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Inri Cristo –
Mais um Falso Cristo
Por Natanael Rinaldi
O alerta de Jesus foi bem explícito e repetitivo em todo
o Sermão Profético do capítulo 24 de Mateus, que aponta
o surgimento de falsos cristos. DisseJesus: “porque
muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e
enganarão a muitos” (v. 5).
“Então se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui,
ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos
cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e
prodígios que, se possível fora, enganariam até os
escolhidos” (vv. 23,24).
Os falsos cristos atuais
Não obstante à advertência explícita de Jesus sobre o
surgimento de falsos cristos, pessoas há que não se
envergonham e saem ao mundo apregoando sua messianidade.
E o pior é que sempre encontram seguidores entusiasmados
que divulgam a sua existência.
O cristo da Nova Era
“Cristo está agora entre nós. Ele não vem para nos
julgar, porém para ajudar a humanidade e para
inspirá-la. Ele é Maitreya, o ‘educador do mundo’ e da
‘nossa geração humana’, uma pessoa para a qual existem
diversos nomes: o Messias dos Judeus, o quinto Buda dos
budistas, o Mahdi dos muçulmanos e o Krishna dos hindus.
Agora ele se revelará para nos conduzir a uma nova era.
Sua presença nos garante que não haverá uma terceira
guerra mundial” (Anúncio publicado em 25 de abril de
1982 no jornal “O Globo”).
O messias da Igreja Messiânica
“Não houve outro caso semelhante a não ser Cristo, que
outorgou sua força aos seus 12 discípulos” (Apostila
Para Aula de Iniciação, p. 23, aula 4). Mokiti Okada é
também conhecido como Meishu-Sama , título que significa
‘portador de luz’.
O cristo da Igreja da Unificação
“Com a plenitude do tempo, Deus enviou Seu mensageiro
para resolver as questões fundamentais da vida e do
universo. Seu nome é Sun Myung Moon” (Princípio Divino,
p.12, publicado pela Associação do Espírito Santo Para a
Unificação do Cristianismo Mundial, 2ª edição de 1981)
David Koresh, um cristo pecador
É de espantar! Mas David Koresh, o fanático que levou ao
suicídio cerca de cem pessoas em Waco, Texas, EUA,
orgulhava-se de ser um cristo pecador. Justificava assim
suas noitadas com as esposas dos seus seguidores que,
sem protestar abertamente, aceitavam essa idéia absurda
de liderança de um cristo pecador.
Quem é Inri Cristo
De túnica branca, manto vermelho, coroa de espinhos na
cabeça, o ex-verdureiro Iuri Thais, 49 anos, sentado em
um trono, proclama com a voz impostada: “Eu sou Inri
Cristo, o filho de Deus, a reencarnação de Jesus, o
caminho, a verdade, a vida. Adão, Noé, Abraão, Moisés,
Davi, Jesus e eu fomos encarnados pelo espírito do filho
de Deus”.
Iuri Thais (nome de registro, é uma variante do
sobrenome alemão Theiss) ou Inri Cristo (Jesus Nazareno,
Rei dos judeus), como se anuncia, é um dos muitos
líderes de fanáticos religiosos do país.
Iuri/Inri, filho de um vendedor de bilhetes de loteria,
nasceu em Indaial, cidade catarinense. Fumava três maços
de cigarros por dia e vivia em noitadas agitadas. Ele
confessa: “Fui um homem pecador até 1969, quando Deus
revelou minha identidade e passei a viver do dom de meu
Pai. Cometia o pecado da fornicação, não perdia a
oportunidade de desfrutar das mulheres que me recebiam
em suas alcovas”. Sobre o seu passado, seus discípulos e
seguidores afirmam: “Não existe sentido em recordar o
passado”. A Polícia Federal, entretanto, já o condenou
por falsidade ideológica. “Ele já usou nomes como Iuri
Thais, Nostradamus e Inri Cristo” é o que declara a
delegada Márcia Braga, do 8º Distrito de Curitiba.
(revista Isto É, edição 1437, 16/4/1997, pp. 92-95).
Um cristo pecador
Para justificar seu passado de orgias, entende Inri
Cristo que Jesus, que viveu cerca de dois mil anos
atrás, também usufruiu um tempo de vida mundana. O
período em que isso se deu foi dos doze aos trinta anos.
É certo que a Bíblia nada conta abertamente sobre esse
período da vida de Jesus, se bem que saibamos que Ele
viveu em Nazaré, cidade onde residiu depois que voltou
do Egito (Mc 6.1-3).
