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Resistência da Fé
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Pastor é
espancado na prisão por policiais
Mahmudpur, na Índia, terra natal de Ram Prakash, é um
vilarejo onde vivem cerca de duzentas famílias Thakur
(hindus de alta casta) e quarenta famílias Dalits (os
“intocáveis”). A animosidade e a opressão marcaram a
história dessas duas castas. Os Dalits, forçados a
trabalhar como operários nos campos dos Thakurs, sem dia
de folga e pagamento justo, sempre foram maltratados e
suas mulheres, estupradas.
Com a chegada do evangelho, as coisas tomaram outro
rumo. Os Dalits, em número cada vez maior, começaram a
aceitar o cristianismo porque puderam ver que sua
dignidade era restaurada. Como disse o próprio Ram
Prakash: “Eu sou de origem Dalit, e quando tive meu
primeiro encontro com os cristãos, fiquei surpreso em
saber que podia, de fato, tocar na escritura sagrada
deles e lê-la. Senti-me, pela primeira vez em minha
vida, um ser humano digno”.
Mas a comunidade Thakur sentiu-se ameaçada, porque os
Dalits estavam, pouco a pouco, melhorando
economicamente.
A propaganda negativa colocou Ram Prakash em
dificuldades. De origem hindu, conheceu Jesus Cristo
alguns anos antes de ser curado de uma doença mental.
Desde então, tem dirigido reuniões regulares de oração
em sua casa, pelo que tem sido constantemente
perseguido.
A Origem do Problema
Tudo começou porque os cristãos Dalits passaram a ir à
igreja aos domingos, o que significava, para a outra
casta, ausência de trabalho nos campos que, nesses dias,
não eram lavrados. Então, os Thakurs descobriram que o
responsável por tamanha mudança na vida do Dalits era
Ram Prakash.
Ram Prakash servia, já há um bom tempo, como pastor
leigo na área de Sultanpur, em Uttar Pradesh. A
visitação regular aos crentes fazia parte do seu
trabalho. Certo dia, mais precisamente em 6 de fevereiro
deste ano, o pastor foi visitar Harish Chandra, seu
parente e cristão, em uma colônia Dalit. Sabendo que Ram
Prakash estava nas vizinhanças, os líderes locais dos
Thakurs, acompanhados de uma turba de cerca de duzentas
pessoas, prenderam-no, sob a acusação de estar
convertendo os moradores locais, e trataram-no com
aspereza. Sentindo que a turba tinha a intenção de matar
Ram Prakash, Harish Chandra conseguiu arrancá-lo da
multidão e o escondeu em sua casa, para protegê-lo. A
multidão, revoltada, forçou a entrada em sua casa e o
espancou, e também a sua esposa. Além disso, foram
grosseiros com as mulheres da casa e desferiram palavras
ofensivas contra os cristãos.
O prisioneiro conseguiu chamar a polícia, mas a multidão
arrancou dele o telefone celular. Logo a polícia
interveio, porém, prendeu a própria vítima, que foi
levada para a delegacia local e detida sob o pretexto de
investigação. De acordo com algumas informações, o
subinspetor de polícia, Sl Anand Singh Thakur, e três
outros policiais espancaram Ram Prakash sem piedade na
delegacia naquela mesma noite. Acusaram-no de ser um
agente americano e forçaram-no a dizer: “Jai Shri Ram!”
(Vitória seja a Ram!) e “Jai Mata Di” (Vitória seja à
deusa Durga!).
Depois de passar por tudo isso, Ram Prakash foi solto
sob fiança. Ao sair da prisão, fez exames médicos. Fora
tão duramente espancado que os ferimentos de seu corpo
ainda podiam ser percebidos alguns meses depois do
incidente. Um falso processo foi instaurado contra ele,
acusando-o de espalhar a tensão comunitária.
Os líderes locais que criaram o problema não foram
detidos. A polícia simplesmente explicou que a violência
contra Ram Prakash foi a explosão de uma turba
enraivecida. Severamente, advertiram que se Ram Prakash
continuasse falando de Jesus em um ambiente hindu, seria
vítima de outra agressão daquela.
Acredita-se que a detenção de Ram Prakash e seu
subseqüente espancamento, mesmo estando sob custódia
policial, ocorreram por ordem dos líderes hindus locais,
que têm forte influência sobre os assuntos
administrativos locais e sobre a polícia.
Portas Abertas aproveitou imediatamente a oportunidade
para ajudar Ram Prakash. Uma campanha de cartas foi
iniciada. Até agora, ele já recebeu quinhentas
correspondências. Também, teve o privilégio de ser
preparado para enfrentar a perseguição ao participar do
seminário Permanecendo Firmes Através da Tempestade (PFAT),
realizado em Lucknow, em 2003. De lá para cá, Ram
Prakash já passou por inúmeras formas de perseguição.
Ram Prakash e muitos, a exemplo dele, precisam de nossas
orações e encorajamento.
Portas Abertas
Fone: (11) 5181-3330 / Fax: (11) 5181-7525
Caixa Postal 45.371 - CEP 04010-970 - São Paulo - SP
atendimento@portasabertas.org.br
http://www.portasabertas.org.br
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