|
Breve novas enquetes.
Aguarde!
Clique aqui
para conferir as enquetes anteriores.
|
|
|
|
Entrevista
|
 |
Carlos Apolinário
O desafio
político evangélico
Por Jamierson Oliveira
|
Carlos Apolinário é evangelista (Assembléia de Deus do
Ministério do Brás), empresário, advogado e, há mais de
20 anos, político. Por São Paulo, já foi deputado
estadual (por três vezes), presidente da Assembléia
Legislativa, governador interino, deputado federal e,
atualmente, é vereador (pela segunda vez). Durante o seu
último mandato, aprovou, entre outros projetos,
modificações na Lei do PSIU, que dispõe sobre o controle
da poluição sonora nos templos religiosos. Com as
alterações que propôs, as igrejas, deixaram de pagar
multas abusivas e, hoje, são fiscalizadas de forma justa
e coerente. Do seu escritório, na capital paulista,
concedeu a seguinte entrevista à Defesa da Fé.
Defesa da Fé – É possível traçar uma trajetória da
participação política dos evangélicos no Brasil?
Carlos Apolinário – Sim. E isso é bem claro. Sempre foi
pregado nas igrejas que a política era do diabo. Hoje em
dia, os evangélicos estão começando a perceber a força
que têm. Estão vendo que a organização política também
pode ser usada em seu benefício e, por conta disso,
estão elegendo seus representantes.
Defesa da Fé – Pode-se dizer que acabou o preconceito
das igrejas quanto aos políticos, particularmente os
evangélicos?
Carlos Apolinário – Acredito que não. Os evangélicos
estão começando a enxergar a política como algo bom.
Todavia, muitos ainda rotulam os políticos de ladrões e
corruptos. E fazem isso sem ao menos procurar avaliar a
vida política, inclusive a dos evangélicos. Eu, por
exemplo, estou há mais de 20 anos na vida pública e
nunca estive envolvido em nenhum escândalo político.
Muito pelo contrário. Quando deputado estadual e
presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São
Paulo, fiz uma verdadeira revolução nos gastos públicos.
Cortei os carros oficiais, os jetons (remuneração
recebidas pelos políticos por comparecerem em sessões ou
reuniões) e vários outros benefícios, o que gerou uma
economia de US$ 2 milhões para o governo.
Defesa da Fé – A que se deve a rejeição, por parte dos
evangélicos, à política?
Carlos Apolinário – Acredito que, em primeiro lugar, por
causa da crença de que a política era coisa do diabo. Em
segundo, por causa dos políticos corruptos. Hoje, o
evangelho se expandiu para muitos meios e, não só na
política, existem pessoas desonestas. Não podemos
generalizar e rotular uma classe inteira por conta de
alguns que não têm caráter. Na época de Jesus, um de
seus apóstolos foi desonesto e o traiu, mas nem por isso
podemos dizer que os todos os apóstolos de Jesus eram
corruptos. Há uma grande diferença que precisa ser
respeitada e entendida.
Defesa da Fé – O que o senhor acha relevante para que os
crentes se interessem pela política e passem a ser mais
participativo nessa área?
Carlos Apolinário – Como cidadãos, a nossa vida depende
totalmente da política. Se uma alguém deseja construir
uma casa, precisa de alvará de aprovação da prefeitura.
Se precisar emitir um documento, terá de recorrer aos
órgãos públicos competentes. Então, toda a vida de uma
pessoa está intrinsecamente ligada à política. Eleger os
seus representantes é uma conseqüência, e os políticos
estão aí para lutar pelos interesses e facilitar a vida
da população em geral.
Defesa da Fé – Muitos sonham com um presidente cristão.
Outros temem por isso, imaginando conseqüências
negativas para o evangelho. Como o senhor avalia os prós
e os contras levantados pela igreja a respeito desta
questão?
Carlos Apolinário – Tal posição só seria negativa para o
povo evangélico se esse representante não tiver um real
compromisso com Deus. Imagino um presidente evangélico
com experiência política e compromissado com a Palavra.
Sempre uso uma frase que revela exatamente o meu
pensamento: “Não basta ser crente, tem de ser
competente”. Em todas as eleições, vemos verdadeiros
aventureiros sem nenhuma noção do que é a vida pública e
seus compromissos. Muitos se iludem com o status, mas
não pensam nos dissabores dessa profissão e, quando
conseguem se eleger, se esquecem do compromisso com o
povo evangélico e com a Palavra de Deus. Isso é muito
freqüente e acaba frustrando quem os elegeu.
Defesa da Fé – Como o político evangélico deve legislar,
tendo de um lado suas convicções de fé e do outro, o
Estado laico?
Carlos Apolinário – Acredito que a fé, neste caso, não
interfere na vida política. É obvio que um político
cristão deve ter mais cuidado ao legislar, pois todas as
atenções sempre serão voltadas para ele. Por exemplo,
muitas vezes lemos manchetes de jornais que dizem:
“Evangélico aplica golpe em banco”. Por que não dizem:
“Católico aplica golpe em banco”? Durante minha vida
pública, sempre legislei pensando na população como um
todo. Se Deus permitir que eu me eleja governador em