Declara Inri Cristo:
“Na Bíblia, em João 17.33, (leia-se 16.33, e não como
indicado) está escrito: ‘Disse-vos estas coisas para que
tenhais paz em mim. Haveis de ter aflições no mundo; mas
tendes confiança, eu venci o mundo’. O que significam as
\ palavras desta frase bíblica? Por que disse Cristo que
havia vencido o mundo? Não teria ele experimentado os
prazeres do mundo: o sexo, a bebida, o matrimônio e até
mesmo a paternidade? Por que teria vencido o mundo se
antes não tivesse sido dependente, escravo dele?... Como
saberia o que sofre uma prostituta se não conhecesse a
vida delas, se não conhecesse a prostituição na
prática?” (“Inri Cristo – O furacão sobre o Vaticano
S.A.”, p. 48, Pedro Lusz - Schade Editora, 1991).
O filme “A última tentação de Cristo”
“Eu perguntei para Inri Cristo sobre as especulações que
fazem sobre a história de sua vida, a vida de Cristo,
mas precisamente sobre o filme A última tentação de
Cristo que estava sendo muito discutido, muito reprimido
pelos ‘religiosos’ nos dias em que estas páginas foram
escritas e, levando tudo para um lado lógico, ele me
respondeu: ‘Há quase dois mil anos, eu fiz tudo aquilo
que está sendo mostrado no filme e muito mais’” (“Inri
Cristo – o furacão sobre o Vaticano S. A.”, p. 49, Pedro
Lusz - Schade Editora, 1991).
Profeticamente, o salmista Davi falou desses difamadores
da pessoa de Cristo: “Aqueles que se assentam à porta
falam contra mim; e fui o cântico dos bebedores de
bebida forte” (Sl 69.12).
Jesus desafiou seus acusadores, dizendo: “Quem dentre
vós me convence de pecado?” (Jo 8.46). “Porque não temos
um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas
fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado,
mas sem pecado.”(Hb 4.15 – grifo do autor) “Porque nos
convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado,
separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os
céus.”(Hb 7.26 – grifo do autor). “O qual não cometeu
pecado, nem na sua boca se achou engano” (1 Pe 2.22).
Sua chamada
Inri Cristo conta como se deu a sua chamada para ser ‘o
cristo’: “Aos dezenove anos, depois de ter sido padeiro,
verdureiro, entregador de alimentos, cobrador de ônibus
etc... eu estava tranqüilo num lugar, gostando de estar
ali, quando, de repente, ouvia aquela voz imperiosa a
impor-me alguma tarefa. Obedecendo a ordem, eu tive
certas atitudes que jamais teria por conta própria. E eu
sempre obedecia sem me preocupar, pois a experiência me
mostrou que eram atos benéficos e indispensáveis ao meu
caminho, à minha missão e quase sempre eram benéficos
também às pessoas que me cercavam. Era a escola onde eu
aprendia diretamente com grande sábio, o Senhor da vida,
Deus” (“Inri Cristo – o furacão sobre o Vaticano S. A.”,
p. 49-50, Pedro Lusz - Schade Editora, 1991).
Os falsos cristos sempre se pronunciam apoiando-se em
uma suposta visão para suas missões. Entretanto, diz a
Bíblia: “Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que
dizem: O SENHOR disse; quando o SENHOR não os enviou; e
fazem que se espere o cumprimento da palavra. Porventura
não tivestes visão de vaidade, e não falastes
adivinhação mentirosa, quando dissestes: O SENHOR diz,
sendo que eu tal não falei?” (Ez 13.6-7)
Alziro Zarur, o precursor de Inri Cristo
Como sabemos pela Bíblia, João Batista foi o precursor
de Jesus, em cumprimento da profecia de Isaías 40.3, que
diz: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do
SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus”. Essas
palavras foram citadas por João Batista ao
identificar-se como o precursor de Jesus. “Naqueles dias
apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia, e
dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos
céus. Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que
disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho
do Senhor... E este João tinha as suas vestes de pêlos
de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos;
e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre” (Mt
3.1-4).
Inri Cristo não podia deixar de ter também um precursor.
E quem ele foi buscar para essa tarefa? Alziro Zarur.
“Nos confirmaram também algo so bre a volta do Cristo:
Alziro Zarur, aquele que durante anos falou ao mundo:
Preparem-se, Cristo está voltando!, é a reencarnação de
João Batista! Disseram-nos também que o próprio Zarur
sabia disso!...”
