|
Instituto Cristão de Pesquisas
Breve novas enquetes.
Aguarde!
Clique aqui
para conferir as enquetes anteriores.
|
|
|
Receba nossas notícias e ofertas por e-mail
|
|
|
Matéria
|
Merecem
confiança os livros apócrifos?
Por Paulo Cristiano
A Constituição Dogmática sobre Revelação Divina, o
Concílio Vaticano II, declarou que “Ela (a igreja)
sempre considerou as Escrituras junto com a tradição
sagrada como a regra suprema de fé, e sempre as
considerará assim”.
Nós, cristãos evangélicos, rejeitamos a tradição como
regra de fé. Quando a Igreja Católica Romana se refere
ao cânon do Velho Testamento inclui uma série de livros
chamados “Apócrifos”, os quais não aparecem nas versões
evangélica e hebraica da Bíblia. O resultado disto foi
que, na opinião popular dos católicos, existem duas
Bíblias: uma católica e outra protestante. Mas
semelhante asseveração não é certa. Só existe uma
Bíblia, uma Palavra (escrita) de Deus.
Apócrifos, o que significa?
No grego clássico, a palavra apocrypha significava
“oculto” ou “difícil de entender”. Posteriormente, tomou
o sentido de “esotérico” ou algo que só os iniciados
podem entender; não os de fora. Na época de Irineu e de
Jerônimo (séculos III e IV), o termo apocrypha veio a
ser aplicado aos livros não-canônicos do Antigo
Testamento, mesmo aos que foram classificados
previamente como “pseudepígrafos”.
Como os apócrifos foram aprovados
A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 8 de Abril de
1546 para combater a Reforma protestante. Nessa época,
os protestantes se opunham violentamente às doutrinas
romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação
pelas obras etc. A primeira edição da Bíblia
católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com
autorização do papa Clemente VIII.
Os reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os
apócrifos, colocando-os entre o Antigo e o Novo
Testamentos, não como livros inspirados, mas bons para a
leitura e de valor literário histórico. Isto continuou
até 1629. A famosa versão inglesa King James (Versão do
Rei Tiago) de 1611 ainda os trouxe. Mas, após 1629, as
igrejas reformadas excluíram totalmente os apócrifos das
suas edições da Bíblia, e “induziram a Sociedade Bíblica
Britânica e Estrangeira, sob pressão do puritanismo
escocês, a declarar que não editaria Bíblias que
tivessem os apócrifos, e de não colaborar com outras
sociedades que incluíssem esses livros em suas edições”.
Melhor assim. Tinham em vista evitar confusão entre o
povo simples, que nem sempre sabe discernir entre um
livro canônico e um apócrifo.
Há várias razões porque rejeitamos os apócrifos. Eis
algumas delas:
Não temos nenhum registro de alguma controvérsia entre
Jesus e os judeus sobre a extensão do cânon. Jesus e os
autores do Novo Testamento citam, mais de 295 vezes,
várias partes das Escrituras do Antigo Testamento como
palavras autorizadas por Deus, mas nem uma vez sequer
mencionam alguma declaração extraída dos livros
apócrifos ou qualquer outro escrito como se tivesse
autoridade divina.
Historicidade
A conquista da Palestina por Alexandre, o Grande,
ocasionou uma nova dispersão dos judeus por todo o
império greco-macedônico. Morrendo Alexandre, seu
domínio dividiu-se em quatro ramos, ficando o Egito sob
a dinastia dos Ptolomeus. O segundo deles, Ptolomeu
Filadelfo, preocupou-se em enriquecer a famosa
biblioteca que seu pai havia fundado. Muitos livros
foram traduzidos para o grego. Segundo um relato de
Josefo, o sumo sacerdote de Jerusalém, Eleazar, enviou,
a pedido de Ptolomeu Filadelfo, uma embaixada de 72
tradutores a Alexandria, com um valioso manuscrito do
Velho Testamento, do qual traduziram o Pentateuco. A
