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Reiki – A
técnica esotérica que diviniza o espírito humano
Por Marcio Souza
Parece que a cada ano surge uma nova epidemia de “faça
isso ou aquilo” para se alcançar “uma boa qualidade de
vida”. Dentre as inovações, o Reiki, uma espécie de
massagem pela imposição das mãos, é a última moda entre
os artistas e demais personalidades brasileiras. A
posição dos militantes desse movimento é extremamente
ousada. Certo comentarista dessa técnica afirma que seu
fundador, Mikao Usul, conseguiu recuperar as técnicas de
cura utilizadas por Jesus em seu ministério terreno.
Será que esse movimento tem algum fundamento cristão?
Não! Como veremos, não existe nessa corrente religiosa
nenhum indício dos ensinos de Cristo, pois o Filho de
Deus jamais usou de técnicas para curar as pessoas, tudo
o que fez foi pelo poder e autoridade de Deus.
É incrível, mas cada movimento oriental que surge
insiste em afirmar que encontrou algum tipo de solução
para os problemas que afligem a humanidade. E, para
arrebanhar adeptos, apontam para o interior do homem que
está sempre em busca de toda e qualquer resposta para os
seus dilemas, seja da mente ou do corpo. As formas
esotéricas para a solução dos problemas humanos são
diversas. Entre elas, a meditação e a meditação
transcendental. A primeira é feita com ajudas externas,
como a música e a visualização. A segunda só é
bem-sucedida pela respiração ritmada, pelo esvaziamento,
pelo êxtase e pela recitação de mantras.
A ioga, a acupuntura e o feng shui também são métodos
utilizados nesse processo. Outros canais externos são o
uso da urina, das terapias da luz, do vento, da música,
das cores e dos líquidos. O incenso é utilizado pelos
esotéricos como um canal de energização.
Segundo os místicos, existem também, fora os externos,
os canais internos no corpo dos pacientes pelos quais
podem captar e/ou emanar energia vital. Esses pontos são
chamados de chacras – aliás, diversos movimentos
espíritas usam os mesmos pontos e, quando não, a mesma
nomenclatura para defini-los. Seria apenas coincidência
ou tais movimentos têm as mesmas raízes?
A técnica esotérica
Reiki é a energia vital (Ki), direcionada e mantida pela
sabedoria universal (Rei). “É a energia natural,
harmônica e essencial a todo ser vivente”, afirmou uma
revista sobre terapias alternativas ao comentar a
respeito desse movimento.
Os “reiquianos” dizem que uma energia vital ocupa e
abrange todo o corpo humano. Segundo eles, é justamente
essa energia que possibilita, enquanto dormimos, o
trabalho vital de respiração, irrigação e batimentos
cardíacos sem a nossa consciente intervenção. Esse corpo
etéreo deve ultrapassar o corpo físico em
aproximadamente 2,5 centímetros. Quando algo está
errado, ou seja, quando sentimos em nossa própria pele
que não estamos bem, por um órgão ou parte do corpo não
está cumprindo suas funções harmonicamente, paramos para
cuidar dessa parte do corpo. Percebemos então que a
saúde é justamente o estado de perfeito funcionamento
dos órgãos do corpo em si mesmo e em seu conjunto, e que
a dor é um grito de socorro desesperado do corpo para
que possamos agir.
Afirmam que esse corpo vital, etéreo, é responsável pela
absorção da energia vital adquirida pelos chacras,
pontos que captam e emanam energia que interage com a
natureza. Para o equilíbrio do corpo etéreo com a
energia vital (Ki) é necessário obter a sabedoria
universal (Rei) que se manifesta na interação com a
natureza.
O Reiki é aplicado pela imposição das mãos a uma
distância de três a cinco centímetros entre o paciente e
o aplicante. Todo o processo não dura mais do que cinco
minutos e as mãos do aplicador devem estar em forma de
concha. No final, é feito um ritual para “fechar” o
campo áurico do paciente. Em seguida, o aplicante lava
as mãos com água fria e corrente para purificá-las.
Os objetivos das aplicações do Reiki, entre outros, são:
curas físicas, combate ao estresse e ativação da
concentração e do raciocínio. Alguns astros e estrelas
televisivos têm procurado o movimento e testemunhado
que, após as aplicações, alcançaram maior concentração
mental e capacidade para resolver questões pessoais,
além de melhor qualidade de vida.
