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Eubiose – A
arte de bem viver?
Por João Flávio Martinez
Já há algum tempo, os apologistas brasileiros têm
alertado sobre como o Brasil está propenso a não só
receber heresias com também a criar as suas próprias:
Inri Cristo, LBV, Cultura Racional, Testemunhas de
Yehoshua, Santo Daime, Raulseixismo e muitas outras. De
receptores, estamos nos tornando produtores de uma
infeliz safra de doutrinas contrárias à Palavra do nosso
Deus. É hora de a igreja evangélica brasileira despertar
para esta problemática e “abrir os olhos”, sendo mais
aguerrida na defesa do evangelho.
Desta vez, trataremos sobre a seita eubiótica e suas
implicações teológicas. Todos os apontamentos no
decorrer deste pequeno comentário foram extraídos do
site oficial do grupo: www.eubiose.com
Definindo a terminologia
O dicionário Aurélio define da seguinte maneira a
palavra eubiótica: “Arte de bem viver”. Outro
dicionário, agora mais específico no assunto, traz uma
definição mais abrangente: “Eubiose (esoterismo),
movimento religioso [...] que tenciona transmitir
conhecimentos das leis naturais, por intermédio da
revelação cíclica, conduzindo discípulos a
desenvolver-se internamente, visando atingir os níveis
mais altos da consciência”.1
O próprio movimento se autodefine assim:
“É um neologismo formado pelas raízes gregas EU (eús, eú,
bom, bem), BIO (bios, vida) e OSE (osis, processo, ação,
condição). Eubiose, portanto, significa: ‘ação, processo
ou condição de bem viver’”.
Fundação
A Sociedade Brasileira de Eubiose foi fundada em 1924,
mas segundo seus adeptos, sua etimologia perde-se em
tempos primitivos. Podemos dizer que a procedência desse
movimento acha-se nos tempos adâmicos, quando a serpente
tentou ensinar novos dogmas espirituais ao homem (Gn 3).
Entretanto, de acordo com a fé eubiótica, o novo ciclo
dessa “revelação” iniciou-se em 1899, numa confraria
budista do Norte da Índia, com o nome de Dhâranâ
Sociedade Mental Espiritualista. Em 1928, passou a se
chamar Sociedade Teosófica Brasileira. E, finalmente, em
1969, Sociedade Brasileira de Eubiose (daqui por diante
SBE).
Como podemos perceber, o movimento tem sua etimologia
arraigada nos ensinamentos orientais e esotéricos. Mas
não é só isso. O sincretismo eubiótico abraça também as
rezas, as práticas e a idolatria católica. É uma
verdadeira “salada” religiosa.
O fundador
Foi o professor Henrique José de Souza, nascido em
Salvador, Bahia, em 1883, vindo a falecer em 1963, em
São Paulo, capital. Como em todo movimento sectário, o
professor Henrique é endeusado e cultuado como um “sábio
educador de homens, um gigante espiritual que só os
séculos vindouros saberão avaliar”.
O atual líder do movimento é Hélio Jefferson de Souza
(pelo que parece, a “vocação” passa de pai para filho).
No site do movimento, encontramos a constituição da
diretoria do grupo, e podemos ver como o mesmo é
dirigido pela “iluminação” da família Souza:
Fundadores: Henrique José de Souza e Helena Jefferson de
Souza
Presidente: Hélio Jefferson de Souza
1º vice-presidente: Jefferson Henrique de Souza
2º vice-presidente: Selene Jefferson de Souza
Os templos da SBE
Descobrimos, em nossas pesquisas, a existência de três
templos da SBE no Brasil: São Lourenço (MG); ilha de
Itaparica (BA) e Nova Xavantina (MT). O da ilha de
Itaparica é uma pirâmide assentada sobre uma base
cúbica. Eleva-se a 22 metros de altura, dominando, do
pico de uma elevação, a baía de Todos os Santos. Na
forma de um obelisco, marca o ponto da concepção do
movimento eubiótico, em 1899. Os de São Lourenço e Nova
Xavantina têm a forma arquitetônica dos templos da
Grécia clássica, cuja intenção é transmitir a idéia de
arte, ciência, filosofia e religião, comungando à sombra
dos seus monumentos. Um deles, o de Delfos, é dedicado
ao deus Apolo e traz os seguintes dizeres no pórtico:
“Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e
os deuses” (politeísmo explícito). Com isso, o movimento
tenta passar a idéia de que a Eubiose é uma
“religião-sabedoria”, ou seja, a religião mais
aprimorada e perfeita. Ainda afirmam que os seus templos
foram construídos em honra à paz universal, à síntese
harmoniosa das
religiões e ao futuro Avatar, o qual esperam aparecer no
início desta nova era evolutiva, evento que, segundo
eles, ocorrerá por volta de 2005, data que a seita
marcou para o aparecimento do Buda Ocidental.2
A SBE, de acordo com o seu próprio site, também informa
que tem sede nas maiores cidades do Brasil e em países
da América do Sul e do Norte e na Europa. Ao que parece,
já estamos exportando dogmas heréticos.
