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Gostaria de obter informações sobre o “leviatã”,
criatura citada em Jó e Salmos
“Poderás tirar com anzol o leviatã, ou ligarás a sua
língua com uma corda?” (Jó 41.1).
“Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por
mantimento aos habitantes do deserto” (Sl 74.14).
O termo é hebraico: liwjathan, cujo significo é “animal
que se enrosca”, sendo modificado pelo latim bíblico
para leviathan. Também é conhecido como “o monstro
marinho” do caos primitivo e cujas origens remontariam à
mitologia fenícia, na qual encarna a resistência oposta
a Deus pelos poderes do mal. Trata-se do nosso popular
crocodilo, um réptil de grande porte que vive quase que
constantemente na água.
Por inferência, a criatura também é citada em Ezequiel
29.3 e 32.2, como sendo um “dragão”. É interessante
notar que fósseis já identificaram crocodilos de até 15
metros que viveram sobre a terra na antiguidade.
Atualmente, os maiores representantes da espécie não
excedem os sete metros.
Deus realmente teve a intenção de matar Moisés,
conforme o texto de Êxodo 4.24?
“E aconteceu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o
encontrou, e o quis matar”.
A rigidez da disciplina divina parece ser excessiva
neste caso, todavia, como ocorre na seqüência de Gênesis
17.9-14, vemos, bem enfatizada, a ordenança de Deus que
todo o macho (homem), que estivesse envolvido com sua
aliança deveria ser circuncidado. O versículo14, mais
especificamente, prescreve morte para aqueles que não se
submetessem a este rito, tanto os judeus quanto os seus
escravos. Neste caso, a omissão de Moisés em circuncidar
o seu primogênito, Gérson, teria atraído a ira divina
pela desobediência. Infere-se, a partir do contexto, que
Moisés teria sido tomado por uma enfermidade (“e o quis
matar”), e, antes que a doença lhe tirasse a vida, o
próprio Moisés determinou a Zípora, sua esposa, que
efetuasse o rito (v. 25,26), granjeando dela o protesto
que se lê no texto.
Qual é o significado da expressão Yeshua Hamachiach
Hamelekh Hamalekhin Kadosh (Ierroshua Hamashia
Alamanehin Kadosh)?
Resposta: “Jesus; o Messias; o Rei dos reis e Santo”.
Em 2Reis 2.23,24, o profeta Eliseu realmente amaldiçoou
os jovens para que morressem?
“Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho,
uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, e
diziam-lhe: Sobe, calvo; sobe, calvo! E, virando-se ele
para trás, os viu, e os amaldiçoou no nome do Senhor;
então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram
quarenta e dois daqueles meninos”.
O fato de aquele grupo não estar acompanhado pelos pais,
denota, em primeiro plano, não se tratar de crianças,
mas de jovens com idades entre 12 e 16 anos. O escárnio
promovido contra o profeta parece ter tido um fundo
espiritual blasfemo, a começar pela expressão “sobe”,
que se referia ao altar mais alto de Betel, destinado
aos sacrifícios idólatras (1Rs 13).
Os jovens, ainda, chamaram o profeta de “calvo”, palavra
que, na verdade, identificava a pessoa enlutada. Mas, no
caso de Eliseu, talvez estivesse sendo acusado da morte
de seu irmão de ministério, Elias. Assim, o que esperava
por Eliseu em Betel não seria uma recepção digna de um
profeta de Deus, mas a execução de um criminoso. E, pelo
fato de Eliseu ter sido comissionado pelo próprio Deus,
o qual lhe atribuiu poderes espirituais, a rejeição
advinda da rebeldia daqueles jovens não lançava o
profeta apenas na desonra, mas, também, classificava
seus poderes como “malignos”, o que era uma clara e
intensa blasfêmia contra o Espírito de Deus. Por
derradeiro, o texto bíblico declara que Eliseu apenas
amaldiçoou aqueles jovens pela blasfêmia proferida. Foi
a providência divina que estabeleceu um desagravo mais
rigoroso.