tradução continuou depois, não se completando senão no
ano 150 antes de Cristo.
Essa tradução, que se conhece com o nome de Septuaginta
ou Versão dos Setenta, foi aceita pelo Sinédrio judaico
de Alexandria; mas, não havendo tanto zelo ali como na
Palestina e devido às tendências helenistas
contemporâneas, os tradutores alexandrinos fizeram
adições e alterações e, finalmente, sete dos livros
apócrifos foram acrescentados ao texto grego como
apêndice do Velho Testamento. Mas os judeus da Palestina
nunca os aceitaram no cânon de seus livros sagrados.
Depois de referir-se aos cinco livros de Moisés, aos
treze livros dos profetas e aos demais escritos (os
quais “incluem hinos a Deus e conselhos pelos quais os
homens podem pautar suas vidas”), ele continua
afirmando: “Desde Artaxerxes (sucessor de Xerxes) até
nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido
considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que
precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas
cessou. Mas a fé que depositamos em nossos próprios
escritos é percebida através de nossa conduta; pois,
apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais
ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles
coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que
seja”.
Testemunho dos pais da Igreja
ORÍGENES: No terceiro século a.D., Orígenes (que morreu
em 254) deixou um catálogo de vinte e dois livros do
Antigo Testamento, preservado na História Eclesiástica
de Eusébio, VI: 25. Inclui a mesma lista do cânone de
vinte e dois livros de Josefo (e do Texto Massorético),
inclusive Ester, mas nenhum dos apócrifos é declarado
canônico, e se diz explicitamente que os livros de
Macabeus estão “fora desses [livros canônicos]”.
TERTULIANO: Tertuliano (160-250 d.C.) era
aproximadamente contemporâneo de Orígenes. Declara que
os livros canônicos são vinte e quatro.
HILÁRIO: Hilário de Poitiers (305-366) os menciona como
sendo vinte e dois.
ATANÁSIO: De modo semelhante, em 367 d.C., o grande
líder da igreja, Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu
sua Carta Pascal e alistou todos os livros do nosso
atual cânon do Novo Testamento e do Antigo Testamento,
exceto Ester.
JERÔNIMO: Jerônimo (340-420. a.D.) fez a seguinte
citação: “Este prólogo, como vanguarda, com capacete das
Escrituras, pode ser aplicado a todos os livros que
traduzimos do hebraico para o latim, de tal maneira que
possamos saber que tudo quanto é separado destes deve
ser colocado entre os apócrifos. Portanto, a sabedoria
comumente chamada de Salomão, o livro de Jesus, filho de
Siraque, e Judite e Tobias e o Pastor (supõe-se que seja
o Pastor de Hermas), não fazem parte do cânon. Descobri
o Primeiro Livro de Macabeus em hebraico; o Segundo foi
escrito em grego, conforme testifica sua própria
linguagem”.
MELITO: A mais antiga lista cristã dos livros do Antigo
Testamento que existe hoje é a de Melito, bispo de
Sardes, que escreveu em cerca de 170 d.C.
“Quando cheguei ao Oriente e encontrei-me no lugar em
que essas coisas foram proclamadas e feitas, e conheci
com precisão os livros do Antigo Testamento, avaliei os
fatos e os enviei a ti. São estes os seus nomes: cinco
livros de Moisés, Gênesis, Êxodo, Números, Levítico,
Deuteronômio, Josué, filho de Num, Juízes, Rute, quatro
livros dos Reinos, os dois livros de Crônicas, os Salmos
de Davi, os Provérbios de Salomão e sua Sabedoria,
Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos, Jó, os profetas
Isaías, Jeremias, os doze num único livro, Daniel,
Ezequiel, Esdras”.
É digno de nota que Melito não menciona aqui nenhum
livro dos apócrifos, mas inclui todos os nossos atuais
livros do Antigo Testamento, exceto Ester. Mas as