Os deuses do Reiki
Os “reiquianos” compartilham os ícones de seus
ensinamentos com qualquer cultura ou movimento
religioso. São adeptos do ecletismo e do sincretismo,
pois aceitam os ensinos ocultistas de outras correntes
religiosas. A técnica “reiquiana” pode ser interpretada
como sendo a emanação de um deus pessoal ou impessoal. E
o mais absurdo é que seus mentores alegam que Jesus é a
fonte espiritual dessa técnica.
A “sabedoria universal”, afirmam, “pode ser invocada com
outros nomes”. A saber: Fonte Primeira, Deus ou Deusa,
Criador, Aquele que é, a Chama, o Buda, o Cristo, o
Brahma, a Ordem Natural, o Todo, Tupã e Energia”. Tudo
vai depender da forma como ela é venerada e conhecida em
cada cultura mundial mediante seus ídolos. Prana, para
os hindus; Chi, para os chineses; Ka, para os egípcios;
Pneuma, para os gregos; e Nefesh, para os judeus. E
prosseguem. Na Polinésia ela é conhecida como Mana e os
russos a identificam como bioenergia. Para os
alquimistas ela é o Fluido da Vida e para os cristãos,
Luz ou Espírito Santo.
Suas divindades podem ser identificadas com quaisquer
ídolos que tenham afinidade. Essa possibilidade na
prática do Reiki traz uma espécie de “desencargo de
consciência”. Isto é, “não vou ferir minha devoção se
posso identificar meu deus (ou ídolo) como emanador
dessa energia”. Chamamos esse procedimento de
sincretismo religioso.
Assim como os ecologistas místicos, os “reiquianos”
também crêem que a terra é a “Grande Mãe”, com
influência mística. Essa influência é conhecida no Reiki
como Karuna Reiki, o aspecto feminino da energia vital.
Na China, essa influência é simbolizada pela mãe Kuan
Yin. Na Índia, ela é conhecida pelo nome de
Avalokitesbuara. No Tibet, é chamada de Chenrezig. No
Japão, de Kannon. E aqui, no Brasil, existem dois
ícones: Nossa Senhora Aparecida e Iemanjá.
Segundo esse movimento, a influência feminina, dócil e
compassiva de Karuna Reiki traz paz de espírito. Será?!
Os “reiquianos” consideram que todas as culturas
acharam, em suas respectivas civilizações, a mesma fonte
de sabedoria e residência da energia vital. Bem, se isso
for verdade, o que o Reiki oferece de novo? Nada.
Por tudo que vimos, parece que o Reiki nada mais é do
que um movimento espírita e ecumênico em sua prática e
ensino. As curas por imposição de mãos, recurso tão
peculiar nessa religião, podem ser atribuídas tanto a
Iemanjá quanto a Maria (ídolo católico). Ou, então, a
Buda ou ao Jesus da Cristandade. Para os “reiquianos”,
não importa a origem das forças ocultas que atuam em
suas sessões.
Visão holística: ferramenta da Nova Era
Os “reiquianos” dizem que o homem deve ser estudado de
forma global: mente, corpo e espírito. Esse ponto de
vista indica que a pessoa interage com a natureza e que
sua disposição mental está intrinsecamente relacionada à
saúde do corpo. A idéia é de que somos “um” com o
universo, ou seja, que o universo, a mente, o corpo e o
espírito interagem ou podem estar desequilibrados,
causando doenças e outros distúrbios. Todos os
tratamentos medicinais para essas doenças ou distúrbios
são apenas soluções paliativas, porque não alcançam a
causa do problema. Então, entra a propaganda mística de
que a visão holística proverá milagres! – “alcançará as
causas e trará equilíbrio ao corpo, fazendo cessar os
sintomas”, afirmam.
De acordo com os mestres holísticos, o tratamento ideal
é permitir que o corpo “fale” e transmita o método
apropriado para o tratamento. Um dos conselhos desses
mestres é: “Uma viagem; uma perspectiva de si mesmo mais
suave; ou mesmo procurar um padre ou um médium ou mesmo
um médico – mas deixe seu corpo opinar”.
Tal conselho, no entanto, não é sábio, pois, segundo os
princípios bíblicos, devemos averiguar as fontes de
nossas orientações. Além disso, confiar no sentimento
interior para uma decisão tão importante é algo
gravíssimo. O nosso coração é enganoso (Jr 17.9), e
quando confiamos apenas nele dificultamos e embaraçamos
a nossa vida.