“Coincidência ou não, fomos conversar com Inri Cristo.
Perguntei a Inri Cristo: ‘se você é o Cristo, onde está
João Batista?’ Ele me respondeu: ‘Ele já veio, cumpriu
sua missão e desencarnou antes que o mundo me conhecesse
e soubesse que sou o Cristo. Ele fez seu papel: pregou a
reencarnação, avisou da minha volta, e tenho certeza que
se ele estivesse ainda aqui na terra de carne e osso,
ele viria prestar obediência a mim e se reverenciar
diante de meu Pai, Senhor e Deus que é em mim. Ele se
chamou, neste século, Alziro Zarur!’” (“Inri Cristo – o
furacão sobre o Vaticano S. A.”, p. 236, Pedro Lusz -
Schade Editora, 1991).
O que Inri Cristo não sabe é que Alziro Zarur ensinava a
doutrina de João Batista Roustaing, segundo a qual Jesus
Cristo, quando viveu neste mundo, não tinha corpo físico
real.
Ensinava Alziro Zarur sobre a natureza de Jesus:
“JESUS não poderia nem deveria, conforme as imutáveis
Leis da Natureza, revestir o corpo material do homem do
nosso planeta, corpo de lama, incompatível com sua
natureza espiritual, mas um corpo fluidico, apto à longa
tangibilidade, formado segundo as leis das esferas
superiores, por aplicação e conformação dessas leis aos
fluidos ambientes do nosso planeta (“A Saga de Alziro
Zarur II”. José de Paiva Neto. 10ª edição, p. 108).
Como vemos, Alziro Zarur falou de Jesus com um corpo
fluidico, aparente. Teria então contrariado sua própria
opinião anunciando a chegada de um cristo, na pessoa de
Inri Cristo, com corpo humano pecaminoso?
O apóstolo João adverte: “Porque já muitos enganadores
entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus veio
em carne. Este tal é o enganador e o anticristo” (2Jo
7). Inri Cristo foi buscar um anticristo para ser seu
precursor. Logo, não nos deixa dúvidas de que ele não
passa de um falso cristo.
A concepção de Jesus segundo Inri Cristo
Inri Cristo tem pai e mãe humanos. Se ele é a
reencarnação de Jesus, Jesus também deveria ter pai e
mãe humanos. Entretanto, o relato bíblico declara que
Maria concebeu pela virtude do Espírito Santo.
Pronuncia-se ele irreverentemente dizendo, “Seria esta
mulher chamada Maria tão diferente, tão fértil ao ponto
de captar um espermatozóide no ar e contraí-lo para seu
ventre, seu corpo e dali se dar todo o processo de
fecundação?” (“Inri Cristo – o furacão sobre o Vaticano
S. A.”, p. 244, Pedro Lusz - Schade Editora, 1991)
“Seria possível naquela época uma mulher engravidar sem
ser possuída, sexualmente, por um homem?” (idem, p.
248).
Como, então, explica Inri Cristo a gravidez de Maria?
Declara ele: “‘Quanto à virgindade, é exatamente
conforme Lucas 1.34, Maria não conhecia varão. A obra do
Espírito Santo foi tomar posse dos corpos de José e de
Maria e os conduzir a se juntarem em estado de
sonambulismo. Depois, não lembrando de nada, Maria não
conhecia homem, pois guardou sua virgindade de coração e
assim ficou virgem antes, durante e depois do parto”
(idem, p. 249)
“Quando Inri cita o sonambulismo, como causa da
ignorância de José e de Maria sobre a noite na qual
mantiveram contato físico, é um fato negado por muitos
‘cristãos’, mas confirmado pela Bíblia que esses mesmos
‘cristãos’ dizem seguir” (Idem, p. 251)
Se Inri Cristo fosse um teólogo modernista, diríamos que
sua afirmação estapafúrdia era resultado de sua empáfia
como teólogo. Mas não é esse o caso, pois, como relata
de si próprio, exerceu apenas atividades braçais. Lemos
na Bíblia que o nascimento de Jesus foi um ato
milagroso, como apontado em Mt 1.18-25 e Lc 1.26-38.
José, ao ver Maria grávida, intentou deixá-la
secretamente, quando foi avisado pelo anjo que o que
nela estava gerado era do Espírito Santo. Maria,
surpresa ao ser visitada pelo anjo Gabriel, perguntou:
“Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E
o anjo repetiu as palavras ditas a José, que desceria
sobre ela o Espírito Santo e que a virtude do Altíssimo
a cobriria e o Santo que dela nasceria seria chamado
Filho de Deus”.