autoridades católicas passam por cima de todos esses
testemunhos para manter, em sua teimosia, os apócrifos!
As heresias dos apócrifos
TOBIAS - (200 a.C.) - É uma história novelística sobre a
bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres
preparados pelo anjo Rafael.
Apresenta:
• justificação pelas obras – 4.7-11; 12.8.
• mediação dos Santos – 12.12
• superstições – 6.5, 7-9,19
• um anjo engana Tobias e o ensina a mentir – 5.16 a 19
JUDITE - (150 a.C.) É a história de uma heroína viúva e
formosa que salva sua cidade enganando um general
inimigo e decapitando-o. Grande heresia é a própria
história onde os fins justificam os meios.
BARUQUE - (100 a.D.) - Apresenta-se como sendo escrito
por Baruque, o cronista do profeta Jeremias, numa
exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém.
Mas é de data muito posterior, quando da segunda
destruição de Jerusalém, no pós-Cristo.
Traz, entre outras coisas, a intercessão pelos mortos –
3.4.
ECLESIÁSTICO - (180 a.C.) - É muito semelhante ao livro
de Provérbios, não fosse as tantas heresias:
• justificação pelas obras – 3.33, 34.
• trato cruel aos escravos – 33.26 e 30; 42.1 e 5.
• incentiva o ódio aos samaritanos – 50.27 e 28
SABEDORIA DE SALOMÃO - (40 a.D.) - Livro escrito com
finalidade exclusiva de lutar contra a incredulidade e
idolatria do epicurismo (filosofia grega na era Cristã).
Apresenta:
• o corpo como prisão da alma – 9.15
• doutrina estranha sobre a origem e o destino da alma –
8.19 e 20
• salvação pela sabedoria – 9.19
1 MACABEUS - (100 a.C.) - Descreve a história de três
irmãos da família “Macabeus”, que no chamado período
interbíblico (400 a.C. 3 a.D) lutam contra inimigos dos
judeus visando a preservação do seu povo e terra.
2 MACABEUS - (100 a.C.) - Não é a continuação de 1
Macabeus, mas um relato paralelo, cheio de lendas e
prodígios de Judas Macabeu.
Apresenta:
• a oração pelos mortos – 12.44 - 46
• culto e missa pelos mortos – 12.43
• o próprio autor não se julga inspirado –15.38-40;
2.25-27.
• intercessão pelos santos – 7.28 e 15.14
Adições a Daniel:
Capítulo 13 - A história de Suzana - segundo esta lenda
Daniel salva Suzana num julgamento fictício baseado em
falsos testemunhos.
Capítulo 14 - Bel e o Dragão - Contém histórias sobre a
necessidade da idolatria.
Capítulo 3.24-90 - o cântico dos três jovens na
fornalha.
Lendas, erros e outras heresias:
1. Histórias fictícias, lendárias e absurdas
- Tobias 6.1-4 - “Partiu, pois, Tobias, e o cão o
seguiu, e parou na primeira pousada junto ao rio Tigre.
E saiu a lavar os pés, e eis que saiu da água um peixe
monstruoso para o devorar. À sua vista, Tobias,
espavorido, clamou em alta voz, dizendo: Senhor, ele
lançou-se a mim. E o anjo disse-lhe: Pega-lhe pelas
guelras, e puxa-o para ti. Tendo assim feito, puxou-o
para terra, e o começou a palpitar a seus pés”.
2. Erros históricos e geográficos
Esses livros contêm erros históricos, geográficos e
cronológicos, além de doutrinas obviamente heréticas;
eles até aconselham atos imorais (Judite 9.10,13). Os
erros dos apócrifos são freqüentemente apontados em
obras de autoridade reconhecida. Por exemplo: o erudito
bíblico DL René Paehe comenta: “Exceto no caso de
determinada informação histórica interessante
(especialmente em 1 Macabeus) e alguns belos pensamentos
morais (por exemplo, Sabedoria de Salomão). Tobias
contém certos erros históricos e geográficos, tais como
a suposição de que Senaqueribe era filho de Salmaneser
(1.15) em vez de Sargão II, e que Nínive foi tomada por
Nabucodonosor e por Assuero (14.15) em vez de
Nabopolassar e por Ciáxares... Judite não pode ser
histórico porque contém erros evidentes... [Em 2
Macabeus]. Há também numerosas desordens e discrepâncias
