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Matéria
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A salvação de
um povo
O crescimento extraordinário da igreja evangélica no
Brasil e seus desafios futuros
Por Lourenço Kraft e Eunice Zillner
Quem viveu nas décadas anteriores à década de 70 pode
sentir hoje, no dia-a-dia, a diferença do trato quando
alguém se declara evangélico no Brasil.
O Brasil foi colonizado por portugueses, mais
especificamente pelos jesuítas que, a todo custo,
queriam fazer do país a maior nação católica do mundo.
Com a Reforma Protestante, iniciada por Lutero, no
século XVI, e a crise na Europa, muitos vieram do Velho
Mundo em busca de novas oportunidades de vida e, também,
a fim de propagar um evangelho diferente daquele que a
Igreja Católica impunha.
Por volta de 1824, o Brasil era visto como um país 100%
católico. A partir de 1855, os primeiros missionários
protestantes começaram a chegar e a residir
permanentemente por aqui e, em três décadas, todas as
denominações protestantes históricas se estabeleceram no
país. Muitos missionários tinham especializações
profissionais e contribuíram muito para a educação e
demais áreas sociais. Fundaram igrejas, escolas,
universidades, clínicas, hospitais, jornais, editoras,
etc. Trabalharam em favor da liberdade religiosa,
promovendo o respeito à sua inerente diversidade.
Apresentaram a “salvação pela graça, mediante a fé” e a
visão responsável de que “a fé sem obras é morta”. A
partir daí, pode-se dizer que a igreja evangélica
brasileira tem contribuído para “mudar a cara” desta
grande nação.
E nós, brasileiros do século XXI, vivemos nesta época de
transformação do país e louvamos a Deus por tudo que Ele
tem feito em nosso meio.
Lembro-me muito bem de que, quando criança, era difícil
declarar publicamente a Igreja a qual pertencia sem
receber um olhar indagador, como que dizendo: “Verdade?
Como você pode? Você é um protestante?”.
Hoje, vivemos outra realidade: podemos nos declarar
evangélicos com um certo orgulho e a responsabilidade de
mostrar que a diferença está em viver pela fé, como diz
o apóstolo Paulo: “O justo viverá pela fé” (Rm 1.17).
Um cuidado necessário
A pesquisa é uma ferramenta eficiente e tem sido bem
reconhecida nos últimos tempos. Pesquisam-se para abrir
uma loja, lançar um produto, eleger nossos governantes,
etc. A Igreja evangélica no Brasil também tem feito
proveito dessa ferramenta e se conscientizado da sua
grande utilidade. A partir de seus resultados,
procuramos elaborar estratégias de implantação de novas
igrejas onde ainda não existem, evitando desperdiçar
energia e recursos ao abrirmos igrejas de denominações
diferentes uma ao lado da outra, por exemplo, enquanto
outros bairros são esquecidos. “Sempre fiz questão de
pregar o evangelho onde Cristo ainda não era conhecido,
de forma que não estivesse edificando sobre alicerce de
outro” (Rm 15.20).
Diante desse texto bíblico, nada melhor do que os
números e os gráficos para que saibamos o que tem
acontecido durante estes últimos anos da nossa história.
A seguir, partindo dos dados fornecidos pelo IBGE,
“fotografamos” o crescimento dos evangélicos nas últimas
décadas.
De 1970 a 1991
Segundo os censos realizados em 1970, 1980 e 1991, a
Igreja evangélica no Brasil cresceu, no período, mais
que o dobro do ritmo de crescimento da população.
Nos resultados da pesquisa do IBGE, publicados em 1980,
constatamos que na década de 70 a população cresceu
2,48% ao ano e a igreja evangélica, 5,06%, o dobro do
crescimento populacional. Logo, já significava um
crescimento real da Igreja, motivo de comemoração!
Mas o Senhor tinha mais bênçãos para derramar sobre esta
grande nação.
