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Matéria
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Iemanjá
Rainha de todas as águas e mãe de todos os orixás?
Por Danilo Raphael
A nova novela das oito da Rede Globo, Porto dos
Milagres, que estreou no dia cinco de fevereiro, conta
com um cenário paradisíaco, localizado no belo Estado da
Bahia, mais precisamente na Ilha de Comandatuba. É uma
história envolvente, cheia de aventuras, emoções e
totalmente voltada para o culto a Iemanjá. A trama
escrita por Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares é baseada
nos livros Mar Morto e A descoberta da América pelos
turcos, assinados por Jorge Amado, renomado autor
baiano, que na maioria de suas obras cita a personagem
Iemanjá. No Mar Morto, Iemanjá é personagem de grande
importância, com um capítulo inteiro dedicado a ela. A
direção da novela é de Marcos Paulo.
Mais uma vez, a mais potente emissora de televisão do
país apresenta uma novela eivada de ensinamentos
religiosos. O ator Marcos Palmeira, cujo personagem se
chama Guma, interpreta um pescador salvo de um naufrágio
na infância. Ele acredita que sobreviveu graças à
proteção de Iemanjá. Por isso o orixá terá forte
influência em sua vida.
Famosa em todo o Brasil pelos cerimoniais dedicados a
ela nas praias durante a passagem de ano, multidões de
pessoas, todos os anos, recorrem a Iemanjá em busca de
ajuda. No dia 02 de fevereiro deste ano, em Salvador,
houve uma festa consagrada a Iemanjá. O evento reuniu
300 mil pessoas que se espalharam por mais de 2 mil
terreiros da capital baiana. Iemanjá é a divindade
afro-brasileira da água salgada. Orixá marítimo,
identificada com a sereia européia, a iara tupi e Nossa
Senhora da Conceição. Festejada, na Bahia, em 2 de
fevereiro e, no Rio de Janeiro, em 31 de dezembro
(Definição da Enciclopédia Britânica)1. A etimologia da
palavra Iemanjá pode ser explicada da seguinte forma:
yeye, “mãe”; e eja, “peixe”.
Histórias e lendas
O escritor Abguar Bastos registrou: Os cultos
afro-brasileiros, disseminados no Brasil, tomam nomes
diferentes, pouco se distinguem entre si pelos ritos
admitidos, pelas divindades ou categorias protetoras ou
pelas finalidades a que se destinam. De maneira geral se
confundem. Por isso, o que é macumba no Rio é candomblé
na Bahia; o que é Xangô em Pernambuco e Alagoas é
canjerê em Minas, Pará, Rio Grande do Sul, e babaçuê
(Santa Bárbara) no Norte... Encanteria, cabula, tambor
de mina (Maranhão), cambinda e linha de mesa, sem falar
em catimbó, misto, no Nordeste, de “pretos-velhos” e
“caboclos”... se destacam da macumba dois ramos de
origens comuns, porém de objetivos diferenciados: a
umbanda e a quimbanda. Para a primeira, a segunda é
reunião para malefício, trabalhando feitiços que trazem
danos às pessoas visadas.2
Ao tentarmos identificar a origem de um orixá,
encontramos a mesma dificuldade, devido à variedade de
informações divergentes e contraditórias que se conta de
um terreiro para outro ou de um pai-de-santo para outro,
e ainda de uma região para outra. Por esse motivo, neste
artigo, nos deteremos apenas nas duas histórias mais
aceitas sobre Iemanjá entre os cultos afro-brasileiros.
Uma das lendas conta que Iemanjá (as águas) se casou com
Aganju (terra firme). Dessa união nasceu Orugan (o ar e
as alturas). Mas, certo dia, na ausência do pai, Orugan
possui a mãe Iemanjá. Após o ato incestuoso, Iemanjá cai
morta e de seu ventre nascem os demais orixás. É por
isso que ela é considerada a mãe de todos os orixás.