Um pouco da história do Reiki
Seu fundador é Mikao Usui, monge japonês e estudioso das
religiões que procurava respostas para a técnica de cura
usada por Jesus. Mikao percorreu parte da China e da
Índia em uma busca incessante desse método. Sua procura
foi interrompida no Japão, em um monastério budista,
onde supostamente encontrou o que tanto procurava. A
descoberta que fez, no entanto, não lhe proporcionou as
verdades e práticas espirituais que transformam o homem
caído em uma nova criatura diante de Deus.
No monastério budista, Mikao achou alguns escritos
“reiquianos” que ensinavam técnicas de cura. “Uma coisa
era conhecer a técnica, outra era saber como ativar a
energia necessária à aplicação da técnica”, afirmou o
próprio Mikao Usui. Foi então que decidiu meditar e
jejuar. Subiu ao monte Koryama, no Japão, onde passou 21
dias em meditação. No último dia, foi atingido por uma
luz no chacra do terceiro olho (parte frontal da testa)
e visualizou a formação dos símbolos do Reiki. Depois da
“visão”, ficou inconsciente por algum tempo. E chamou
essa experiência de sinal. Seria, então, o primeiro
sinal de uma série deles que comprovariam que de fato
havia conseguido ativar a energia.
Ao descer do monte, ele feriu um dos dedos do pé e, ao
passar a mão no local, foi curado. Seria esse o segundo
sinal. O terceiro sinal diz respeito ao fato de haver
conseguido comer uma modesta refeição depois de passar
21 dias em jejum. O quarto sinal está relacionado à cura
de um atendente que sentia forte dor de dente. O homem
alcançou o alívio da dor assim que Mikao passou a mão
pelo seu rosto. O quinto e último sinal que o consagrou
como portador do conhecimento “reiquiano” foi a cura, em
um monastério, de um colega e mestre que sofria de
artrite.
Durante suas expedições, Mikao ficou abatido ao
descobrir que suas “curas” eram superficiais, ou seja,
as pessoas não alcançavam uma mudança espiritual, como
aparentemente ocorria no corpo. Inicialmente, as pessoas
se arrebatavam com a cura alcançada, mas logo estavam
novamente envolvidas com as mesmas dificuldades
anteriores e, então, o abandonavam. Daí, Mikao concluiu
que precisava atingir a mente de seus pacientes e não
apenas o corpo.
Mikao morreu em 1930 e deixou alguns discípulos. Esses
seguidores foram influenciados pela escola Tendai,
movimento budista tântrico japonês cuja base é o estudo
do Ko-fo, arte iogue de respiração e meditação para
controlar as energias básicas do corpo.
Oito anos depois de seu falecimento, uma havaiana
chamada Hawayo Takata submeteu-se a um tratamento pelo
Reiki e foi curada de sua moléstia. Após o “milagre”,
ela foi para o Japão, onde passou alguns anos aprendendo
a técnica com Chujiro Hayashi. Voltou para o Havaí e
começou a ensinar e a divulgar o Reiki no Ocidente.
Prática de espiritismo no Reiki
Não podemos nos esquecer de que o Reiki é um movimento
eclético. Mistura seus procedimentos e conceitos com os
procedimentos e conceitos de outras religiões, como, por
exemplo, o espiritismo e o budismo. E não apenas isso.
Se necessário, usa as mesmas nomenclaturas. Quando um
movimento lança mão dessa artimanha, simplesmente o faz
unilateralmente. No nosso caso, os cristãos, não
compartilhamos nem emprestamos nossos conceitos e
terminologias a outros segmentos religiosos. O objetivo
do Reiki ao esforçar-se dessa maneira é tornar seu
ensino mais “digestivo” para os incautos que desconhecem
a verdadeira fé cristã.
As práticas e conceitos espíritas que encontramos no
Reiki demonstram o quanto esse movimento é perigoso.
Segundo seus adeptos, o desenvolvimento de doenças
físicas ou emocionas que aparecem no corpo é provocado
por lesões como fissuras e obstruções que desequilibram
ou desalinham os chacras. E de que maneira os chacras
podem ser restaurados e/ou renovados? Pela meditação,
pelo passe espírita, por encantamentos, além de outros
métodos que os energizam.