Na década seguinte, 1980 a 1991, o censo do IBGE revelou
que o crescimento da população do Brasil foi menor do
que na década anterior, 1,93% ao ano. Mas a Igreja
evangélica continuou crescendo 4,68%, quase no mesmo
ritmo da década de 70. Isso significa dizer que a Igreja
cresceu proporcionalmente nesse período 2,5 vezes mais
do que a população brasileira.
De maneira geral, passamos de um país quase que
totalmente católico, em 1824, para um país com 12,1% de
evangélicos, em 1991.
Muitos dirão que, na realidade, o Brasil não era 100%
católico. Eu concordo. É impossível a unanimidade neste
sentido. O fato é que o país se declarava totalmente
católico e que não havia o testemunho evangélico. Os
holandeses e os franceses, que por vezes tentaram se
estabelecer no país, vinham com as “boas novas”, mas a
guerra religiosa que encontravam os derrotou e os fez
desistir.
Após 136 anos, desde que os primeiros missionários
evangélicos começaram a se estabelecer definitivamente
no Brasil, éramos 13,7 milhões.
No entanto, havia ainda o grande desafio do Nordeste,
pois o censo de 1991 revelou algumas mesorregiões1 com
menos de 3% de evangélicos no Estado de Minas Gerais e
outros, em grande número, na região Nordeste do país. As
demais mesorregiões teriam índices superiores a 3% de
evangélicos.
Panorama e análise dos evangélicos a partir do Censo
2000
Se com as informações das pesquisas do IBGE, até 1991
vivíamos conscientes dos grandes motivos que tínhamos
para louvar a Deus por tudo que já havia feito no
Brasil, com os resultados do Censo 2000 pudemos
reafirmar nossos motivos de louvor e constatar que Ele
nos levara além das nossas expectativas.
As projeções feitas a partir dos dados de 1991 foram
superadas. Obra maravilhosa do Senhor numa nação!
A Igreja evangélica no Brasil continuou crescendo mais
rápido do que a população. Na última década, 1991 a
2000, a sua taxa de crescimento superou em quatro vezes
o da população.
Devemos nos lembrar, no entanto, que tal crescimento
varia de acordo com a região. Comparando as taxas
anteriores, notamos que até 1991 a região Sul era a
região que menos crescia no Brasil, com uma TCA (taxa de
crescimento anual) inferior a 4%; em 2000, apresentou um
crescimento de 4,3% ao ano. Mas continua sendo a região
de menor crescimento dos evangélicos no país, merecendo,
assim, toda a nossa atenção. O Estado de Roraima
continua sendo o que tem a maior TCA. Percebemos que as
maiores taxas de crescimento estão nas regiões Norte e
Nordeste. (mapa abaixo)
2003 — o Brasil tem 17% de evangélicos
No Censo de 1991, éramos 13,7 milhões de evangélicos, ou
seja, 12,1% da população do país. Em 2000, passamos para
cerca de 26 milhões, isto é, 15% da população. Isso
equivale a cinco vezes a porcentagem de 1940 e quase o
dobro da de 1980.
Em nove anos (1991 a 2000), o número de brasileiros que
se declaravam evangélicos dobrou. Fazendo uma projeção a
partir do Censo 2000, neste ano de 2003, já devemos ser
cerca de 30 milhões de evangélicos. Isso corresponde a
aproximadamente 17% da população.
Se o mesmo ritmo de crescimento constatado na última
década se repetir, ousamos afirmar que, até 2022, o
Brasil se tornará 50% evangélico.
Onde estão os evangélicos?
A presença evangélica varia muito conforme a região do
país. Se por um lado encontramos Estados com baixos
índices, inferiores a 10%, por outro encontramos alguns
Estados com mais de 20% de evangélicos.
Quando mapeamos os Estados, detalhando a presença dos
evangélicos com a ajuda das cores, verificamos, com
alegria, que temos mais Estados com porcentagem maior de
evangélicos. Mas não podemos deixar de voltar nossa
atenção para os mais necessitados. Embora a região Sul
tenha um crescimento pequeno (TCA entre 3 e 6% nos
diferentes Estados), a Nordeste, porém, é a única região
do Brasil que ainda possui Estados com uma porcentagem
menor que 10% de evangélicos.