Outra lenda diz que Iemanjá se sentia sozinha e
abandonada pelos filhos, que dela se afastaram. Então,
ela decide correr mundo e, chegando em Okerê, foi
admirada e adorada por sua meiguice, beleza e
inteligência. O rei se apaixonou por ela e desejou que
ela se tornasse sua mulher. Como tal coisa não constava
em seus planos, Iemanjá fugiu, mas foi perseguida pelos
exércitos de Alafin, sendo encurralada, durante a fuga,
por Okê (as montanhas). Iemanjá caiu e, na queda, cortou
seus enormes seios, de onde nasceram os rios,
tornando-se, assim, rainha de todas as águas.
Em uma entrevista dada ao programa Defesa da Fé, na
série nº 6, o professor angolano, pastor André Nguina
Quiala (Pós-graduado em Aconselhamento Cristão, mestre
em Comunicação Social e diretor da Missão VEM), disse:
Lendas não esclarecidas se tornam crenças e divindades.
Infelizmente, é justamente isso que acontece com as
lendas a respeito de Iemanjá, que acabaram
transformando-a numa entidade religiosa.
Herança da África
A origem dos cultos afro-brasileiros deve-se à chegada
dos africanos em nossas terras. Esses nativos da África,
por natureza, são extremamente religiosos e, sem dúvida,
muitos deles só conseguiram resistir ao massacre
colonizador por causa de suas crenças religiosas. Quando
da colonização do Brasil, em 1500, a mão-de-obra era
escassa, pois a terra era povoada pelos índios, que
impuseram resistência ao trabalho forçado. Assim, os
colonizadores portugueses optaram por trazer escravos da
África. Inicia-se, então, um período vergonhoso na
história do Brasil. O sofrimento dos escravos africanos
é descrito pelo grande poeta Castro Alves em suas
poesias: Navio Negreiro e Vozes D’ África. Em seu livro
Latin America: Na Interpretative History, o escritor
Burns apresenta vários dados sobre o repugnante tráfico
de seres humanos da África para o Brasil: Acredita-se
que os primeiros escravos africanos chegaram ao novo
mundo já em 1502. Provavelmente, os primeiros
carregamentos de escravos chegaram em Cuba em 1512 e no
Brasil em 1538, e isso continuou até que o Brasil aboliu
o tráfico de escravos, em 1850, e a Espanha finalmente
encerrou o tráfico de escravos para Cuba em 1866. A
maioria dos três milhões de escravos vendidos à América
Espanhola e os cinco milhões vendidos ao Brasil, num
período de aproximadamente três séculos, veio da costa
ocidental da África.3
O livro Os Negros da Bíblia e os do Brasil, do professor
Paulo de Sousa Oliveira (Mestre em Ciências Sociais pela
Puc/SP e Doutor em História Social pela USP) declara: Os
negros desembarcados nos portos brasileiros acabaram em
grande parte se miscigenando com os brancos e os índios.
Mas, até ficarmos com a imagem atual, um processo
doloroso ocorreu. De um total de 8.330.000 negros
escravizados, nos primeiros seis meses morreram
3.300.000. Depois de cinco anos na nova terra, só dois
milhões sobreviveram.4
Com os escravos, vieram também seus rituais religiosos e
suas crenças, tais como: invocação dos espíritos da
natureza e dos mortos, influências dos sonhos, contos e
lendas, inclusive sobre Iemanjá, sendo que as lendas a
respeito dela sofreram algumas modificações quando
aplicadas no Brasil.
Não foi, no entanto, apenas a religiosidade sincretista
que o Brasil herdou da bela África. Os africanos, embora
escravizados, trouxeram sua contagiante alegria de viver
e uma vasta riqueza cultural expressa nas cores, na
música, na culinária, nas artes, na linguagem e nos usos
e costumes; sem contar o papel importantíssimo que
tiveram no mundo secular e cristão. Como exemplo,
citamos dois grandes pastores, descendentes de
africanos, que revolucionaram o mundo cristão ocidental:
o pioneiro pastor pentecostal, reverendo J. Seymour, da
Missão da Rua Azuza em Los Angeles, e o pastor batista,
reverendo Martin Luther King Jr., que liderou o
triunfante movimento de Direitos Humanos nos Estados
Unidos.