A energia Reiki (ou qualquer outra fonte espírita),
segundo seus adeptos, alinha e restaura o equilíbrio dos
chacras, harmonizando-os. Somente assim o paciente
receberá a energia da natureza sem nenhum tipo de
obstrução. Tal energia é adquirida por meio da luz, do
ar, da água, da terra, dos antepassados e das pessoas
que cercam o paciente.
O Reiki à luz da Bíblia
A seguir, apresentaremos os conceitos desse movimento e
depois consideremos as respostas bíblicas.
• Os “reiquianos” afirmam que as pessoas conseguem
evitar os distúrbios buscando o equilíbrio consigo
mesmas e na natureza. O pecado não existe. Nas culturas
orientais é comum os ensinos espíritas que procuram
anular a consciência do pecado, pois atribuem os
distúrbios de caráter, as doenças físicas e espirituais,
as deficiências e a morte ao desequilíbrio com o meio
ambiente. Por isso os “reiquianos” buscam o equilíbrio
nas práticas esotéricas e em si mesmos a fim de obterem
paz e saúde duradoura. Como o pecado para eles não
existe, concebem a idéia de que a humanidade caída não
herdou nenhum pecado original.
Resposta apologética: Em Gênesis 3.17b, as Escrituras
confirmam que houve de fato um desequilíbrio no meio
ambiente: “maldita é a terra por causa de ti; com dor
comerás dela todos os dias da tua vida”. Todavia,
devemos ficar atentos a um detalhe: o pecado (queda
espiritual) foi a causa desse desequilíbrio, não o
inverso. Houve um pecado original, real! E podemos
localizá-lo no tempo e nas ações do primeiro casal (Gn
2.17). Adão e Eva desobedeceram ao Senhor e atentaram
contra a sua soberania ao comerem do fruto proibido,
símbolo do conhecimento do bem e do mal. E, por causa
desse delito, o homem distanciou-se de Deus.
As conseqüências do pecado de Adão e Eva não demoraram a
acontecer: 1. Guerra espiritual entre o homem e o diabo
(Gn 3.14,15). 2. Insuficiência e deficiência no corpo
humano: a dor tornou-se constante (Gn 3.16). 3.
Desequilíbrio na família humana (Gn 3.16). 4.
Desequilíbrio social (Gn 3.17). 5. Desequilíbrio dos
ciclos naturais (Gn 3.17-19). 6. A morte física (Gn
3.19). 7. E, finalmente, a morte espiritual, ou seja, a
separação eterna do Criador (Gn 3.22).
Aparentemente, a pena da condenação ultrapassou, em
muito, o ato do pecado cometido pelo primeiro casal.
Devemos entender que Deus olha o pecado sob uma
perspectiva diferente da nossa. Ele não vê apenas o ato
isoladamente, mas todas as implicações relacionadas ao
pecado. Além disso, qualquer pecado separa literalmente
a pessoa de Deus. É uma questão moral que afeta a
justiça e a santidade de Deus, como Juiz e Criador.
Apesar de tudo, a humanidade não ficou à mercê do juízo
sem que tivesse uma oportunidade de libertação. O
próprio Senhor foi quem providenciou esse meio de
libertação ao prometer um Descendente (Jesus Cristo) que
triunfaria sobre o diabo e suas artimanhas (Gn 3.15).
Essa provisão divina ‘cobriria’ os efeitos daninhos do
pecado (Gn 3.21) e traria novamente o paraíso. Ou seja,
a presença de Deus na vida do homem (Ap 21.3-5). Somente
por esse Descendente prometido é possível ao homem
decaído alcançar a paz universal e pessoal com Deus (Fp
4.7).
Quanto à ecologia, reconhecemos seus méritos. E, como
cristãos, devemos colaborar com a preservação da
natureza, mas tais medidas não solucionam o problema em
sua raiz – a queda da natureza humana. Embora apoiemos
as medidas ecológicas, e incentivemos o contato
recreativo com a natureza, não atribuímos, porém,
influência mística à natureza. A natureza é criação de
Deus, e deve ser cuidada e preservada, mas não adorada (Rm
1.20-23).
• Segundo os “reiquianos”, o homem tem poder em si mesmo
e deve desenvolver esse poder. E, seguindo esse
raciocínio, muitas culturas pagãs divinizam o homem.