em assuntos cronológicos, históricos e numéricos, os
quais refletem ignorância ou confusão.”
3. Ensinam artes mágicas ou de feitiçaria como método de
exorcismo
Tobias 6.5-9 - “Então disse o anjo: Tira as entranhas a
esse peixe, e guarda, porque estas coisas te serão
úteis. Feito isto, assou Tobias parte de sua carne, e
levaram-na consigo para o caminho; salgaram o resto,
para que lhes bastassem até que chegassem a Ragés,
cidade dos Medos. Então Tobias perguntou ao anjo e
disse-lhe: Irmão Azarias, suplico-lhe que me digas de
que remédio servirá estas partes do peixe, que tu me
mandaste guardar: E o anjo, respondendo, disse-lhe: Se
tu puseres um pedacinho do seu coração sobre brasas
acesas, o seu fumo afugenta toda a casta de demônios,
tanto do homem como da mulher, de sorte que não tornam
mais a chegar a eles. E o fel é bom para untar os olhos
que têm algumas névoas, e sararão”.
Este ensino de que o coração de um peixe tem poder para
expulsar toda espécie de demônios contradiz tudo o que a
Bíblia diz sobre superstição.
4. Ensinam que esmolas e boas obras limpam os pecados e
salvam a alma
a) Tobias 12.8, 9 - “É boa a oração acompanhada do
jejum, dar esmola vale mais do que juntar tesouros de
ouro; porque a esmola livra da morte (eterna), e é a que
apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a
vida eterna”.
b) Eclesiástico 3.33 - “A água apaga o fogo ardente, e a
esmola resiste aos pecados”.
A salvação por obras destrói todo o valor da obra
vicária de Cristo em favor do pecador.
5. Ensinam o perdão dos pecados através das orações
Eclesiástico 3.4 - “O que ama a Deus implorará o perdão
dos seus pecados, e se absterá de tornar a cair neles, e
será ouvido na sua oração de todos os dias”.
O perdão dos pecados não está baseado na oração que se
faz pedindo o perdão, não é fé na oração, e sim fé
naquele que perdoa o pecado.
6. Ensinam a oração pelos mortos
2 Macabeus 12.43-46 - “e tendo feito uma coleta, mandou
12 mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem
oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos,
sentindo bem e religiosamente a ressurreição (porque, se
ele não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam
um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e
vã orar pelos defuntos); e porque ele considerava que
aos que tinham falecido na piedade estava reservada uma
grandíssima misericórdia. É, pois, um santo e salutar
pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos
seus pecados”.
É nesse texto de um livro não canônico que a Igreja
Católica Romana baseia sua doutrina do purgatório.
7. Ensinam a existência de um lugar chamado purgatório
Sabedoria 3.1-4 - “As almas dos justos estão na mão de
Deus, e não os tocará o tormento da morte. Pareceu aos
olhos dos insensatos que morriam; e a sua saída deste
mundo foi considerada como uma aflição, e a sua
separação de nós como um extermínio; mas eles estão em
paz (no céu). E, se eles sofreram tormentos diante dos
homens, a sua esperança está cheia de imortalidade”.
A Igreja Católica baseia a doutrina do purgatório na
última parte desse texto. Afirmam os católicos que o
tormento em que o justo está é o purgatório que o
purifica para entrar na imortalidade. Isto é uma
deturpação do próprio texto do livro apócrifo.
8. Tobias 5.15-19
“E o anjo disse-lhe: Eu o conduzirei e to reconduzirei.
Tobias respondeu: Peço-te que me digas de que família e
de que tribo és tu? O anjo Rafael disse-lhe: Procuras
saber a família do mercenário, ou o mesmo mercenário que
vá com teu filho? Mas para que te não ponhas em
cuidados, eu sou Azarias, filho do grande Ananias. E
Tobias respondeu-lhe: Tu és de uma ilustre família. Mas