Ora, se Inri Cristo afirma que usa a mesma Bíblia que os
católicos, declarando: “Como já disse, a Bíblia que
estou usando é a mesma comercializada pelo Vaticano”
(Idem, p. 251), então por que não aceita a posição de
José, que intentou deixar Maria quando viu que ela
estava grávida? Além de fantasiar-se de Cristo, torna-se
blasfemo ao falar de um suposto relacionamento sexual,
por meio de sonambulismo, entre Maria e José.
Inri Cristo, um cristo reencarnado
Inri Cristo afirma que “quem nega a reencarnação nada
compreendeu da lei de DEUS nem das Sagradas Escrituras
ou então é desonesto..” e “leva consigo seus seguidores
no caminho do erro, da perdição e do inferno, onde
haverá pranto e ranger de dentes”
Ora, Allan Kardec ensina que é indefinido o número de
reencarnações até que, por fim, o espírito se torne um
espírito puro (“Livro dos espíritos”, pp. 83-84, citado
em “Allan Kardec obras completas”, 2ª edição, edição
especial da OPUS EDITORA, 1985).
Antes de ser tornar Jesus, Iuri Thais passou por várias
reencarnações. Declara ter sido Adão, Noé, Abraão,
Moisés, Davi e, por fim, Jesus. Como ele pode declarar
ter passado por todas essas reencarnações se o próprio
Allan Kardec ensina que não se tem lembrança das vidas
passadas? Vejamos o que ensina Allan Karde:
“Após a morte, tem o espírito do homem consciência das
existências que precederam o período da humanidade? Não,
pois que somente neste último período é que começa para
ele a vida de espírito” (“O livro dos espíritos”, p.
167, idem).
Se o próprio Allan Kardec, que é o codificador da
doutrina da reencarnação, nega a possibilidade de
lembrança das vidas passadas e Iuri Thais se declara ser
reencarnacionista, como pode ele discordar da própria
doutrina que proclama acreditar, insurgindo-se contra o
mentor da mesma ao admitir que se lembra de tudo o que
ocorreu em suas vidas passadas: a partir de Adão, cerca
de quatro mil anos depois, até se tornar o “cristo”.
Logo se vê que Inri Cristo não é o que proclama ser.
Por outro lado, se ele admite o inferno de pranto e
ranger de dentes, como pode aceitar a reencarnação ao
mesmo tempo, sendo que essas duas doutrinas se repelem?
O rico, no Hades, queria sair de lá para ir ao Paraíso,
onde se encontrava Lázaro, consolado. Jesus, no entanto,
declarou a impossibilidade de mudança de lugar depois da
morte (Lc 16.22-25). Se Iuri Thais julga ser Cristo
(aqui falamos do Verdadeiro Cristo), não deveria, no
entanto, rebelar-se contra o seu próprio ensino de dois
mil anos atrás.
A negação da ressurreição corporal de Jesus
Para Inri Cristo se tornou mais fácil afirmar ser a
reencarnação de Jesus do que admitir a sua ressurreição.
Se admitisse a ressurreição do verdadeiro Jesus, que
viveu há dois mil, não poderia ele arvorar-se em ser ele
reencarnado. Os argumentos de Inri Cristo contra a
ressurreição de Jesus são os seguintes:
“Na realidade, enquanto os soldados procuravam abrigos
para se proteger durante a tempestade que o Senhor Deus
propiciou com este intuito, Ele mandou servos fiéis
recolherem o corpo de seu Filho, cobri-lo com novos
lençóis e escondê-lo numa sepultura anônima, a fim de
que cessasse a ultrajante sessão de escárnios e deboches
que continuaram mesmo depois da crucificação e
conseqüente desencarnação. Após este evento, o Filho de
Deus reapareceu unicamente em espírito e por este motivo
entrava nas casas sem abrir as portas ou incorporando
num corpo alheio como apareceu aos discípulos de Emaús
ou a Maria Madalena, incorporado no jardineiro... E como
teria se efetuado a viagem e a sobrevivência sendo que
no espaço sideral não tem comida para nutrir um corpo
humano, não tem ar para respirar e a temperatura confina
com o zero absoluto, ou seja, duzentos e setenta e três
graus negativos? Por acaso Deus teria mantido o Filho
congelado quase dois mil anos no espaço até a
reutilização?” (“Inri Cristo – o furacão sobre o
Vaticano S. A.”, p. 233, Pedro Lusz - Schade Editora,
1991).