Jeremias 7.16 ensina que não devemos orar por certas
pessoas?
“Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele
clamor ou oração, nem me supliques, porque eu não te
ouvirei”.
Em primeiro lugar, é necessário separar a dispensação da
lei da dispensação da graça. Na lei, erros e pecados
sucessivos eram reputados como impeditivos da
assistência divina, conforme Deus explicita pelo profeta
Isaías (Is 59.2). Judeus de todas as partes de Judá e
Jerusalém (7.1-15) andavam cometendo toda a sorte de
transgressão sem qualquer escrúpulo para com a lei de
Deus. E, para a época e o povo em questão, esse
comportamento não seria admitido pelo Senhor, ainda que
o profeta intercedesse, desde que, é claro, não houvesse
arrependimento. O advento da graça, no entanto, não
herdou este rigor, principalmente no que tange aos
gentios, uma vez que é exatamente para que os gentios
venham ao arrependimento que o próprio Senhor Jesus nos
conclama a rogar a Deus por estas pessoas (Cf. Mt 5.44;
Lc 6.28).
De acordo com Gênesis 3.16, Eva, a mulher perfeita
antes da queda, teria dores no parto?
“E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor,
e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu
desejo será para o teu marido, e ele te dominará”.
Esta é uma questão de profundidade e, dependendo da
tradução, não fica claro que as dores multiplicadas
seriam as do parto, como ocorre na versão Almeida
Revista e Corrigida (ARC). No texto em análise, a frase
“com dor darás à luz filhos” é a única que identifica
aflição na geração de filhos, não na modalidade
“multiplicação”. Ou seja, a partir da queda, a mulher
sofreria cada vez que desse à luz um filho. Com isso,
podemos inferir que, antes da desobediência, não haveria
dor.
A questão da “multiplicação das dores”, outrossim, não
está exaurida, posto que, efetivamente, existe esta
previsão para a mulher em alguma área de sua vida, não
especificada na ARC. A submissão ao marido é uma das
sugestões teológicas para explicar a reprimenda imposta
por Deus à mulher, ou seja, que uma suposta
independência feminina estaria prevista na criação. Mas,
considerando que foi a mulher quem induziu o homem a
erro, ela deixou de possuir qualquer autoridade, pelo
contrário, passou a ser dominada pelo homem.
O que significa o sufixo “ismo” que encontramos nos
nomes de diversas religiões?
A partícula é extraída da raiz grega ismós, surgindo no
português como sufixo nominal, que designa uma doutrina;
escola; teoria ou princípio artístico, filosófico,
político ou religioso ou qualidade característica de um
grupo. Daí encontrarmos o cristianismo e o paganismo
(religião); o impressionismo (arte); o empirismo
(filosofia) e o governismo (política). Deve ser distinto
do também sufixo dade, que define elemento formador de
substantivos abstratos derivados de adjetivos, que, por
sua vez, faz menção ao indivíduo e não ao grupo, como em
homossexualidade (do indivíduo) e homossexualismo (do
grupo); cristandade (do indivíduo) e cristianismo (do
grupo).
Preparado por Marcos Heraldo Paiva
Participantes desta edição:
Daniel Duran
Michelle Santos
Antonio Cássio
Milton Souza
Maurício Pitta Cruz
Paulo Moreira Correia
Roberto Bock
Referências bibliográficas:
GEISLER, Normam & HOWE, Thomas. Manual popular de
dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia, Editora
Mundo Cristão, 1999.
GEISLER, Norman. Enciclopédia de apologética, Editora
Vida, 2001.
CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento interpretado versículo
por versículo, Editora Candeia, 1997.
CHAMPLIN, R. N. O Antigo Testamento interpretado
versículo por versículo, Editora Candeia,1998.
ARCHER, Gleason. Enciclopédia de dificuldades bíblicas,
Editora Vida,1997.
Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 1995.
Bíblia de Estudo de Genebra, Editora Cultura Cristã,
1999.
Bíblia de Estudo Plenitude, SBB, 2002.
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