Como vimos anteriormente, na região Nordeste, em 1991,
se concentravam as mesorregiões com menos de 3% de
evangélicos. Hoje, infelizmente, vemos essa concentração
também nas regiões Sul e Sudeste.
A Igreja evangélica
Existem no Brasil cerca de 150 mil igrejas evangélicas
de todos os tipos. Entretanto, pesquisas de campo
mostram que apenas um terço dos evangélicos,
aproximadamente, estão nas igrejas num domingo típico.
Em 1993, durante o Congresso Brasileiro de Missões,
realizado em Caxambu, MG, nasceu o Projeto Brasil 2010.
Vários pastores, representando diversas igrejas, ficaram
comovidos com relatos sobre o crescimento de igrejas em
outros países e resolveram adotar e promover uma
estratégia para uma persistente, contínua e marcante
implantação de igrejas no Brasil. Tal Projeto envolve um
trabalho de oração, pesquisa e mapeamento e tem
encorajado pastores e líderes a plantar novas igrejas no
Brasil, nas regiões onde o evangelho ainda não é bem
conhecido.
Seguem algumas observações gerais sobre a Igreja
evangélica brasileira de hoje:
• As regiões urbanas têm experimentado maior crescimento
que as áreas rurais.
Veja dois exemplos, um na região Nordeste e outro na
região Norte, que ilustram essa realidade:
Em 2002, no sertão nordestino, numa microrregião que, em
1991, o IBGE apontava como tendo 1,13% de evangélicos, o
Projeto Brasil 2010, em parceria com a Visão Mundial,
fez uma pesquisa completa em onze municípios do sertão
da Paraíba. Esses municípios compõem a microrregião
chamada Itaporanga. A pesquisa retratou a realidade do
sertão e se preocupou, ainda, em analisar como a
população não-evangélica vê o “crente”. Na ocasião, foi
feita também uma distinção de zona urbana e rural. A
conclusão foi a seguinte: não obstante a relação
habitantes/igreja nesses municípios ser parecida com a
das grandes cidades, há, ainda, muitas comunidades sem
igrejas nas zonas rurais. Neste caso, a microrregião de
Itaporanga tem uma população de 83.000 habitantes e,
considerando as comunidades com no mínimo quinze
habitantes, existem 140 comunidades rurais sem igrejas.
Esta é uma população que não ouvirá o evangelho se
alguém não for lá pregar e estabelecer uma igreja para
que o novo convertido seja discipulado.
A região Norte do Brasil apresenta uma porcentagem de
evangélicos bastante alta dentro do contexto nacional.
Na cidade de Manaus, por exemplo, a relação
habitantes/igreja foi a de melhor média até agora nas
grandes cidades (796 habitantes/igreja local). No
entanto, uma peculiaridade dessa região é a população
ribeirinha. A região Norte possui mais de 40 mil
comunidades ribeirinhas com uma população média de 130
habitantes por comunidade. Em 1999, foi estimado que
90%, aproximadamente (ou seja, 36 mil) destas
comunidades ribeirinhas não tinham nenhuma igreja
evangélica.
• A Igreja tem crescido mais entre os pobres do que
entre os ricos
Uma pesquisa feita em Londrina, PR, em 2000, mostrou que
as regiões mais ricas da cidade possuem menos igrejas
evangélicas, resultado que tem se repetido em várias
outras cidades ao redor do país.
• Vários grupos étnicos não foram ainda alcançados
(tanto imigrantes quanto tribos indígenas)
Existem ainda 103, ou 40%, das 257 tribos indígenas do
Brasil sem presença missionária. Outros grupos étnicos,
tanto nas cidades quanto nas regiões rurais, também
precisam ser focalizados, para que se implantem igrejas
e todo o país, dessa forma, seja alcançado pelo
evangelho de Jesus Cristo. (ver gráficos abaixo)
• As regiões Norte e Centro-Oeste têm a maior presença
evangélica
• As regiões Nordeste e Sul, por outro lado, têm a menor
• O Sudeste tem os grandes desafios que vêm com a
urbanização e grandes concentrações de população
Resumindo:
1. Cada região do país tem seus próprios desafios. Está
comprovado que pelo menos 80% das pessoas em cada região
não têm nenhuma participação na Igreja.