Tamanhas aberrações só podem ser produto do homem
natural, que não compreende as coisas do Espírito de
Deus (1Co 2.14). Admitir crer na Bíblia, fazer citações
bíblicas e depois chegar à absurda conclusão de que uma
tempestade propiciou aos discípulos esconder o corpo de
Jesus numa sepultura anônima é interpretar, não à base
das Escrituras, mas, sim, do raciocínio humano. Qualquer
leitor da Bíblia sabe que o corpo de Jesus foi entregue
a José de Arimatéia, que o enterrou em um sepulcro de
sua propriedade. “Eis que um homem por nome José,
senador, homem de bem e justo... Este, chegando a
Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E, havendo-o tirado,
envolveu-o num lençol, e pô-lo num sepulcro escavado
numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto” (Lc
23.50,52,53).
As mulheres que foram ao sepulcro derramar especiarias
sobre o corpo de Jesus ouviram os anjos dizer: “Por que
buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas
ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda
na Galiléia, dizendo: Convém que o Filho do homem seja
entregue nas mãos de homens pecadores, e seja
crucificado, e ao terceiro dia ressuscite” (Lc 24.5-7).
Mais tarde, Jesus se encontra com os discípulos e eles
pensam que Jesus era um espírito ou fantasma, sendo
tranqüilizados pelo Filho de Deus, que disse: “Vede as
minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me
e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como
vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as
mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da
alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui
alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe
parte de um peixe assado, e um favo de mel; o que ele
tomou, e comeu diante deles”(Lc 24.39-43).
É tão importante para os cristãos crer na ressurreição
corporal de Jesus que Paulo chega a afirmar que a fé sem
a aceitação da ressurreição corporal de Cristo é nula,
sem valor, vã. “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã
a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Co
15.14). Se Inri Cristo fosse realmente o Jesus dos
evangelhos, que viveu dois mil anos atrás, traria ele
uma marca inconfundível em seu corpo. As mesmas marcas
que Tomé reclamou para crer na ressurreição corporal de
Jesus – as marcas em suas mãos e pés (Jo 20.25-28).
Estas, porém, Inri Cristo não tem.
Inri Cristo perdoa pecados
Como se costuma dizer, quem faz um cesto faz um cento.
Embora seja um pecador que teve vida moralmente suja,
conforme sua própria confissão, Inri Cristo, porém, tem
a petulância de afirmar que perdoa pecados.
“E só Inri Cristo, o filho de Deus, tem poder de perdoar
pecados, porém Inri mesmo advertiu no tempo que se
chamava Jesus: ‘Orai e vigiai que ninguém vos engane
porque muitos virão em meu nome, farão prodígios e
enganarão a muitos, até os eleitos se possível fosse”’
(“Inri Cristo – o furacão sobre o Vaticano S.A.”, p. 64,
Pedro Lusz - Schade Editora, 1991).
Jesus advertiu aos seus ouvintes sobre falsos profetas
exatamente como Inri Cristo, pecador confesso, que
enganariam pessoas incautas, afirmando, de forma
blasfema, que perdoam pecados. Perdão de pecados é
atribuição exclusiva de Deus: “Eu, eu mesmo, sou o que
apaga as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus
pecados não me lembro” (Is 43.25) E Jesus, verdadeiro
Deus e verdadeiro homem (Jo 1.1,14), perdoou pecados,
dizendo ao paralítico: “Filho, perdoados estão os teus
pecados”.
Contestado pelos presentes como declarando blasfêmia,
Jesus imediatamente curou o paralítico, dizendo: “Qual é
mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão os teus pecados
perdoados; ou dizer-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e
anda. Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na
terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico).
A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para
tua casa” (Mc 2.5-11). Porventura alguém já ouviu falar
que Inri Cristo fez um paralítico andar? Logo, falta-lhe
autoridade para sua declaração blasfema de que tem poder
de perdoar pecados.
Organizações religiosas
A organização que patrocina a divulgação do novo cristo
denomina-se MEPIC – “Movimento eclético pró Inri Cristo
e consolidação do reino de Deus sobre a Terra”. Outra
organização é a SOUST – “Suprema ordem universal da
Santíssima Trindade”.