peço-te que te não ofendas por eu desejar conhecer a tua
geração”.
Um anjo de Deus não poderia mentir sobre a sua
identidade sem violar a própria lei santa de Deus. Todos
os anjos de Deus foram verdadeiros quando lhes
perguntado a sua identidade. Veja Lucac 1.19.
Decisão polêmica e eivada de preconceito
Resumindo todos esses argumentos, essa postura afirma
que o amplo emprego dos livros apócrifos por parte dos
cristãos desde os tempos mais primitivos é evidência de
sua aceitação pelo povo de Deus. Essa longa tradição
culminou no reconhecimento oficial desses livros, no
Concílio de Trento, como se tivessem sido inspirados por
Deus. Mesmo não-católicos, até o presente momento,
conferem aos livros apócrifos uma categoria de
paracanônicos, o que se deduz do lugar que lhes dão em
suas Bíblias e em suas igrejas.
O cânon do Antigo Testamento até a época de Neemias
compreendia 22 (ou 24) livros em hebraico, que, nas
Bíblias dos cristãos, seriam 39, como já se verificara
por volta do século IV a.C. Foram os livros chamados
apócrifos, escritos depois dessa época, que obtiveram
grande circulação entre os cristãos, por causa da
influência da tradução grega de Alexandria. Visto que
alguns dos primeiros pais da igreja, de modo especial no
Ocidente, mencionaram esses livros em seus escritos, a
igreja (em grande parte por influência de Agostinho)
deu-lhes uso mais amplo e eclesiástico. No entanto, até
a época da Reforma esses livros não eram considerados
canônicos. A canonização que receberam no Concílio de
Trento não recebeu o apoio da história. A decisão desse
Concílio foi polêmica e eivada de preconceito.
Que os livros apócrifos, seja qual for o valor
devocional ou eclesiástico que tiverem, não são
canônicos, o que se comprova pelos seguintes fatos:
1. A comunidade judaica jamais os aceitou como
canônicos.
2. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do
Novo Testamento.
3. A maior parte dos primeiros grandes pais da igreja
rejeitou sua canonicidade.
4. Nenhum concílio da igreja os considerou canônicos
senão no final do século IV.
5. Jerônimo, o grande especialista bíblico e tradutor da
Vulgata, rejeitou fortemente os livros apócrifos.
6. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo
da Reforma, rejeitaram os livros apócrifos.
7. Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou
protestante, até a presente data, reconheceu os
apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido
integral dessas palavras.
Em virtude desses fatos importantíssimos, torna-se
absolutamente necessário que os cristãos de hoje jamais
usem os livros apócrifos como se fossem Palavra de Deus,
nem os citem em apoio autorizado a qualquer doutrina
cristã. Com efeito, quando examinados segundo os
critérios elevados de canonicidade estabelecidos,
verificamos que aos livros apócrifos faltam:
1. Os apócrifos não reivindicam ser proféticos.
2. Não detêm a autoridade de Deus. O prólogo do livro
apócrifo Eclesiástico (180 a.C.) diz: “Muitos e
excelentes ensinamentos nos foram transmitidos pela Lei,
pelos profetas, e por outros escritores que vieram
depois deles, o que torna Israel digno de louvor por sua
doutrina e sua sabedoria, visto não somente os autores
destes discursos tiveram de ser instruídos, também os
próprios estrangeiros se podem tomar (por meio deles)
muito hábeis, tanto para falar como para escrever. Por
isso, Jesus, meu avô, depois de se ter aplicado com
grande cuidado à leitura da Lei, dos profetas e dos
outros livros que nossos pais nos legaram, quis também
escrever alguma coisa acerca da doutrina e sabedoria...
Eu vos exorto, pois, a ver com benevolência, e a
empreender esta leitura com uma atenção particular e a