2. A Igreja evangélica do Brasil não é bem distribuída.
Em todas as cidades e áreas rurais pesquisadas, foram
encontrados lugares com muitas igrejas enquanto outros
lugares com poucas.
No segundo semestre de 2001 e início do ano 2002, foi
realizada uma pesquisa completa sobre a presença
evangélica na cidade de Marília, SP. As ruas da cidade
foram percorridas e igrejas localizadas e situadas em um
mapa digital, que mostrou claramente que as igrejas não
estão distribuídas igualmente entre todos os bairros.
Este mesmo tipo de pesquisa foi feito em mais sete
cidades ao redor do Brasil, em 2002. Resultados iniciais
mostram que todas as cidades apresentam uma situação
parecida.
1. O Brasil possui mais ou menos uma igreja para cada
1.200 habitantes (em 2002, a média das cidades
pesquisadas foi de 1.011). Nas cidades pesquisadas em
2002, em um domingo típico, cerca de 6,5% da população
do Brasil estavam presentes em uma igreja evangélica (a
freqüência média das igrejas evangélicas no Brasil é de
70 pessoas). Podemos perceber que esta porcentagem é
muito menor que o número de pessoas que se identificam
como evangélicas no Censo e indica um número alto de
evangélicos inativos nas igrejas.
2. Na década de 80, o grupo religioso que cresceu mais
rapidamente foi o das pessoas sem religião ou sem
declaração de religião. Nos anos 90, foram os
evangélicos. Isto pode indicar que ser evangélico
está-se tornando uma opção mais aceitável dentro da
sociedade brasileira. Entretanto, de acordo com o Censo
2000 do IBGE, existem três Estados na região Nordeste,
onde a porcentagem dos “sem religião” supera a
porcentagem dos evangélicos.
O que falta para que o Brasil seja alcançado?
Deus está trabalhando muito no Brasil e a Igreja está
crescendo. A Igreja ainda tem muito por fazer; foi
abençoada por Deus e tem muito para oferecer como
bênção. Isto indica a necessidade de uma
responsabilidade missionária para alcançar as partes do
Brasil que não estão sendo alcançadas naturalmente
(áreas rurais, grupos étnicos, bairros esquecidos, etc),
bem como os confins da terra.
No último Censo, encontramos 56 municípios com menos de
1% de evangélicos, o que atinge uma população de
310.884, e onze municípios sem nenhum evangélico, sendo
que nove deles se encontram no Estado do Rio Grande do
Sul. Vale lembrar que esses dados, muitas vezes, são
colhidos por amostragem, o que não invalida a pesquisa,
mas em se tratando de um número “0” na categoria
“religião” valeria a pena visitar esses municípios e
confirmar essa informação.
Precisamos:
1. Identificar os lugares que ainda não foram alcançados
2. Treinar líderes para as igrejas já existentes e para
as que vão surgir
3. Motivar as igrejas a plantar novas igrejas em lugares
estratégicos
4. Implantar 100 mil igrejas novas
5. Mobilizar missões para os grupos que não serão
atingidos naturalmente
Alguns aspectos sociais como conseqüência do
crescimento da Igreja
A revista Veja (edição de julho/2002), publicou uma
reportagem intitulada “A força do Senhor”. Essa
reportagem chamava a atenção para o crescimento dos
evangélicos e sua atuação na área social do país. Dizia:
“O crescimento da fé evangélica está mudando o Brasil
dos esportes à política, das favelas aos bairros
chiques, dos presídios à televisão”
A reportagem menciona que as conseqüências do aumento do
número de evangélicos, de modo geral, têm sido boas:
• Os evangélicos têm menos filhos
• Os evangélicos buscam uma boa moral sexual
• Levam a prática da fé a sério
• O ambiente esportivo melhorou, segundo os Atletas de
Cristo, quando os evangélicos entraram e se manifestaram
nesse meio
• Conversões na Casa de Detenção
• Adolescentes deixam as drogas
• Ética e valores morais na política
• Educação e cultura. Incentivo à leitura. Os
evangélicos têm 934 instituições de ensino em vários
níveis com 740.000 alunos
• Motivou a Renovação Carismática da Igreja Católica
O texto da Veja veio confirmar a pesquisa feita em
Itaporanga, onde foi constatado que 57% da população vê
com simpatia a presença dos “crentes” na sua região.