Culto a Iemanjá
Para se ter uma idéia da dimensão do culto a Iemanjá no
Brasil, basta constatar a popularidade desse nome entre
os brasileiros. Não se tratam apenas de estatuetas da
sereia do mar, expostas em lojas de artigos de umbanda e
candomblé, mas de um mito, que já tem lugar cativo na
arte oficial do país, de modo especial na Bahia, através
de livros, músicas e danças.
Na forma de uma linda mulher, esse orixá, que por vezes
aparece com os seios descobertos simbolizando a
maternidade espiritual, é uma das mais lendárias
entidades do culto afro-brasileiro.
Uma vez iniciados, seus adeptos ficam ligados, por
obrigação, a esse orixá. O sábado é o dia consagrado a
Iemanjá, especialmente à noite, período em que, segundo
os adeptos, as ondas do mar são em forma de peixe. As
oferendas para Iemanjá são realizadas à beira-mar ou em
alto mar, utilizando-se, neste caso, embarcações. Como
se trata de uma deusa vaidosa, fato comum entre os
orixás da Umbanda e do Candomblé, ela pede ofertas que
constem de produtos de beleza, bijuterias e perfumes5. A
presença do culto no Brasil mostra que Iemanjá é a
configuração de um mito que, para muitas pessoas, está
vivo em seus corações, cultuada também na África, mas em
grande intensidade pelas populações negras da América do
Sul e do Norte6. O fato é que o culto não se restringe à
população negra. Grande parte da população branca é
arrastada ao seu culto, mostrando a fascinação que esse
mito exerce sobre a raça humana.
O babalorixá (pai-de-santo) Jamil Rachid, líder muito
respeitado dentro da umbanda, explica por que as pessoas
vão à praia homenagear Iemanjá: Dezembro é o mês da
espiritualidade, quando todos os guias-chefes dos
terreiros de macumba pedem para que todo o corpo
mediúnico esteja presente à Terra Sagrada, que é o mar.
Mas, por que os guias pedem isso? Justamente porque
dezembro é o último mês do ano e os presidentes
espirituais aproveitam para levar presentes a Iemanjá...
a todas as falanges e legiões de espíritos das águas. E,
nesse contato do médium com a natureza, ou seja, com o
mar sagrado [Kalunga], ele recebe os fluídos benéficos
para limpeza do corpo fluídico, alcançado, com isso,
maiores vibrações para sua mediunidade. E também para
prestar homenagem a esse grande orixá que comanda as
maiores falanges de caboclos, caboclas e crianças que se
manifestam na maioria dos terreiros de todo o território
nacional. Esse orixá, conhecido em todo o mundo, é a
nossa rainha Iemanjá, mãe de todos os orixás.7
A respeito das oferendas que a Iemanjá, Zora Seljan
declara: Os presentes são amontoados num imenso cesto:
sabão, perfumes, flores naturais ou artificiais, lenços
de renda, cortes de fazenda, figurinos, colares,
braceletes, dinheiro. Tudo é acompanhado de cartas,
súplicas dos fiéis, que pedem uma graça. Todas as coisas
são lançadas ao mar. Portanto, para que tais oferendas
sejam aceitadas por Iemanjá, devem ser mergulhadas nas
águas. Se boiarem é sinal de recusa e descontentamento.
Será preciso então fazer novos sacrifícios e novas
oferendas para que o ofertante alcance a proteção da
entidade.8
Mas será que toda esta fascinação, ritual religioso e
adoração direcionada a Iemanjá está de acordo com a
vontade de Deus, revelada em sua Palavra?
O culto a Iemanjá analisado à luz da Bíblia
Respeitamos as pessoas envolvidas com o culto a Iemanjá.