A SBE também emprega a Internet para levar seus ensinos
aos interessados por meio de cursos por correspondência
ou on-line, usando-os como forma de “proselitismo a
distância”. O aluno pode se desenvolver no aprendizado
até a quarta fase. Depois disso, para aprender as
“profundezas eubióticas”, deverá ir pessoalmente a uma
unidade da Sociedade.
A estrutura organizacional da SBE
Como já vimos anteriormente, a SBE possui templos, uma
diretoria, ministra cursos aos adeptos e apresenta uma
didática pragmática por meio de seus livros. A diretoria
é o cérebro de onde emergem as diretrizes do movimento,
classificadas por eles de “Plano Geral de Ensino”. É
neste plano que se encontram as revelações primordiais
que serão transmitidas. Trabalham também com tertúlias
ou reuniões familiares de ensino, nas quais os
“instrutores ou orientadores” (títulos dos sacerdotes
eubióticos) ministram os fundamentos da eubiose.
Segundo os adeptos desse movimento, para que o processo
funcione é necessário que o receptor seja destituído dos
dogmas e preconceitos vigentes, o que ocorreria nos
primeiros quatro níveis. Somente então o aluno estaria
preparado para se aprofundar, sem reservas, na filosofia
eubiótica.
Observe o que é dito sobre o que o aluno aprenderá
depois desse quarto nível:
“O aluno começa como sócio postulante. Concluído o
quarto grau com aproveitamento, é convidado a ingressar
na ‘Série Interna’, tornando-se sócio efetivo. Entre
outras prerrogativas, o sócio efetivo pode ler os
originais do Professor, que compõem uma biblioteca de
mais de quatro mil páginas, contendo revelações
impressionantes sobre o passado, o presente e o futuro
da humanidade e do Globo. Na ‘Série Interna’, há outros
níveis e atividades para os quais os sócios efetivos
podem ser convidados, conforme as suas qualidades”.
As doutrinas eubióticas em analogia com a Bíblia
O conceito eubiótico de Deus
“A Eubiose concebe Deus como a Suprema Lei que a tudo e
a todos rege. Assim, satisfaz ao intuitivo, ao artista,
ao místico, que sentem Deus como Harmonia; e também aos
intelectuais, que têm de admitir, por sólida evidência,
que há ordem no Universo, que essa ordem se realiza por
meio das leis naturais, que estas são efeitos de leis ou
causas mais abrangentes, e assim sucessivamente, até
chegar à Lei Última, que acaba sendo aquela mesma
Entidade que os místicos chamam Deus”.
O Deus revelado na Bíblia é muito mais do que uma lei
universal, do que uma ordem ou força mística. O Deus
cristão é pessoal, real e singular — é aquele que está
acima de tudo e de todos. A Bíblia não só revela Deus
como o Criador de todas as coisas (Gn 1.1), mas também
como o Mantenedor de todas as coisas (Mt 6.26; Lc 12.24;
Hb 1.3). A Palavra afirma que o Senhor fez tudo segundo
o beneplácito de sua vontade (Ef 1.5,11), revelando
assim seu grande propósito de salvação a todos os homens
(1Tm 2.4).
O verdadeiro Deus é um Deus vivo, santo, Todo-Poderoso e
amoroso, de olhos abertos, ouvidos atentos e braços
estendidos em benefício do gênero humano. Esta revelação
de Deus, segundo a Bíblia, é a base de nossa fé. A
eubiose não tem o verdadeiro conhecimento de Deus, pois
ignora a sua bendita Palavra: “Onde está o sábio? Onde
está o escriba? Onde está o inquiridor deste século?
Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste
mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não
conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus
salvar os crentes pela loucura da pregação” (1Co
1.20,21).
O processo evolutivo por meio da reencarnação
Como toda religião gerada no misticismo e embasada no
espiritismo, a SBE acredita piamente na doutrina da
reencarnação. Admite que o homem está passando por um
processo evolutivo, tanto físico quanto espiritual; ou
seja, o homem evolui, como teorizou Darwin, e reencarna,
como ensinou Kardec. É um tipo de heresia composta, pois
descarta a mão de Deus na criação e a obra salvífica
realizada por Cristo na cruz do Calvário.