Isso muito nos alegra, mas aumenta a nossa
responsabilidade diante de Deus.
Conclusão
Como vimos, Deus tem abençoado muito o nosso país. Tem
nos dado um crescimento em quantidade e a sociedade já
vê algumas conseqüências disso. Precisamos nos
conscientizar da importância de sermos numericamente
expressivos e daquilo que o Senhor pode fazer por nosso
intermédio, desde que nos coloquemos em suas mãos.
Seria muito bom se todas as denominações evangélicas se
unissem no amor de Cristo, deixando de lado questões
insignificantes, e mirassem o alvo mais nobre: realizar
a tarefa de ganhar esta nação para Cristo.
Precisamos crescer na graça e no conhecimento do nosso
Deus para transformar esta nação. Se em 2002, ano em que
a reportagem da Veja foi publicada, já se constatava que
a fé evangélica estava mudando a sociedade (e em 2002
éramos 17% de evangélicos), o que Deus não poderá fazer
quando seu exército no Brasil corresponder a 50% de
evangélicos?
Sabemos que a nossa fé pode mover montanhas: “Porque a
fé que vocês têm é pequena. Eu lhes asseguro que se
vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda,
poderão dizer a este monte: Vá daqui para lá, e ele irá.
Nada lhes será impossível” (Mt 17.20).
Simultaneamente, e até como conseqüência da dedicação ao
compromisso de ganhar esta nação, devemos nos lembrar do
que a Palavra de Deus nos diz no Salmo 67.1,2: “Seja
Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, para que
sejam conhecidos na terra os teus caminhos, a tua
salvação entre todas as nações”
As pesquisas nos mostram o quanto temos sido abençoados
por Deus como nação e o texto bíblico acima nos revela
que o Senhor faz isso com um propósito: para que
abençoemos também os outros povos.
Hoje, o Brasil tem acesso livre em muitas nações. E isso
não deixa de ser um privilégio. Em qualquer lugar do
mundo o brasileiro é sempre bem recebido e dispõe de
certa liberdade para levar o evangelho. Além disso,
muitos brasileiros têm origens em algumas dessas nações,
o que pode facilitar o trabalho, tanto indo ao
estrangeiro quanto alcançando essas “colônias” (grupos
étnicos) dentro do nosso próprio país.
Dez anos de "Marcha para Jesus"
A primeira edição brasileira do evento, realizada em
1993, levou cerca de 350 mil pessoas às ruas de São
Paulo, com destino ao Vale do Anhangabaú, onde ocorreu
um grande show gospel e foram arrecadadas mais de quinze
toneladas de agasalhos. Na última edição, em 2003,
estima-se que mais de dois milhões de fiéis das mais
diversificadas denominações evangélicas, apenas em São
Paulo, percorreram o trajeto marchando e cantando para
Jesus.A direção do movimento, liderado pela Igreja
Renascer em Cristo, espera, para maio deste ano, uma
participação ainda mais expressiva de todas as
denominações.É o povo de Deus, com mais de trinta
milhões de fiéis, mostrando, orgulhosamente, sua cara!
Notas:
1 Uma mesorregião equivale a uma unidade territorial
homogênea, em nível maior que a microrregião, porém
menor que um Estado ou território, ela é o resultante do
grupamento de microrregiões.
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