Algumas divinizam seus líderes. Outras, seus mortos. A
cultura oriental geralmente encontra respostas para suas
questões em si mesma. “O ‘eu’ superior deve ser buscado,
temos poder criativo que deve ser desenvolvido e usado a
favor do desenvolvimento e da evolução humana”, prega a
doutrina Reiki. Ainda seguindo essa mesma concepção, a
divinização do homem é uma crença predominante nas
culturas orientais e inclui a idéia da evolução das
espécies a ponto de alcançarem habilidades
sobrenaturais.
Resposta apologética: As Escrituras declaram um caminho
diametralmente oposto: o homem está decaindo, não
evoluindo. O homem foi criado perfeito, logo, era digno
diante de Deus. Mas, ao pecar, decaiu espiritual e
moralmente (Dt 32.5). A trajetória humana desde a queda
é negativa e está conduzindo cada vez mais o homem ao
caos. Hoje, assistimos de perto aos avanços da
tecnologia e de todas as áreas do conhecimento humano,
mas esses avanços “mecânicos” não têm contribuído para
solucionar os problemas sociais e espirituais da
humanidade. O interesse humano em conhecer-se a si mesmo
não tem resolvido suas questões primárias, e muito menos
as questões mais complexas dos relacionamentos sociais.
A alma humana tem algum poder para curar a si mesma e
aos outros? Obviamente que não. É verdade que o homem
fora criado por Deus com habilidades naturais sociais
superiores às habilidades dos animais irracionais. E,
devido a essas habilidades, o homem tem condições para
crer e buscar o Criador e receber dele suas provisões.
Mas isso não significa que o homem, baseado em sua
capacidade espiritual, possua poderes sobrenaturais em
si mesmo. Não pode absorver nenhum tipo de energia por
meio de mantras, rezas ou símbolos do ocultismo.
Portanto, as habilidades propagadas pelas artes
orientais são questionáveis.
O ocultismo e todos os seus segmentos são vistos pelas
Escrituras como diferentes formas de feitiçaria. As
manifestações espíritas são as mesmas, quer seja no
candomblé ou no vodu praticado na Nigéria, quer seja em
um transe kardecista ou em uma manifestação de um xamã
ou por meio da ioga. Em todas as experiências ocultistas
os poderes manifestos não provêm da alma, mas da
possessão de entidades que se autodenominam mentores da
luz, cujo principal objetivo é a destruição moral e
espiritual da humanidade.
• O ensino Reiki afirma que a origem das emanações pode
ser atribuída a diversos ídolos e deuses, inclusive ao
próprio Cristo. Os movimentos orientais e ocidentais,
principalmente a Nova Era, não se preocupam em
determinar a origem (ou fonte) de suas forças místicas.
Sua identificação com outros deuses, ídolos ou poderes
impessoais é algo natural, ou pelo menos uma forma de
manter uma boa política.
Resposta apologética: O ecletismo e o sincretismo são
vistos em nosso mundo globalizado como algo simpático,
ou seja, como a velha filosofia da boa vizinhança. Mas
as coisas não são tão simples assim. Primeiramente,
precisamos entender que qualquer tipo de feitiçaria,
misticismo ou mediunidade é condenado nas Escrituras. A
busca de poder em si mesmo ou em coisas criadas é vã. A
Palavra de Deus ensina que a humanidade distanciou-se de
Deus devido à confiança em si mesma. A oferta: “e sereis
como Deus” (Gn 3.5) era falsa. De forma nenhuma imputou
evolução ao homem, mas degradação moral, espiritual e
física.
O Criador dos céus e da terra se revelou por meio de sua
Palavra. A Bíblia Sagrada é um livro ímpar, ou seja,
único. Nenhum outro livro considerado sagrado (os Vedas
do hinduísmo, os Três Cestos do budismo, as inscrições
egípcias, entre outros) traz revelações sobre a origem
do homem, sua situação atual e seu futuro. Somente a
Bíblia fornece tais informações. Além disso, a Bíblia
revela um Deus único e real que criou e se preocupou com
sua criação, orientando e punindo o homem, mas também
fornecendo um caminho de salvação por meio de um único
Mediador, Jesus Cristo. As credenciais do Messias são
claramente fornecidas no Antigo Testamento e devidamente
cumpridas no Novo Testamento.