2006, continuarei sendo evangélico, porém, governador de
todos.
Defesa da Fé – Políticos evangélicos são eleitos para
legislarem apenas para o segmento a que pertencem? Como
o senhor vê essa questão?
Carlos Apolinário – Não. Até porque é impossível fazer
leis pensando apenas nos evangélicos. Quando
apresentamos um projeto de lei nas áreas de saúde,
educação, transporte ou segurança pública, ao ser
aprovado, beneficiará pessoas de todas as religiões.
Defesa da Fé – Como a Igreja, uma instituição religiosa,
deve se relacionar com os poderes constituídos nas
esferas Municipal, Estadual e Federal, a fim de
conquistar benefícios sem se macular?
Carlos Apolinário – Se a reivindicação é legítima, não
há como se macular. Por muitos anos, as igrejas sofreram
abusos por conta do despreparo dos seus dirigentes. Mas
o cenário está mudando. Os pastores estão enxergando a
importância de conhecer seus direitos e deveres como
cidadãos. Hoje, se um fiscal chegar em uma igreja, em
São Paulo, por exemplo, e quiser multá-la por causa do
barulho, o pastor estará amparado por Lei municipal (Lei
do PSIU), que foi alterada por mim, por meio de um
Projeto. Primeiramente, o fiscal terá de fazer a medição
dos ruídos da casa de quem denunciou o barulho. Antes da
modificação, não precisava haver uma denúncia. O fiscal
ia até a igreja e, lá dentro, media o ruído e, se
estivesse acima de 60 decibéis (que equivale, mais ou
menos, ao som de duas pessoas conversando em um ambiente
fechado) a igreja era multada na hora. Com a
modificação, a medição passou a ser feita na casa do
denunciante na presença de pelo menos duas testemunhas,
e a verificação dos ruídos passou a ser feita extraindo
todo barulho e som de fundo. Se mesmo assim a igreja
estiver ultrapassando os limites de som permitidos, ela
terá um prazo de 90 dias para se adequar às normas e, se
não o fizer e for multada, pagará conforme o número de
membros. Com isso, muitas igrejas deixaram de sofrer
abusos.
Defesa da Fé – Quais as maiores reivindicações do
segmento evangélico ao poder público?
Carlos Apolinário – Infelizmente, os evangélicos não se
uniram ainda para poder pleitear seus direitos. É uma
transição que está ocorrendo aos poucos, por isso não há
um consenso quanto ao que é melhor para o segmento.
Defesa da Fé – Como o meio político brasileiro vê o povo
evangélico?
Carlos Apolinário – Com certeza, com muito respeito.
Pois todos conhecem o nosso potencial, mas,
infelizmente, ainda não estamos utilizando esse
potencial.
Defesa da Fé – O que realmente é possível fazer quando
se está eleito, no seu caso, por exemplo?
Carlos Apolinário – Muitas pessoas acham que, por terem
votado em nós, podemos resolver todos os seus problemas.
E não é bem assim. Somos eleitos para legislar em
benefício da população como um todo. E foi isso que fiz:
como deputado estadual, criei a Lei Seca, que proíbe a
venda de bebidas alcóolicas nas estradas estaduais.
Resultado: houve uma redução do número de acidentes.
Enfim, trabalhei em favor de todos, mas muitos
políticos, sem experiência durante as eleições, prometem
coisas que nunca conseguirão realizar. Não por falta de
vontade, mas, sim, por causa de toda a estrutura
política, e isso acaba frustrando os eleitores. Sempre
procurei legislar com coerência e em benefício do povo,
nunca me envolvendo em escândalos. Acredito que esse
deve ser o mote principal de um político evangélico.
Como deputado federal criei a Lei eleitoral, em vigor
até hoje. Fui o relator e tive o privilégio de redigir e
de obter a aprovação do Congresso Nacional.
Defesa da Fé – Como presidente da Assembléia
Legislativa, o senhor tirou o crucifixo da sala da
presidência. Por quê?
Carlos Apolinário – Aprendi, desde criança, que não
devemos adorar imagens, porque: têm boca, mas não falam,
têm ouvidos, mas não ouvem, têm pés, mas não andam, têm
mãos, mas não apalpam. Além disso, não poderia deixar em
minha sala um “cristo” morto, que nada mais era do que
um símbolo católico.
Defesa da Fé – O senhor tem planos de ser candidato a
governador pelo Estado de São Paulo. Acha que tem chance
de ser eleito?
Carlos Apolinário – Sim. Esse é o meu desejo para 2006.
O Estado de São Paulo tem mais de cinco milhões de votos
evangélicos. E se cada um dos evangélicos votar em mim e
conseguir mais um voto, serei eleito governador.
|
|
|
|

|
televendas
(11) 2816-3830
|
|
|

|

Bíblia Apologética de Estudo
4 x R$ 30,00
|
|
 |
|
|

|

Curso de Teologia à Distância BÁSICO
6 x R$ 97,00
|

|

Curso de Teologia à Distância MÉDIO
6 x R$ 194,00
|

|

Curso de Teologia à Distância BACHAREL
6 x R$ 388,00
|

|

Curso de Teologia à Distância MÉDIO COMPLEMENTAR
6 x R$ 97,00
|

|

Curso de Teologia à Distância BACHAREL COMPLEMENTAR
6 x R$ 194,00
|

|

Curso de Apologética à Distância FASE I
6 x R$ 97,00
|

|

Curso de Apologética à Distância FASE II
6 x R$ 97,00
|

|

Série Apologética I
6 x R$ 48,50
|

|

Série Apologética II
6 x R$ 48,50
|

|
|
|

|
|
|
|
|