perdoar-nos, se algumas vezes parecer que, ao reproduzir
este retrato da soberania, somos incapazes de dar o
sentido (claro) das expressões”. Este prólogo é um
auto-reconhecimento da falibilidade humana. (grifo
acrescentado)
Diante de tudo isso, perguntamos: “Merecem confiança os
livros Apócrifos?” A resposta obvia é: NÃO!
Natureza e número dos apócrifos do Antigo Testamento
Há quinze livros chamados apócrifos (quatorze, se a
Epístola de Jeremias se unir a Baruque, como ocorre nas
versões católicas de Douai). Com exceção de 2 Esdras,
esses livros preenchem a lacuna existente entre
Malaquias e Mateus e compreendem especificamente dois ou
três séculos antes de Cristo.
Significado das palavras cânon e canônico
CÂNON - (de origem semítica, na língua hebraica “qãneh”
em Ez 40.3; e no grego: “kanón”, em Gl 6.16") tem sido
traduzido em nossas versões em português como “regra”,
“norma”. Literalmente, significa vara ou instrumento de
medir.
CANÔNICO - Que está de acordo com o cânon. Em relação
aos 66 livros da Bíblia hebraica e evangélica.
Significado da palavra Pseudoepígrafado
Literalmente significa “escritos falsos” - Os apócrifos
não são necessariamente escritos falsos, mas, sim,
não-canônicos, embora também contenham ensinos errados
ou hereges.
Diferença entre as Bíblias hebraicas, protestantes e
católicas
1. Bíblia hebraica [a Bíblia dos judeus]
a) Contém somente os 39 livros do VT
b) Rejeita os 27 do NT como inspirado, assim como
rejeitou Cristo.
c) Não aceita os livros apócrifos incluídos na Vulgata
(versão Católica Romana).
2. Bíblia protestante
a) Aceita os 39 livros do VT e também os 27 do N.T.
b) Rejeita os livros apócrifos incluídos na Vulgata,
como não canônicos.
3. Bíblia católica
a) Contém os 39 livros do VT e os 27 do N.T.
b) Inclui, na versão Vulgata, os livros apócrifos ou não
canônicos que são: Tobias, Judite, Sabedoria,
Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis
capítulos e dez versículos acrescentados no livro de
Ester e dois capítulos de Daniel.
A seguir, a lista dos que se encontravam na Septuaginta:
1. 3 Esdras
2. 4 Esdras
3. Oração de Azarias
4. Tobias
5. Adições a Ester
6. A Sabedoria de Salomão
7. Eclesiástico (Também chamado de Sabedoria de Jesus,
filho de Siraque).
8. Baruque
9. A Carta de Jeremias
10. Os acréscimos de Daniel
11. A Oração de Manassés
12. 1 Macabeus
13. 2 Macabeus
14. Judite
Bibliografia:
1. Merece Confiança o Antigo Testamento?, Gleason L.
Archer. Jr. Ed. Vida Nova.
2. Introdução Bíblica, Norman Geisler e William Nix. Ed.
Vida.
3. Panorama do Velho Testamento, Ângelo Gagliardi Jr.
Ed. Vinde.
4. O Novo Comentário da Bíblia vol I, vários autores.
Ed. Vida Nova.
5. Evidência Que Exige um Veredicto vol I, Josh McDowell.
Ed. Candeia.
6. Os Fatos sobre “O Catolicismo Romano”, John Ankerberg
e John Weldon. Ed. Chamada da Meia-Noite.
7. O Catolicismo Romano, Adolfo Robleto. Ed. Juerp.
8. Estudos particulares de, Pr. José Laérton - IBR
Emanuel - (085) 292-6204.(internet)
9. Estudos particulares de, Paulo R. B. Anglada.(internet)
10. Teologia Sistemática, Green. Ed. Vida Nova.
11. Anotações particulares do autor.
|
|
|
|
Instituto Cristão de Pesquisas

Bíblia Apologética de Estudo
3 x R$ 33,00
|
|
 |

Curso de Teologia à Distância BÁSICO
6 x R$ 97,00
|

|

Curso de Teologia à Distância MÉDIO
6 x R$ 194,00
|

|

Curso de Teologia à Distância BACHAREL
6 x R$ 388,00
|

|

Curso de Teologia à Distância MÉDIO COMPLEMENTAR
6 x R$ 97,00
|

|

Curso de Teologia à Distância BACHAREL COMPLEMENTAR
6 x R$ 194,00
|

|

Curso de Apologética à Distância FASE I
6 x R$ 97,00
|

|

Curso de Apologética à Distância FASE II
6 x R$ 97,00
|

|

Série Apologética I
6 x R$ 48,50
|

|

Série Apologética II
6 x R$ 48,50
|
|
|