A Bíblia fala da existência de um único Deus e Salvador,
Jesus Cristo. E também do culto único ao Criador,
excluindo divindades intermediárias, exaltação do ser
humano, atribuições de poderes místicos e curadores a
objetos, sinais esotéricos e quaisquer meios materiais
de purificação espiritual. A mediunidade espírita (ou
interação com entidades espíritas) e o culto a ídolos
também estão fora das páginas sagradas. As Escrituras
não aceitam o sincretismo religioso.
Em 1 Samuel 5.1-4, temos um exemplo que demonstra o
costume eclético das religiões pagãs. Lemos no texto em
pauta que os filisteus tomaram a Arca da Aliança de
Israel e trouxeram-na a Asdode, na casa de Dagom (deus
filisteu). Ao agir dessa forma, os filisteus estavam
dispostos a adorar tanto o seu deus quanto a qualquer
outro deus associado. Mas o Senhor Deus reprovou essa
atitude jogando ao chão a imagem de Dagon que, além de
caído, estava decapitado e sem as mãos. Esse julgamento
condenatório demonstra que o único Deus não comunga com
o sincretismo e o ecumenismo.
Além do Todo-Poderoso, não existem outros deuses ou
mediadores. Por isso a Bíblia proíbe o sincretismo e o
ecumenismo. Quem são os supostos mediadores e ídolos das
nações? A Palavra de Deus responde: “Antes digo que as
coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos
demônios, e não a Deus. E não quero que sejais
participantes com os demônios” (1Co 10.20).
Por ser um movimento eclético, o Reiki apresenta os
mesmos conceitos hindus, espíritas e esotéricos sobre os
chacras e suas funções. Veja o quadro.
FERRAMENTAS SEMELHANTES NO REIKI E NO ESPIRITISMO
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Chacra
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Localização do chacra
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Reiki, espiritismo, hinduísmo e esoterismo – têm o mesmo
conceito sobre a função do chacra.
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Frontal
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Entre as sobrancelhas
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A porta do discernimento, da intuição, da imaginação, do
conhecimento e da percepção. Rege os olhos e a memória.
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Laríngeo
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Garganta
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É por onde flui a inspiração, a criatividade, a
comunicação e a expressão com o mundo. Rege o pescoço e
os ombros.
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Cardíaco
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Tórax, entre a 4a e
a 5a vértebra
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As energias de abundância e todas as energias recebidas
pelo primeiro e segundo chacras são utilizadas nesse
centro em energia de amor. Rege o pulmão, o coração, os
braços e as mãos.
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Plexo Solar
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Região lombar, acima
do umbigo
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É o centro que reúne informações, sentimentos e
percepções e depois os espalha e movimenta por todo o
corpo. Rege o sistema digestivo, o fígado, o baço, o
estomago e o intestino.
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Coronário
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No alto da cabeça
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É o portal da espiritualidade pelo qual nos ligamos ao
universo.
Rege o cérebro.
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Sacro
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Órgãos genitais
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Energias primárias como a paixão fluem por este chacra.
Rege os rins, o sistema reprodutor, o circulatório e a
bexiga.
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Básico
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Final da espinha dorsal
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Está relacionado à vontade de viver, ao corpo e à terra.
Segurança física e emocional. Rege as pernas, os pés e
os ossos.
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Vocabulário
utilizado no Reiki
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Chacras
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Pontos circulares que comunicam emanando e recebendo energia.
Literalmente quer dizer “roda” ou “círculo”.
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Cho Ku Rei
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É o
universo se transformando a cada instante. É o que traz a
energia para o mundo físico. É o símbolo do poder.
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Dai Koo Myo
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Incorpora a energia do chacra,
trabalha o alinhamento com o espírito e é o símbolo da
capacitação.
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Hon Sha Zé Sho Nen
|
É o
símbolo que funciona como ponte entre as dimensões. É o
caminho sem tempo e espaço entre a matéria densa e o etéreo e
entre o passado, o presente e o futuro. Age sobre o corpo
mental consciente e sobre o carma.
|
Ra Ku
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É a
ligação com o aspecto divino do ser, símbolo da purificação.
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Sei He Rei
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É a
unidade e a correspondência, do céu e da terra, do que está em
cima e do que está embaixo, da matéria e do espírito, age
sobre o corpo emocional, o mundo, o carma e a vida. Libera
emoções. É o símbolo do equilíbrio.
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