Vejamos o que ensinam os eubióticos:
“Os grandes sistemas religiosos e filosóficos sempre
admitiram a reencarnação. O cristianismo adotou-a
originalmente, durante séculos. Ela é indissociável da
lei da evolução. O espírito se realiza em muitas vidas,
revestindo-se sempre de uma personalidade e um corpo
diferentes, como um ator que representa inúmeros papéis
em sua carreira [...] Tudo evolui, em todos os planos. O
homem não faz exceção. O espírito necessita do
aprimoramento do corpo e da alma para se realizar cada
vez em maior pureza. E assim, ele próprio evolui,
adquire experiências. Quem imaginaria um troglodita
interessado nas chaves filosóficas do Universo...”.
Como podemos concluir, é um verdadeiro descalabro
afirmar que o cristianismo adotou, em algum momento, a
doutrina espírita da reencarnação como base de sua
teologia. Talvez os “historiadores eubióticos” possam
até ter informação de alguma seita cristã que acreditava
nesse conceito, mas nunca o cristianismo em geral,
principalmente nos primórdios cristãos, quando os
seguidores de Cristo abominavam todas as práticas pagãs.
A posição teológica foi sempre muito clara para todos os
que queriam se achegar ao cristianismo: “E, como aos
homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois
disso o juízo” (Hb 9.27).
O texto de Hebreus é claríssimo. O homem só morre uma
vez. E por quê? Porque ele só nasce uma vez. E ainda
acrescenta: “vindo depois o juízo”, ou seja, à luz da
Palavra de Deus não há espaço para a teoria da
reencarnação.
Se a reencarnação é uma lei de progresso, como afirma a
SBE, onde está então uma prova empírica dela? O que
vemos, na verdade, é o contrário do que alega a doutrina
da reencarnação. O mundo deveria evoluir tanto
moralmente como espiritualmente, mas o que vemos é uma
regressão de ambos. Ora, após milênios de evolução
humana, será que o mundo não deveria apresentar-se bem
mais humano, bem mais desenvolvido humanitariamente?
Isto não deveria ser visível? Onde estão os espíritos
adiantados provenientes de tantas reencarnações e
purificações?
Quanto à teorização darwinista, acreditamos que a
própria ciência já concedeu várias respostas mostrando o
quanto o “elo perdido” continua perdido.
(Para saber mais sobre os problemas que envolvem a
teoria da evolução, leia, em Defesa da Fé, nº 60, a
matéria intitulada “Criação e evolução – dois pontos de
fé: um em Deus e outro no acaso”).
A Eubiose e a crença em mundos subterrâneos e discos
voadores
Além de ser um movimento com dogmas espíritas, a SBE
assume que possui certa característica ufológica. Afirma
que seu mentor e professor teve revelações espirituais
sobre óvnis e mundos subterrâneos:
“O professor Henrique José de Souza tem o crédito dessas
revelações (sobre mundos subterrâneos e discos
voadores), como atestam várias publicações. Mas apenas
saciar a curiosidade não contribui para os objetivos de
transformação interna a que a Eubiose se propõe. Mas
esses e outros assuntos, tão ou mais surpreendentes,
serão abordados, com a devida profundidade, em contexto
apropriado, no decorrer do curso, posto que ajudam o
aluno a ampliar a sua concepção do Universo. Depois, na
‘Série Interna’, tomará conhecimento direto do que foi
deixado pelo Professor Henrique José de Souza”.
O que realmente sabemos sobre óvnis, e podemos admitir
com certeza, é que tudo o que temos até o momento não
passa de especulação barata, pois a ciência ainda não
descobriu nada sobre os tais discos ou objetos voadores.
Com relação à tão sonhada viagem ao mundo subterrâneo da
Terra, isso não passou de lenda infanto-juvenil escrita
pelo renomado escritor Francês Júlio Verne (em 1864). Os
cientistas já sabem que não existe o tal mundo
subterrâneo. Se o professor Henrique teve essa
revelação, isso só vem lhe valer o título de falso
profeta, pois tal vaticínio não passa de uma infeliz
premonição.
A Palavra de Deus nos adverte: “Porque virá tempo em que
não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos
ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas
próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da
verdade, voltando às fábulas” (2Tm 4.3,4).
O carma como meio de se alcançar o estágio perfeito
É obvio, se a reencarnação é um processo de evolução,
esse processo só pode ser classificado de carma, quando
cada um paga os erros desta vida na vida vindoura. A SBE
copia na íntegra a idéia espírita, e ainda tem a falta
de modéstia de se arvorar como uma novidade religiosa ao
mundo, quando, na verdade, é um movimento,
superlativamente falando, de pouquíssima criatividade.
