontecido? Umas poucas perguntas revelaram que as latrinas foram erguidas em direção a Meca e nenhum muçulmano reverente poderia usar um banheiro voltado para sua cidade santa. Uma breve investigação antes de o projeto ter sido iniciado teria salvado a agência estrangeira dessa situação embaraçosa”.

Felizmente, a única reação contrária foi o simples desprezo pelos objetos que produziram descontentamento quanto a uma área central da religiosidade do povo. Em ambientes de radicalismo, poderia ter ocorrido manifestações públicas de desagrado, confrontos físicos e até mesmo a retirada daqueles que, com boa intenção, mas desorientados culturalmente, acreditaram que estavam servindo o povo.

Fonte:

Duane Elmer, Cross-Cultural Connections, InterVaesity Press, p. 75.

 

 

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