|
Breve novas enquetes.
Aguarde!
Clique aqui
para conferir as enquetes anteriores.
|
|
|
|
Apologia
|
Colocando o
dedo na ferida alheia
Por Elvis Brassaroto
Militantes sinceros de certos grupos religiosos,
notadamente os ecumênicos, se indignam com a facilidade
e a habilidade que temos em apontar os erros
doutrinários alheios. O impacto de nossas matérias
promove reações que não conseguem permanecer no
anonimato. Respeitamos os posicionamentos e as críticas,
mas isso não significa concordância.
Percebemos, na maioria das vezes, um teor emocional
muito mais intenso do que o racional, o que nos fez
indagar o porquê desta característica.
Alguém já disse que a verdade dói. Pegando as palavras
de Jesus, diríamos que a função primária da verdade não
é causar dor, antes, é libertar (Jo 8.32,36). Mas é fato
que, às vezes, a libertação pode causa dor, mormente
quando se trata de reconhecer nossos erros. Um ponto que
merece ser destacado: o reconhecimento de nossos erros.
Espera-se, realmente, que um apologista dedicado ao
estudo sistemático das doutrinas bíblicas e religiões
seja hábil em censurar deslizes doutrinários. Todavia,
como nos comportaríamos se o desafio fosse o inverso, ou
seja, reconhecer os acertos doutrinários de tais grupos?
Acreditamos que um dos fatores que colaboram para que os
sectários questionem e, às vezes, escarneçam da defesa
cristã é a maneira parcial e tendenciosa com que os
fatos são apresentados. Não queremos dizer com isso que
as matérias que publicamos se encaixem neste perfil.
Pelo contrário, acreditamos que, neste caso, as reações
dos sectários atuaram como evidência cabal de um
trabalho que vem dando fruto e é dirigido e mantido por
Deus. Os testemunhos são muitos e variados. Apenas
tomamos as reações que recebemos como ponto de partida
para a nossa reflexão. Se não considerarmos a questão
como ela é digna, podemos ser responsáveis por
desvirtuá-la. Isto é cabível especialmente para outras
frentes, em outros âmbitos, pois sabemos que nossos
leitores tomam nossas publicações e as aplicam em
situações de confronto doutrinário. Como será que
estamos fazendo isso?
Devemos considerar a questão, pois é certo que muitos
sectários fiéis enxergam na simples tentativa de
imparcialidade um critério valorativo poderoso para
julgar nossas verdadeiras intenções. Reconhecer as
virtudes alheias é um ponto saliente que pode ser
explorado como estratégia. Isto não quer dizer que
devamos fazê-lo hipocritamente ou apenas sob pretexto de
proselitismo. Deve ser algo natural, involuntário, e
isso pelo simples fato de ser o produto do caráter de
uma pessoa justa. A atenção em apresentar os fatos de
forma honesta e sem manipulações deve atuar como um
exercício a ser cultivado pelo apologista cristão.
A verdade bíblica é a bandeira que elevamos no
julgamento das seitas. Ocorre que esta verdade pode ser
parcialmente encontrada nas seitas também. É claro que
isto não basta, pois ninguém pode ser “parcialmente
salvo”. Mas o que queremos colocar é que nem tudo o que
uma seita prega é errado ou antibíblico e é justamente
esse o elemento que as torna perigosas. Será que temos a
sensibilidade de enxergar as virtudes com a mesma
facilidade que temos de enxergar os defeitos?
Não interprete mal a mensagem. Não estamos aqui fazendo
apelo para que nossos irmãos se aprimorem em dirigir
louvores às falsas religiões. Seria uma conclusão
injusta diante da proposta que queremos compartilhar.
Não se trata disso. Queremos, apenas, assentar que o
desmerecimento deste aspecto positivo de forma integral
e obsessiva pode também figurar como um erro de nossa
parte. Se este for o caso, temos de admitir a verdade,
reconhecer o nosso erro e mudar de atitude.
Ao desacreditar um sistema doutrinário de crenças, o
apologista deve ter em mente que está colocando “o dedo
na ferida dos outros”. Não há como evitar isto. É um
trabalho que precisa ser feito. Judas bem quis escrever
à igreja sobre a salvação comum, mas sentiu necessidade
de nos exortar a batalhar pela fé (Jd 3). Alguém tem de
assumir este chamado. A questão de autoridade aqui é:
qual é o nosso objetivo ao colocar o dedo na ferida
alheia? Intensificar a dor? O sangramento? Aumentar o
machucado? Eis a questão que só pode ser entendida com a
maturidade dos apologistas cristãos.
Nosso escopo (intenção), ao tocar na ferida do sectário,
deve ser somente o de cuidar, tratar, por o bálsamo
curativo. É verdade que inicialmente quase nunca ele
entenderá isso, mas que criança nunca receiou da
aplicação de uma injeção e depois se beneficiou dela com
a restauração de sua saúde? É um processo natural, mas
que se delineia de forma delicada. Sabemos que, na
prática, a realidade não é tão simples e terna, porém,
temos de argumentar a nossa fé sem sermos injustos com a
fé do próximo.
A analogia referida nos remete à profissão de um
enfermeiro ou médico. No nosso caso, o “diploma” para
exercer a profissão é a compaixão, o amor. É possível se
aventurar a fazer curativos aos milhares sem deter os
créditos necessários, porém, o resultado se apresentará
fracassado.
Precisamos constantemente rogar a Deus para que nos
sensibilize quanto a esta questão, bem mais profunda do
que foi possível comentar aqui. Se nos analisarmos e
detectarmos alguma falta em nós mesmos, é melhor não
colocarmos o dedo na ferida dos outros. Antes, será
melhor cuidarmos de cicatrizar a nossa primeiro!
|
|
|
|

|
televendas
(11) 2816-3830
|
|
|

|

Bíblia Apologética de Estudo
4 x R$ 30,00
|
|
 |
|
|

|

Curso de Teologia à Distância BÁSICO
6 x R$ 97,00
|

|

Curso de Teologia à Distância MÉDIO
6 x R$ 194,00
|

|

Curso de Teologia à Distância BACHAREL
6 x R$ 388,00
|

|

Curso de Teologia à Distância MÉDIO COMPLEMENTAR
6 x R$ 97,00
|

|

Curso de Teologia à Distância BACHAREL COMPLEMENTAR
6 x R$ 194,00
|

|

Curso de Apologética à Distância FASE I
6 x R$ 97,00
|

|

Curso de Apologética à Distância FASE II
6 x R$ 97,00
|

|

Série Apologética I
6 x R$ 48,50
|

|

Série Apologética II
6 x R$ 48,50
|

|
|
|

|
|
|
|
|