Em relação ao carma, afirmam:
“É lei de retribuição ou de ação-e-reação. Como lei,
presta-se para estabelecer justiça e propiciar a
evolução [...] A doutrina do carma explica porque alguns
nascem com grandes aptidões e são afortunados, enquanto
outros só têm limitações e revezes na vida. Pode-se
conceber um Deus justo, como se espera da Suprema Lei,
sem a lei do carma? Seria como um pai perverso que
criasse filhos imperfeitos para entreter a sua
eternidade em castigá-los”.
Segundo os ensinamentos bíblicos, a lei do carma, de
modo algum, explica por que uns nascem mais
privilegiadamente que outros. A doutrina bíblica nos diz
que nesta vida o que o homem plantar ele colherá (Gl
6.7). Quando Deus colocou o homem no jardim do Éden,
havia uma vida abundante para todos: sem sofrimentos,
dor, desigualdades ou doenças. Mas o homem rejeitou a
vida que Deus lhe ofereceu e escolheu viver sua própria
vida. Foi então que começou o que a Bíblia chama de
pecado. O pecado, diz o apóstolo Paulo, passou para toda
a humanidade, e a recompensa do pecado passou a ser a
morte. Mas, apesar de o homem rejeitar o amor de Deus, o
Senhor Deus enviou seu único Filho, “para que todo
aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida
eterna”.
Aos cansados e oprimidos, Jesus diz: “Vinde a mim, todos
os que estais cansados e oprimidos, e eu vos
aliviarei”.(Mt 11.28).
Aos que cometeram (ou cometem) faltas ou pecados, lhes
oferece o perdão e o “sangue que nos purifica de todo o
pecado” (1Jo 1.7), porque Ele veio trazer “vida, e vida
com abundância” (Jo 10.10).
Milhares de pessoas que outrora viviam cativas por
filosofias religiosas como estas, presas aos sofrimento,
com a esperança enganosa de que um dia, após algumas
reencarnações, fossem ter seus problemas solucionados,
obtiveram solução e paz, tão almejadas por elas, na
pessoa bendita do Filho de Deus – Jesus Cristo.
A Eubiose como religião singular
O movimento se considera o mais acurado, singular e
completo sistema religioso existente: “A palavra
religião vem do latim religare, ‘religar, tornar a unir
coisas que se desuniram’. A religião que divide a
humanidade em facções hostis umas às outras não é
eubiótica. A verdadeira religião é a que procura
entender e unir os homens [...] É o caso da Eubiose...”.
Realmente, a palavra religião vem do latim religare e
significa “religar”. No aspecto teológico-cristão, a
verdadeira religião é o próprio Jesus Cristo, o Filho de
Deus, cabeça da Igreja e firme fundamento: “Porque o
Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido” (Mt
18.11). A verdadeira unidade é produzida pelo Espírito
Santo, somente por Ele. A fé comum no Senhor Jesus
Cristo, o Filho de Deus, que comprou a todos os que
crêem com o seu precioso sangue, é que pode unir os
homens e trazer a unidade espiritual. Essa unidade é
comparada à do corpo humano (1Co 12). É uma unidade de
um só Senhor (Ef 4.5) e a fonte suprema de toda essa
união é Deus, o Senhor de todos (Ef 4.6; Jo 17.3).
Na SBE, Jesus não é, como ensina a Bíblia, o centro e
cabeça de tudo (At 4.11,12). Ao contrário, Ele é apenas
mais um avatar iluminado outorgado ao mundo e sem nenhum
interesse de criar uma religião. Portanto, baseados no
que a Palavra de Deus nos informa, podemos afirmar
categoricamente que esse movimento não é bíblico, mas
herético e antagônico à vontade de Deus.
Sabemos que o Senhor Jesus veio trazer o fundamento para
que sua Igreja fosse edificada: “... e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). E ainda: “Porque
ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está
posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.11).
A teoria de que o Senhor Jesus é apenas um entre muitos
iluminados é totalmente absurda e antibíblica, e
afastará cada vez mais os eubióticos de seu tão almejado
ideal de alcançar o “processo ou condição de bem viver”.
Foi o Jesus bíblico quem prometeu: “Eu vim para que
tenham vida, e a tenham com abundância” (Jo 10.10). E é
a este Jesus que seguimos.
Notas:
1 Mather & Nichols. Dicionário de religiões, crenças e
ocultismo. Editora Vida: São Paulo, 2000.
2 Documentário do Globo Repórter, jornalismo da TV
Globo, exibido em 11 de julho de 2003.
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