Todavia, gostaríamos de esclarecer alguns pontos que nos
levam a reconhecer que tais seguidores estão equivocados
quanto às suas crenças. Em 1 Coríntios 10.20-21, o
apóstolo Paulo declara o seguinte: Mas que digo? Que o
ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é
alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios
sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E
não quero que sejais participantes com os demônios. E no
início dessa exortação, Paulo declara: Portanto meus
amados, fugi da idolatria (1 Co 10.14). Tanto os adeptos
de Iemanjá quanto os seguidores de outras entidades são
amados por Deus e, portanto, necessitam de um
relacionamento direto e pessoal com Jesus Cristo: Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito, para que todo aquele que crê não pereça, mas
tenha a vida eterna (Jo 3.16). Ainda nos orienta a
Bíblia Sagrada: Mas Deus, não tendo em conta os tempos
da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em
todo o lugar, que se arrependam (At. 17.30).
Um dos papéis que Iemanjá ocupa entre seus seguidores é
o de mediadora de favores entre Deus e os homens. Por
isso rezam para que ela lhes dê paz e segurança, além de
outros favores. Paulo, escrevendo a Timóteo, declara:
Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os
homens, Jesus Cristo homem (1Tm 2.5). O mesmo apóstolo
declara que o único meio de obtermos paz com Deus é
através de seu Filho Jesus Cristo: Tendo sido, pois,
justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso
Senhor Jesus Cristo (Rm 5.1).
É interessante notar que, uma vez comprometidos com os
orixás, seus seguidores não podem mais desobedecê-los,
caso contrário, sofrem grandes represálias e punições,
como, por exemplo, doenças, perda de emprego e de um
ente querido, loucura, falência etc. Na verdade, os
adeptos acabam tornando-se servos dos orixás e obrigados
a praticar rituais e sacrifícios nada agradáveis.
Espinosa, certa vez, disse: Não há instrumento mais
poderoso para manter a dominação sobre os homens do que
mantê-los no medo, e para conservá-los no medo, nada
melhor do que conservá-los na ignorância.9 Com Iemanjá
não é diferente. Pois sendo ela a mãe de todos os
orixás, pode tornar esses castigos mais rigorosos.
Felizmente, com o Deus da Bíblia é diferente. Ninguém é
obrigado a seguir a Cristo. Não somos impostos a servir
o Filho de Deus. Até porque o Senhor não deseja que
ninguém o sirva por medo, mas por amor. E, ainda que
cometamos falhas em nosso relacionamento com Deus, Ele
está sempre pronto a nos perdoar: Deixe o ímpio o seu
caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se
converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para
o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar (Is 55.7).
Deus nos atrai com laços de amor, e não com ameaças:
Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor, e fui
para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas
queixadas, e lhes dei mantimento (Os 11.4).
Outro fato marcante do culto a Iemanjá contrário à
Palavra de Deus são as imagens dessa figura do mar, que
nada mais são do que idolatria pura por parte daqueles
que se prestam à adoração dos orixás. O Senhor Deus
declara: Não farás para ti imagem de escultura, nem
alguma semelhança do que há em cima dos céus, nem em
baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra (Êx
20.4). O profeta Isaías diz que louvores e glórias devem
ser dados somente a Deus: Eu sou o Senhor; este é o meu
nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o
meu louvor às imagens de escultura (Is 42.8). E ainda: E
tomaste as tuas jóias de enfeite, que eu te dei do meu
ouro e da minha prata, e fizeste imagens de homens, e te
prostituístes com elas (Ez 16.17) Não virareis para os
ídolos nem vos fareis deuses de fundição. Eu sou o
Senhor vosso Deus (Lv 19.4).
A raça humana sempre esteve envolvida com o culto a
alguma divindade feminina. E, quanto a isto, não
faltaram advertências, por parte do profeta Jeremias, ao
povo de Judá, que prestava devoção à suposta rainha dos
céus: Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o
fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos
à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses,
para me provarem à ira (Jr 7.18. Ver também Jr 44.19). A
diferença aqui é somente a posição da rainha: em vez de
céu, é o mar. O salmista coloca o ídolo como algo sem
vida e sem utilidade: Os ídolos deles são prata e ouro,
obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos
têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes
têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés
têm, mas não andam; nem som algum sai de sua garganta. A
eles se tornam semelhantes os que o fazem, assim como
todos os que neles confiam (Sl 115.4-8). Aqueles que
desejam seguir a Deus com sinceridade devem servir o
conselho do apóstolo João, que diz: Filhinhos,
guardai-vos dos ídolos. Amém (1Jo 5.21).