Invasões aos templos católicos
A já citada edição da revista Isto É faz menção das
bravatas de Inri Cristo querendo imitar a atitude severa
de Jesus quando este entrou no templo de Jerusalém e
derrubou as mesas dos cambistas (Jo 2.13-17).
“Na década de 70, peregrinou por várias cidades
brasileiras. Declara: ‘Estive também em Paris e Roma,
levando ‘a Palavra de Deus’. Ao todo, diz ter visitado
27 países. Em outubro de 1981, invadiu a catedral de
Caxias do Sul (RS), durante a missa das dez. No altar,
dedo em riste, bradou: ‘Saiam daqui, ladrões mentirosos,
adoradores de ídolos, vendilhões de falsos sacramentos.
Eu sou o cristo’. Subiu no altar e pegou o crucifixo.
‘Tentei arrancar o bonequinho da cruz e destruí-lo.
Seria um gesto libertário, mas não consegui concluí-lo
porque a estátua era de ferro’ – diz.
“Em Belém, no Pará, no dia 28 de fevereiro de 1982, Inri
invadiu uma igreja para ‘consumar o ato libertário’ de
declarar proscrita a Igreja Católica e fundar a Suprema
Ordem Universal da Santíssima Trindade. Arrancou a
estátua de Cristo da cruz e a quebrou. O ‘ato
libertário’ terminou em um tremendo quebra-pau. O relato
é do próprio Inri: ‘No momento do confronto, o Senhor
disse: É a hora da violência, pega a vela, bate na
cabeça dele, senão ele também vai subir no altar, e no
altar, meu filho, só tu podes subir! Bati com a vela na
cabeça do sacerdote, que tentou me derrubar ao puxar meu
pé. A cadeira postada sobre o altar foi arremessada para
me derrubar’”.
O papa e a CNBB
Inri ataca os inimigos sem piedade. Rotula o papa João
Paulo II de a ‘besta de Roma’ e a CNBB de “Confederação
Nacional dos Bestas do Brasil”. Batizou o demônio de
Kajowo, composto com as iniciais de Karol Joseph Wojtyla,
nome de batismo do papa.
Chico Xavier
Ataca com a mesma fúria o médium Chico Xavier. E fala do
médium: “Ele diz incorporar Emanuel, o meu nome
profano”. E mais: “Não sei até quando esse lobo de
peruca, com pele de cordeiro, continuará a enganar muita
gente”.
Apóstolos atuais de Inri
Inri tem apóstolos, homens e mulheres, que vivem com ele
no alojamento da Igreja. E quanto a Inri, declaram: “Nós
não cremos, nós sabemos que ele é a reencarnação do
filho de Deus”
Os 144 mil
Embora apóie o presidente Fernando Henrique Cardoso,
discorda da venda da Vale do Rio Doce. Diz: “Sou contra
a venda da terra dessa empresa e de qualquer terra de
Deus. Eles podem entregá-la para os exploradores. Eu a
recuperarei junto com todas as terras do Senhor, após a
hecatombe nuclear que irá purificar o mundo. Sobrarão
apenas 144 mil escolhidos de Deus para a formação de seu
Reino” (edição da revista Isto É em referência neste
texto, pp. 92,95).
Que as testemunhas de Jeová não saibam disso, pois já
colocaram no céu 135.245 da classe dos ungidos, restando
apenas 8.755 na terra (A Sentinela, 1/01/00, p. 20),
enquanto Inri Cristo espera sobrar 144 mil da hecatombe
nuclear para começar o seu reino na terra.
“Em nenhum outro há salvação”
Nem tudo o que o amanuense Pedro Lusz escreveu estava
errado. Até que há uma opinião muito oportuna que convém
citar aqui, no término deste artigo. Disse ele: “O
direito de um ser humano de conhecer a verdade é
sagrado. O direito de alguém escolher, questionar buscar
por si mesmo os caminhos do bem também é sagrado. Foi o
próprio Cristo que disse ser ele o Libertador. Disse
também que, ao conhecer a verdade, um homem seria livre.
Então gostem ou não os seguidores de Inri Cristo do que
afirmamos à luz da Bíblia, não importa, a meta é
dar-lhes o meio com os quais poderão se aproximar do
Cristo verdadeiro mencionado nos evangelhos e alcançar a
verdade que está em Jesus Cristo, obtendo a vida eterna
do verdadeiro Jesus”.
“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do
céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo
qual devamos ser salvos” (At 4.12).
Inri Cristo é um falso cristo!
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