Outro fato marcante e contrário à Palavra de Deus do
culto a Iemanjá é o sacrifício de animais. Quando
interrogados a respeito, os adoradores dessa entidade se
desculpam dizendo que Moisés, no Antigo Testamento,
também sacrificava animais. Havia sim sacrifícios de
animais no Antigo Testamento, mas todos aqueles
sacrifícios apontavam para o sacrifício perfeito da
pessoa de Jesus Cristo na cruz do calvário.
Em Hebreus 10.12, a Bíblia declara: Mas este havendo
oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados,
está assentado à destra de Deus. Esse fato torna
qualquer outro sacrifício inútil aos olhos de Deus.
Falando dos sacrifícios não direcionados ao verdadeiro
Deus, Moisés se manifestou da seguinte maneira:
Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos
deuses que vieram há pouco, aos quais não temeram vossos
pais (Dt 32.17). Mais uma vez, devemos nos lembrar da
advertência do apóstolo Paulo: Antes digo que as coisas
que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e
não a Deus. E não quero que sejais participantes com os
demônios (1 Co 10.20).
Como vimos, não existe qualquer compatibilidade entre o
culto a Iemanjá e o culto prestado ao verdadeiro Deus. É
por esse motivo que muitas pessoas desejam abandonar
tais práticas, mas temem as ameaças dos orixás. Todavia,
quem desejar desvencilhar-se desse jugo para encontrar a
verdadeira liberdade em Jesus Cristo deve fazer isso sem
medo, pois: Para isto o Filho de Deus se manifestou:
para desfazer as obras do diabo (1Jo 3.8b). Foi o
próprio Jesus quem disse: E conhecereis a verdade, e a
verdade vos libertará (Jo 8.32).
Alguns dados sobre Iemanjá
Nomes: Yemanjá, Iemanjá, Yemasá, Dandalunda
Animais: Galinha branca, ovelhas e peixes.
Bebida: Aloá, champanhe.
Características: maternal, mandona, possessiva,
protetora, intrigante.
Comida: Canjica (Ebó) branca e mel, peixe, camarão,
arroz, manjar branco.
Dia da semana: Sábado.
Identidade: Orixá das águas, rainha do mar, sereia.
Filiação: Ododua e Oxalá
Metal: Prata
Atividade: Trabalha em favor do amor, da família e da
educação das crianças. Ajuda a progredir na vida.
Presentes prediletos: flores, colar, espelho, perfume,
pente.
Posição: A grande mãe da água e do lar.
Sacrifício: porco, cabra e galinha.
Sincretismo: Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do
Rosário, Nossa Senhora da Candeia (da luz).
Significação: Símbolo gerador da vida.
Notas:
1 Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações Ltda.,
Barsa, CD-ROM.
2 Os Cultos Mágico-Religiosos no Brasil, Abguar Bastos,
Editora Hucitec, São Paulo, 1979, p. 29,30.
3 Latin America: Na Interpretativa History, citado no
Crisis in Latin America, Na Evangelical Perspective, de
Emílio A. Nunes C. e William D. Taylor, Moody Chicago,
EUA, p. 35
4 Os Negros da Bíblia e os do Brasil, Paulo de Sousa
Oliveira, Editora Sete, Resende – RJ, p.p 93-94
5 Revista dos Orixás, Vol. 4, Editora Provenzano, Rio de
Janeiro, RJ, p.5.
6 Maria e Iemanjá, Pedro Iwashita, Edições Paulinas,
p.35.
7 Jornal da Tarde, 06.12.75
8 Iemanjá, Mãe dos Orixás, Zora A. Seljan, Editora
Afro-brasileira, São Paulo, 1973, p. 32.
9 Citação do livro: Educação Religiosa Relevante, Angelo
Gagliardi Jr., Vinde Comunição, 1995, pg. 9
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